Faltando pouco mais de 30 dias, Supercopa do Brasil não tem estádio definido e nem direito de TV comercializado

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(Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo)

Nesse domingo, o Real Madrid conquistou o 12º título da Supercopa da Espanha ao derrotar o Athletic Bilbao por 2 a 0, em Riad, na Arábia Saudita. O Real Madrid não conquistou nenhum dos dois títulos, mas foi campeão da Supercopa. Aliás, o confronto foi disputado pelos dois vices das duas competições.

A partir de 2019, o torneio começou a ser disputado entre quatro equipes: campeão e vice da La Liga e campeão é vice-campeão da Copa del Rey. Contudo, em 2015, quando a Supercopa era disputada somente entre os campeões, o Athletic de Bilbao ganhou a competição sem ter ganho a La Liga ou a Copa del Rey naquela temporada.

Aqui no Brasil, a Supercopa voltou a ser disputada há três temporadas. O Flamengo foi campeão das duas edições contra Athletico Paranaense e Palmeiras, respectivamente. A sede foi Brasília e a premiação de R$ 5 milhões para o campeão. Não houve polêmica na escolha do local do estádio em nenhuma das duas situações.

A Supercopa desse ano está marcada para 20 de fevereiro. Faltando pouco mais de um mês, ainda não há um estádio definido e nem direitos de transmissão vendidos. A demora na escolha da sede gira em torno de uma busca por “campo neutro”, por pressão do Atlético Mineiro.

Além disso, se ouve aqui e ali discussões sobre a necessidade de um Supercopa, tendo em vista que os mineiros ganharam as duas competições que qualificam os times para o confronto. Como se a Supercopa fosse apenas para referendar um título, ou mero capricho, e não um evento, uma start da temporada. Visão limitada de alguns. Ou puro bairrismo de outros.

O pior: a CBF aceita a pressão do clube mineiro para não manter a partida em Brasília. A busca por um estádio onde o Rubro-Negro não seja a maioria é inócua. É curioso quando chamam a torcida do Flamengo de “simpatizantes”, mas agora não conseguem encontrar um estádio, fora o Mineirão, que possa ser chamado de campo neutro.

E mais uma vez assusta a pressão do mecenato mineiro, que também patrocina a CBF, nos bastidores. A temporada promete. É bom o Flamengo ficar de olho.

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