Brasileirão 2020: Corinthians 1 x 5 Flamengo

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O Flamengo completou a quinta partida em 11 dias, somou 13 pontos em 15 disputados e conseguiu, talvez, uma das melhores apresentações da equipe sob o comando de Domènec Torrent. Em termos ofensivos, a equipe foi cirúrgica. Teve 62% de posse de bola, finalizou nove vezes, sendo seis ao gol. Segundo o Sofascore, foram cinco grandes chances criadas e cinco gols marcados.

O bom aproveitamento ofensivo desse domingo foi o que faltou no jogo contra o Goiás, cuja ótima atuação ficou ofuscada pelo gol da virada no último minuto e as inúmeras chances desperdiçadas. Naquele jogo, o Rubro-Negro perdeu a oportunidade de unir uma grande partida com um largo placar.

A goleada veio, então, nesse domingo, na surra de 5 x 1 contra o Corinthians. Não por coincidência, no melhor gramado do país. Após questionamentos descabidos de um Flamengo que não tem tempo para treinar, o resultado serve para dissolver a desconfiança da torcida com a comissão técnica, pelo menos uma parte.

Mesmo sem Diego Alves, Rodrigo Caio, Arrascaeta e Gabigol de titulares, Torrent teve uma grande sacada na escalação. Tirou Vitinho da ponta para colocá-lo no meio, atrás do atacante, na função do Arrascaeta. Geralmente quando um atleta tem como características a velocidade, rapidamente o treinador o desloca para os lados do campo. Não é uma novidade e muito menos uma posição estranha ao Vitinho, mas deu muito certo e o atacante fez um dos seus melhores jogos.

Confira seu mapa de calor, segundo o Sofascore:

A movimentação foi intensa. Com Vitinho tendo liberdade, foi comum ver Everton Ribeiro invertendo de posição ou entrando na área, para cabecear no primeiro gol, após cruzamento magistral de Filipe Luís. Foi interessante notar o crescimento do lado direito com o Everton Ribeiro e Isla partindo no corredor.

É mentira que o jogo posicional transforma um time em campo de totó. O que se pede é a ocupação das zonas de ataque. O problema é que tudo precisa de amadurecimento e ser assimilado pelos atletas, para que as jogadas fiquem no automático.

Se com a bola no pé o Flamengo já compreende o que fazer, o time ainda carece de acertos defensivos. Seja na bola parada, seja quando a marcação avançada não funciona e a defesa não encaixa logo em seguida, resultando em uma cratera que divide a equipe em campo. O próprio Dome reconheceu. Especialmente na bola parada, após a saída de Gustavo Henrique, o Rubro-Negro sofreu.

O clube da Gávea passou por um dos piores momentos na temporada por diversos problemas e situações e se manteve entre os primeiros de forma heroica e surpreendente. Mas terá uma sequência de jogos duríssima que já começou no domingo. E será nesse contexto que Domènec terá que trocar os pneus com o carro em movimento.

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