Rui Malheiro e a estreia de Paulo Sousa na vitória por 3 x 0 contra o Boavista

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(Imagem: Alexandre Vidal e Marcelo Cortes / Flamengo)

Oficialmente Paulo Sousa estreou pelo Flamengo na última quarta-feira (2), na vitória contra o Boavista por 3 x 0 (gols de Marinho, Pedro e Gabigol), pela terceira rodada da Taça Guanabara. Confira a análise da vitória aqui do Ninho.

O jornalista, Rui Malheiro, do jornal Record de Portugal, que circulou pelos programas esportivos no Brasil e demonstrou ter grande conhecimento sobre o trabalho de Sousa e do time Rubro-Negro, fez sua análise da vitória do Flamengo pelas suas mídias sociais.

Confira:

A aposta de Paulo Sousa, tal como era esperado, numa multiestrutura. O Flamengo atacou numa estrutura em 3x4x2x1, com desdobramento em 3x2x5 no assalto ao último terço, e optou por defender num 4x3x2x1 centralizado. 3x4x2x1 (momento ofensivo): Hugo Souza – Gustavo Henrique, Noga, Cleiton – Matheuzinho, Thiago Maia, João Gomes, Renê – Marinho, Vitinho – Pedro. 4x3x2x1 (momento defensivo): Hugo Souza – Matheuzinho, Gustavo Henrique, Noga, Cleiton – Thiago Maia, João Gomes, Renê – Marinho, Vitinho – Pedro.

Desdobramento, com bola, em 3x2x5, sempre com o objetivo do Flamengo dominar e impor o seu jogo no meio-campo ofensivo. Gustavo Henrique, no centro-direita -, Noga – ao centro – e Cleiton – no centro-esquerda -, definiram a primeira fase de construção

Tendência por saídas curtas e apoiadas, com variações pontuais para uma construção mais longa direccionada aos corredores laterais. iniciativas interessantes em condução de Cleiton, que percebeu mto bem a sua dupla-função: central pela esquerda com bola, defesa-esquerdo sem bola.

Largura máxima oferecida pelos laterais/alas – Matheuzinho e Renê -, com o primeiro mais incisivo no ataque à profundidade. muitas dificuldades de Renê com bola: más recepções, más decisões no passe e sem criatividade no 1×1.

Posicionamento como avançados interiores das duas unidades de apoio – Marinho e Vitinho – ao avançado referência (Pedro), que se envolveu pouco em associações na primeira parte.

Marinho no centro-direita, Vitinho no centro-esquerda, mostraram-se muito disponíveis para sairem da marcação, para oferecerem linhas de passe para assalto às entrelinhas, e revelaram destreza na condução e na produção de desequilíbrios

O 1×0 aos 21′. recuperação alta de Vitinho, perspicaz a roubar a bola a Wellington, e a disparar da esquerda para o meio em direcção à área, de onde assistiu, através de um passe atrasado, a finalização vitoriosa de Marinho, arguto a atacar o espaço entre os médios/volantes rivais.

Papel muito importante sem bola de Pedro no lance do 1×0, que pode escapar à primeira vista, ao afundar dentro da pequena área o central-esquerdo (Kadu) e o lateral-esquerdo (Bull) do Boavista

Após o 1×0, o Flamengo manteve as dinâmicas com e sem bola, mas baixou claramente o ritmo, o que não obstou a que mantivesse o domínio e o controlo do jogo, mas sem criar oportunidades, além de uma definição cruzada de Pedro ao lado.

Faltou, ainda assim, um jogo mais pausado e com mais circulação, que acabou por surgir, a espaços, no último quarto de hora da primeira parte. No último quarto de hora da primeira parte surgiram as duas oportunidade do Boavista, ambas na sequência de lances de bola parada.

A primeira, num remate de fora da área de Ralph, defendido por Hugo para o canto. um lance após um lançamento lateral, em q Marinho foi atraído pelo lateral Bull, abrindo um espaço no corredor central, que não foi compensado por T.Maia ou J. Gomes, demasiado afundados nesse momento.

A segunda, num livre direto bem batido pelo lateral canhoto Bull, defendido, de forma incompleta, por Hugo. Houve duas alterações ao intervalo. saídas de Renê, o protagonista da exibição mais fraca no Flamengo, e que terá dificuldades para ser opção para lateral/ala-esquerdo, e de Marinho, que, com poucos dias de treino, realizou uma boa primeira parte, coroada pelo golo.

As entradas de Éverton Ribeiro e Gabriel Barbosa. Éverton, canhoto, posicionou-se como ala-esquerdo, o que pode ter surpreendido, mas será uma forma de o encaixar no onze. Gabigol ocupou o papel de avançado interior a partir da direita, jogando em simultâneo com Pedro.

3x4x2x1 (momento ofensivo): Hugo Souza – Gustavo Henrique, Noga, Cleiton – Matheuzinho, Thiago Maia, João Gomes, Éverton Ribeiro – Gabriel Barbosa, Vitinho – Pedro. 4x3x2x1 (momento defensivo): Hugo Souza – Matheuzinho, Gustavo Henrique, Noga, Cleiton – Thiago Maia, João Gomes, Éverton Ribeiro – Gabriel Barbosa, Vitinho – Pedro. variação para 5x2x3, fruto do posicionamento de Éverton.

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