Flamengo corrige rumo e volta a investir em comissão técnica para tocar o futebol Rubro-Negro

0 Flares Filament.io 0 Flares ×

(Imagem: Divulgação / Flamengo)

O Flamengo, após a saída de Jorge Jesus e sua comissão técnica, desperdiçou uma grande oportunidade de varrer o futebol brasileiro e sul-americano. Mesmo em tempos pandêmicos, reforçou seu elenco, mas esbarrou em treinadores incapazes. Talvez o melhor deles tenha sido o Rogério Ceni, que conquistou três títulos – inclusive um Campeonato Brasileiro.

Poderia ter atropelado não somente em 2019, mas em 2020 e 2021. Mesmo assim, apesar dos pesares, conquistou o Brasileiro de 2020 e foi vice-campeão do Brasileirão (13 pontos atrás do Atlético Mineiro) e da Libertadores.

Agora, além de ter Palmeiras como grande rival, terá que enfrentar o clube mineiro e seus mecenas injetando forte dinheiro em reforços. Sem contar o desvairado Corinthians e as incógnitas dos clubes que viraram SAF para serem vendidos. Novos tempos!

A dita hegemonia Rubro-Negra esbarrou na suposta pretensão da diretoria do Flamengo onde, bastaria ter um elenco forte, que os títulos viriam no automático. Questões técnicas, organizacionais, motivacionais, tudo seria resolvido pelos jogadores dentro de campo.

Pelo visto a diretoria realmente acreditou que o que Jorge Jesus fez em 2019 qualquer treinador faria, bastaria ter os R$ 200 milhões em investimentos. Esse mito foi destruído e, por ironia do destino, pelas mãos de quem mais ajudou a alimentar essa narrativa: Renato Gaúcho.

O Flamengo caiu em si e voltou a investir na comissão técnica. O português Paulo Sousa foi contratado e, além dele, chegam mais sete nomes para tomar conta do Ninho do Urubu. E aí vai mais um problema o clube não resolveu: formar a sua comissão fixa com os melhores nomes do mercado internacional.

Adiante. Chegam junto com o novo treinador: Manuel Cordeiro (treinador adjunto); Luis Salaa (preparador físico); Antônio Gomes (preparador físico); Victor Sanches (auxiliar adjunto); Paulo Grilo (treinador de goleiros); Cosimo Capagli (analista) e César Andrade (auxiliar responsável pela parte tecnológica).

A grande novidade é o último, Cesar Andrade, diretor regional da Hudl que é dona da WyScout. A plataforma, atualmente, é o segundo maior banco de dados de futebol atrás apenas da Fifa. São 460 mil jogadores registrados, 1.800 jogos analisados por semana, em média, 600 competições de 124 países e mais de 2.000 lances analisados por partida. Com essa ferramenta, a comissão técnica terá à disposição relatórios e vídeos de todos os lances de uma partida e do adversário. Pode escolher avaliar determinada equipe se comporta em cobranças de escanteio a favor e contra, por exemplo. Também é possível mapear o perfil da arbitragem.

O Flamengo corrige o rumo para voltar à rotina de vitórias e conquistas.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Filament.io 0 Flares ×

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.