Sem olhar no retrovisor, Domènec inicia período com ideias e estilos próprios do que pretende implantar no Flamengo

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(Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo)

Um Domènec sem medo de ser feliz. Após desembarcar no Rio dizendo que manteria o time de Jorge Jesus e aos poucos implementaria suas próprias ideias, o catalão, antes do previsto, já dava sinais de que não foi contratado para ser o sucessor do português, mas buscar o protagonismo.

Um treinador com características próprias e estilo de jogo já conhecido, após anos ao lado de Pep Guardiola, não sustentaria uma forma de jogar super campeã com atletas sem as condições físicas ideais para executar tal esquema. Talvez a transição seria menos abrupta se os atacantes tivessem em dia com suas finalizações, nas inúmeras oportunidades criadas.

Quem ainda não entendeu, precisará compreender, ou aceitar, que são ideias diferentes e que serão aplicadas com o Campeonato Brasileiro em andamento. O sucesso dependerá da forma de que essa mensagem será repassada e da capacidade de compreensão dos atletas em entender a filosofia de Domènec.

Contra o Santos, foi possível ver algum padrão na construção ofensiva, com Thiago Maia sendo a novidade de segundo homem, o Gerson buscando se adaptar na saída de bola , a busca pela superioridade numérica, triangulações e amplitude, características típica do jogo posicional. O grande problema foi a instabilidade defensiva, típica de uma equipe que ainda busca entender os princípios do novo treinador. Foi assim com Jorge Jesus, que sofria todo gol até ajeitar a defesa em linha e a marcação pressão.

O time só melhorou e passou a não correr mais risco quando preencheu o meio de campo, após as alterações de Domènec na segunda etapa. E repetiu a mesma estrategia do jogo contra o Coritiba, justamente quando vencia por 1 x 0. Dessa vez, na Vila Belmiro, entrarão Arão entra na vaga de Gérson, Éverton Ribeiro no lugar de Bruno Henrique e Maurício Isla substituindo Renê.  Precisando do resultado, o catalão não se furtou a baixar as linhas e jogar pelo contra-ataque.

O que não significa que, a partir de agora, será uma equipe reativa. O Flamengo teve 62%, 66%, 65%, 66% e 48% de posse de bola, respectivamente, nas seis primeiros rodadas do Brasileiro. É o líder em posse de bola com 61,2% e o segundo time que mais acerta passe: 467.

Tudo poderia ser mais simples o Rubro-Negro resolvesse em campo as enormes chances criadas. O Flamengo é o líder nesse quesito no Campeonato Brasileiro com 19, mas só concluiu três. Para se ter uma ideia, o Inter criou 15 grandes chances e fez oito, mais de 53% de aproveitamento.

No Brasileiro do ano passado, a equipe da Gávea criou 127 grandes chances e fez 67, ou seja, 53% de aproveitamento contra os 16% do Flamengo nessa temporada.

Somente contra o Santos, foram seis grandes chances criadas. Só sendo superado nas goleadas de 2019 contra o Goiás e Avaí por 6 x 1, quando o Rubro-Negro criou sete grandes chances.

O próprio Domènec afirmou que o time rendeu em campo apenas 25% do que treinou. O preparo físico a cada rodada ficará melhor, a assimilação das ideias do catalão ficarão mais azeitadas. Com tudo isso, o Flamengo tenderá a inserir em seus jogos uma marcação pressionando a saída de bola adversária e a redução nos problemas defensivos.

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One thought on “Sem olhar no retrovisor, Domènec inicia período com ideias e estilos próprios do que pretende implantar no Flamengo

  1. O Bruno Henrique ficou o ano de 2018 inteiro sem jogar bola no Santos, falavam que era o lance do olho. Nos bastidores, pra quem estava por dentro da situação, diziam que era porque estava insatisfeito com o salário defasado. Forçou a ida pro Flamengo pra ganhar quase 3 vezes mais. Agora, além da contusão, pode estar querendo se mandar pra terrinha. O empresário dele é bem agressivo. Hoje é o único que ainda está devendo tecnicamente. Isso tudo vai tumultuar muito a vida do Flamengo nrssa temporada inteira. Se eu fosse diretor e os interessados ligassem: “Queremos contratar o Bruno Henrique”, eu responderia: “Olha esse não está à venda, mas tem o Vitinho, Lincoln, Pires da Mota…”.

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