Preocupante: Flamengo tem percentual de gols sofridos semelhante ao NYC, ex-equipe de Domènec

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(Imagem: Bruna Prado/Getty Images)

O Flamengo entrou em campo no domingo precisando apenas do empate para se tornar o líder do primeiro turno do Brasileirão. No entanto, sofreu uma goleada patética para o São Paulo por 4 x 1 e abriu uma nova frente de crise, agravada pelas declarações ruins de Domènec Torrent na coletiva pós-jogo, que parece que ainda não entendeu que esses placares elásticos em derrotas não são aceitáveis por aqui.

Concluído o primeiro turno, o Rubro-Negro sofreu 25 gols em 19 jogos. Média de 1,31 gol sofrido por partida. É a pior defesa entre os seis primeiros colocados. Quem chega mais perto é o Santos, com 23 bolas na rede. Até os frequentadores da zona de rebaixamento, Athletico-PR (20), Red Bull Bragantino (24) e Coritiba (24) possuem números melhores do que o Flamengo. Somente o Goiás supera o clube da Gávea (31).

Os problemas defensivos são alertados constantemente. Na goleada por 5 x 1 contra o Corinthians, a equipe sofreu mais do que deveria. O time paulista finalizou 19 vezes contra a meta do goleiro Hugo.

É muito pobre dizer que são erros apenas individuais. Foram oito duplas de zaga diferentes e os problemas persistem, deixando evidente que a dificuldade não é apenas com o miolo de zaga, mas tático e de posicionamento básico. Na hora do corte, o posicionamento corporal de Gustavo Henrique era de apenas cortar para o fundo. Como o passe veio nas suas costas, teve dificuldade para controlar a rebatida. Era comum, ano passado, Jesus corrigindo a forma com seus atletas devem estar posicionados em determinadas situações de jogo.

O São Paulo trocava passes como queria, chegava com facilidade ao ataque sem ser incomodado e frequentava as entrelinhas do sistema defensivo Rubro-Negro. O Flamengo atual não marca pressão e nem compacta com duas linhas de quatro. Nenhuma das duas formas fazem a equipe jogar de forma segura.

Um dos pontos do sucesso do Rubro-Negro, campeão de tudo, foi a forma de jogar com linhas altas. Nesse esquema, a defesa também sobe e estrangula o jogo do adversário em um curto espaço de campo. O que se viu, no entanto, foi uma desorganização entre as linhas, para desespero do Filipe Luís:

Como treinador do New York City, na MLS, em 60 jogos, a equipe sofreu 76 gols. No primeiro ano a média de gols sofridos era 1,36. No segundo ano caiu pra 1,21, mas ainda continuou alta.  No Flamengo a média é de 1,33 somando os 32 gols em 24 jogos.

No ataque, o Flamengo flui com mais facilidade. A equipe tem o melhor ataque com 33 gols, é o time que cria as grandes chances (61), contra 51 do Atlético-MG e 40 do Inter e é a quem mais acerta passe por jogo (461).

Resta saber se Dome terá capacidade de corrigir rapidamente o problema defensivo crônico, sem tempo para treinar, que pode custar uma eliminação na Libertadores e até a perda do título Brasileiro, embora aqui os erros podem ser mitigados.

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