Brasileirão 2021: Flamengo 2 x 1 Fortaleza. Rubro-Negro novamente amassa, perde gols e tem problemas no segundo tempo

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(Imagem: Alexandre Vidal e Marcelo Cortes / Flamengo)

 

Após uma derrota inacreditável contra o Bragantino no último sábado, o Flamengo voltou à campo, venceu o Fortaleza por 2 x 1, chegou aos nove pontos (três vitórias e uma derrota), e segue com dois jogos a menos (Grêmio e Athletico Paranaense).

Uma noite especial e triste, com a despedida de Gerson, que foi contratado pelo Olympique, e um Maracanã que tinha tudo para ter 65 mil torcedores para dar adeus ao volante, pilar da segunda maior geração da história da Gávea.

Foi a primeira derrota do adversário sob o comando do argentino Vojvoda, após 21 jogos, que vinha sendo um dos grandes personagens desse campeonato brasileiro.

E como tem sido a tônica, um Flamengo avassalador no primeiro tempo. Fez 2 x 0 e perdeu inúmeras chances. Vitinho sem goleiro, Michael perdeu na cara e Rodrigo Caio quase marca numa cabeçada. Foram 14 finalizações, quase 70% de posse de bola. Diego Alves fez apenas uma defesa.

Mesmo esfacelado pelas convocações, ainda assim se mantém competitivo, mantendo o padrão de posse de bola + chances criadas e vencendo seus jogos.

Problema tem sido a partir da metade do segundo tempo, quando a equipe cansa e perde a intensidade. O modelo de jogo do Flamengo depende justamente dessa voltagem acelerada. Quando perde fôlego, deixa de recuperar a bola no ataque, não consegue exercer o perde-pressiona com eficiência e a defesa fica mais exposta.

Contudo, nessa quarta, o problema se agravou, porque com 13 segundos da etapa final o Fortaleza diminuiu o placar. E o jogo ficou completamente instável. O adversário veio com duas trocas e uma mudança de postura clara. O futebol é justamente esse jogo de ação x reação em torno do gol feito ou sofrido.

Mesmo assim o Rubro-Negro atacou os espaços e perdeu ótimas oportunidades de liquidar a fatura, com destaque para um passe de classe de João Gomes e uma ótima chance do Gerson. E no rebote, o chute do Matheuzinho foi salvo em cima da linha.

E aí vem um a dificuldade do Rogério Ceni: leitura de jogo, principalmente pela demora nas substituições, quando não resta mais nenhum fôlego, especialmente o Diego. Nesses tempos de convocações, faltam peças, faltam jogadores, faltam opções para segurar o nível de atuação. No banco, o único reserva era Muniz, por exemplo. Talvez falte ao treinador buscar ser um pouco mais pragmático quando as pernas cansarem, mas não parece ser esse o DNA do Ceni, que não faz nenhuma questão de entregar a bola ao adversário e fechar a defesa.

Importante que o Flamengo tenha acumulado vitórias nesse tempo de Copa América, até a volta de Gabigol, Arrascaeta e Everton Ribeiro. Ainda contará com Thiago Maia, que já ficou à disposição contra o Fortaleza.

Podem haver diversos questionamentos pontuais ao trabalho do Rogério Ceni, mas é impossível dizer que esse Rubro-Negro não é bem treinado.

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