Em estudo tradicional, banco analisa finanças de 2020 do Flamengo: “Testado e aprovado”; confira a análise

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O Itaú BBA divulgou nessa terça-feira (15) o tradicional relatório anual sobre as finanças dos clubes brasileiros. Pelo décimo segundo ano consecutivo, o banco traz um resumo individualizado da situação de cada equipe do futebol brasileiro.

Segunda a análise, o Flamengo passou no teste de resistência a crises: “méritos de quem tem a casa em ordem”.

“Não foi um ano fácil. Depois das conquistas de 2019 o Flamengo iniciou o ano com orçamento ambicioso, fazendo aquisições e daí veio a pandemia.  Com custos em alta e vendo receitas derreterem, o clube teve que se organizar rapidamente, prorrogando salários e pagamentos possíveis de serem renegociados. Por sorte havia vendido atletas no início do ano e isso deu certo alívio. O suficiente para encerrar a temporada com a condições piores que em 2019, mas ainda assim controlada”, destacou.

E prosseguiu: “A vantagem de estar equilibrado é que é possível enfrentar essas crises generalizadas de forma a absorvê-las e encontrar as soluções com menos pressão. Como a temporada entrou em 2021 e o clube se sagrou Bicampeão Brasileiro, os valores da TV ajudaram a reduzir os impacto carregado pelos adiamentos de 2020, e recoloca o clube nos trilhos”.

Para 2021, a análise é de que não será fácil, ainda que haja menos pressão de caixa a partir da elevada possibilidade da temporada ser encerrada dentro do ano.

ANÁLISE GERAL

Flamengo e Palmeiras seguem na liderança entre as maiores receitas, mantendo a distância em relação ao segundo bloco. Palmeiras encosta no Flamengo na visão pro-forma em função das premiações de Copa do Brasil e Libertadores.

RECEITAS E DESPESAS

Receitas do Flamengo sofreram fortes forte redução em função de dois fatores: pandemia e porque os dados de 2019 estavam impactados pelas receitas da Libertadores e do Mundial. A redução foi da ordem de 32%.

Destaque para as receitas com Publicidade, que cresceram 10%. Positivamente o Social se manteve
estável, mas o clube sofreu muito com queda momentânea de TV, mas especialmente com Bilheteria/Sócio Torcedor. Além disso a venda de atletas veio menor, ainda que tenha sido positiva para construir a geração de caixa do ano

Custos e despesas foram reduzidos em cerca de 25%, de forma que o clube conseguiu manter a geração de caixa (EBITDA) positivo em R$ 123 milhões, ainda que sob a ótica recorrente tenha sido negativa.

DÍVIDAS

O montante de dívidas subiu, impactado pelo aumento das dívidas operacionais, que são valores a pagar por contratações e salários. Ao mesmo tempo seguiu pagando as dívidas renegociadas de
impostos e acordos. Mesmo com redução de receitas o nível de alavancagem total permaneceu dentro da zona de conforto, enquanto a parcela de curto prazo ficou ligeiramente acima, o que não chega a ser uma preocupação dado o cenário.

COMPARATIVO

O histórico de análises do Itaú de Fla x Corinthian
s desde 2013.

2013
Fla: O urubu precisa voar
Corinthians: Ao infinito e além?

2014
Fla: Nadando contra a maré
Corinthians: Encantador de serpentes

2015
Fla: A hora de transformar água em vinho
Corinthians: É agora, José?

2016
Fla: Espelho, espelho meu
Corinthians: A conta do estádio chegou.

2017
Fla: Navegar é preciso; gerir futebol não é preciso.
Corinthians: Muita ginástica para fechar as contas.

2018
Fla: Colhendo os frutos
Corinthians: Na corda bamba

2019
Fla: Hora da colheita
Corinthians: Equilibrista em apuros

2020
Fla: Nem sinal no retrovisor
Corinthians: Desastre à vista

2021:
Fla: Testado e aprovado
Corinthians: Game over

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