Brasileiro 2020/2021: Grêmio 2 x 4 Flamengo. A fagulha do segundo tempo que pode incendiar o Rubro-Negro faltando seis rodadas

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(Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

Após passar por percalços, desilusões, troca de treinador, é incrível que o Flamengo chegue à vice-liderança do Campeonato Brasileiro faltando seis rodadas para o fim, a quatro pontos do líder, Internacional, sendo que ainda tem o confronto direto contra o Colorado no Rio de Janeiro.

A equipe de Abel Braga chegou à liderança após oito vitórias seguidas. Mas nem de longe apresentou um futebol que o Flamengo jogou nessa quinta-feira, no segundo tempo, quando saiu de 1 x 0 para uma virada de 4 x 2, em uma das melhores atuações da equipe sob o comando de Rogério Ceni, que não precisou fazer alterações (graças a Deus) para ver o Rubro-Negro amassar o Grêmio, em pleno Porto Alegre.

A fagulha para um Flamengo incendiário no segundo tempo chama-se Gabigol, que há alguns jogos tem assumido essa responsabilidade e liderança em campo de resgatar a equipe vencedora de 2019/2020. Foi ele que, em 15 minutos, colocou o Rubro-Negro de volta a disputa do título Brasileirão.

A comemoração após o golaço da virada foi arrepiante. Desabafo puro de quem demonstra claramente irritação pelos resultados ruins. Gabigol chegou a incrível marca de 88 participações em gols (65 gols e 23 assistências) em 96 jogos.

É justo reconhecer que Rogério Ceni mudou o Flamengo para o segundo tempo sem trocar peças. Saiu do 4-2-3-1 que tinha dado certo contra o Goiás (3 x 0) e Palmeiras (2 x 0) para o tradicional 4-4-2, tirando Bruno Henrique da ponta e fazendo novamente a dupla com Gabigol no ataque.

Em certos momentos via-se um Rubro-Negro atacando no 4-1-3-2, com Diego de volante e Gérson se aproximando do ataque como um meia de criação. O Flamengo cresceu em superioridade numérica. Foi o melhor jogo depois de muito tempo de Éverton Ribeiro. Ficou visível que o time ficou mais agrupado, buscando movimentação, ultrapassagem e o mais importante: acelerando o jogo, bem diferente do primeiro tempo.

O gol da virada foi espetacular, mas o terceiro gol foi um déjà-vu pra matar a saudade dos bons tempos. Troca de passes entre Everton Ribeiro, Gerson, Bruno Henrique para Gabigol deixar livre para Arrascaeta só empurrar para as redes.

O segundo tempo deixa mais claro ainda que esse elenco não está perdido, não está morto, não acabou. A dúvida é: como manter o nível do segundo tempo? A derrota nesse jogo praticamente sepultaria as chances do Flamengo conquistar o título brasileiro. Foi até surpreende ver o poder de reação em condições tão adversas.

O Flamengo não foi líder em nenhuma rodada do Brasileiro. Periga, para nossa sorte, assumir a liderança no momento certo, e conquistar o título. Resta Rogério Ceni, jogadores e diretoria buscarem o ponto de fusão para a equipe atuar como jogou no segundo tempo.

É tiro curto, faltam seis rodadas e nem precisa ser os 90 minutos nesse nível para ser campeão.

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