Brasileirão 2020: Fluminense 1 x 2 Flamengo. A polêmica inútil do rodízio só é ruim pra quem vai jogar contra o Rubro-Negro

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(Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

Domènec transformou o Fla x Flu dessa quarta (9) no mais fácil do ano. Com o resultado, a equipe chegou à quarta vitória consecutiva e na liderança do Campeonato Brasileiro com 17 pontos. O Rubro-Negro não perde há sete jogos: são cinco vitórias e dois empates.

O catalão tem demonstrado que não é apegado a um esquema ou que não é um treinador de uma nota só. O que é uma ótima notícia. Já jogou com dois pontas abertos, com dois meias e, de forma inédita, iniciou uma partida com três (ou quatro, se considerar o Gérson) meias. O Flamengo já havia jogado com Arrascaeta, Éverton Ribeiro e Diego juntos em algumas situações pontuais no decorrer dos noventa minutos: após o 1 x 0 contra o Santos e Coritiba e no segundo tempo contra o Bahia após abrir 5 x 2.

E a sacada da escalação inicial quebrou o sistema de marcação de Odair, que esperava um Rubro-Negro atacando pelas pontas, no 4-3-3. Domènec não precisou encher de jogadores velozes, mas de inteligência no meio de campo. No jogo posicional, é a bola que corre. E foi um time que ocupou o meio de campo e jogou de forma rápida, mesmo sem ter jogadores rápidos.

Revela mais uma vez que o tão falado jogo posicional não é um esquema engessado, mas que em todos os espaços tenha uma atleta. Há liberdade de movimentos, especialmente no terço final.

A polêmica inútil do rodízio só é ruim pra quem vai jogar contra o Rubro-Negro. A imprevisibilidade a cada rodada será um terror para os adversários, que não saberão mais qual Flamengo entrará em campo. Com Jorge Jesus, todos já sabiam quem seriam os onze titulares e o esquema – e mesmo assim ninguém foi capaz de pará-lo. Com Domènec, tende ser ainda pior para quem enfrentar o clube da Gávea: serão uns 18 jogadores e pelo menos quatro esquemas para serem estudados, e ainda com suas variantes.

Torrent, a cada rodada, revela uma das suas principais características: a dissecação tática do adversário. E dessa forma organiza sua escalação e esquema de acordo com essa estrategia. Ontem ficou evidente com a escalação inicial que pegou Odair de calça curta.

Ficou claro também que a comissão técnica Rubro-Negra estudou as deficiências do goleiro tricolor, Muriel, que costuma espalmar muitos chutes e cruzamentos. No segundo gol, é nítido que Gabigol e Diego não entram na disputa pela bola esperando justamente o rebote. Ficaram dois jogadores mais baixos, um esperando uma rebatida pra lateral e o outro um rebote pro meio da área. Só faltou ter um “x” onde deveriam ficar.

Confira:

O primeiro tempo do clássico foi um dos melhores em todos os quesitos, pois o Flamengo conseguiu controlou o jogo, poderia ter ido para o vestiário vencendo por 3 x 0, e o Fluminense sequer chutou ao gol de Gabriel. É o cenário perfeito.

No segundo tempo houve muito desperdício de contra-ataque e certa displicência para definir a partida. O placar final foi enganoso, tamanha a superioridade Rubro-Negro.

Outro ponto positivo e que enche a equipe de confiança são os gols logo no início da partida. Nas últimas três partidas, o Flamengo abriu o placar antes dos 10 minutos: Bahia, Fortaleza e Fluminense.

A evolução é notória. Os jogadores começam a compreender a nova filosofia. Fisicamente a equipe está a cada jogo melhor e Domènec não deixa dúvidas sobre a estrategia: “Eu tenho um time ideal: os jogadores que treinarem melhor a cada treinamento. O time ideal é quem estiver melhor”.

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