Para ter 60 jogos em 2022, Flamengo precisará esquecer Copa do Brasil e priorizar o que importa no ano

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(Imagem: Divulgação / CBF)

Mais uma temporada se inicia repetindo um velho problema: o calendário inviável para um time com chance de chegar na fase final em todas as competições.

O futebol brasileiro, outra vez, não vai parar nas datas-Fifa. Com a Copa do Mundo começando dia 21 de novembro, a temporada será espremida em nove meses. Não há preparo físico que aguente.

Para 2022, serão cinco conflitos entre o Campeonato Brasileiro e as datas-Fifa: quatro rodadas em junho e uma em setembro.

Em novembro passado, pela primeira vez, a CBF reuniu com clubes e federações para falar sobre calendário. O Flamengo tentou antecipar o estadual e ganhar mais três datas no Brasileiro, mas foi voto vencido.

Caso tivesse êxito, seriam menos três jogos afetados do Brasileiro durante a data-fifa, restando somente duas rodadas.

Será injusto dizer lá na frente, que os clubes aceitaram o regulamento e só estão reclamando no meio do ano por oportunismo. O Flamengo se posicionou por diminuir o impacto das convocações, mas não adiantou muito.

Nesse contexto, será inevitável o Flamengo escolher as duas principais competições: Brasileiro (38 rodadas) e Libertadores (13 jogos se chegar à final). Com mais uma da Supercopa do Brasil e umas seis partidas do Carioca, serão 60 jogos em nove meses. Um número aceitável e administrável, contando os desfalques naturais.

É hora de esquecer a Copa do Brasil. Jogar com time sub-20 mesclado com reservas pouco utilizados. E ser radical nesse planejamento para ter os atletas inteiros na fase aguda dos campeonatos, e não chegar destroçado como o Flamengo chegou em Montevidéu, para final da Libertadores contra o Palmeiras.

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