Uma corrida sem prêmio de Torrent: As derrotas são dele; as vitórias, são do antecessor. Porém, as cartas estavam na mesa e foram aceitas

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(Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo)

Coluna do jornalista Carlos Eduardo Mansur, em O Globo, dessa segunda (17), abordou a concessão temporária do Domènec Torrent na implantação do seu estilo de jogo no Flamengo. Em um calendário apertado, o projeto do catalão teve que ser adiado.

Contudo, se há um culpado por ter que arquivar, temporariamente, suas ideias é o próprio Torrent, que não teve prudência e tentou acelerar processos sem tempo de executar nos treinos.

Parece ser um trabalho ingrato, as derrotas são dele; as vitórias, são do antecessor. Uma espécie de corrida sem prêmio. No entanto, as cartas estavam na mesa e o treinador aceitou. Seria arrogância ignorar tudo que foi construído em 2019/2020 para implantar seu próprio estilo.

Segue:

“Como Guardiola, seu discurso (De Domènec Torrent), sempre foi de um adepto do Jogo de Posição. Talvez estejamos diante de um camaleão disposto a se adaptar em nome das vitórias. Mas, a rigor, ele parece ter feito concessões temporárias em suas crenças por não ter encontrado circunstâncias favoráveis à implantação de seus conceitos.

Se assim for, trata-se de uma situação que não irá durar para sempre, pela impossibilidade de um técnico liderar um time que jogue um futebol no qual ele não crê. Neste caso, em algum ponto a transição terá que ser feita e, se for este o objetivo, a vitória contra o Coritiba terá um só efeito: dar alívio imediato, dar paz a Torrent num país de cobranças imediatistas.

Mas o primeiro passo da construção do “seu” Flamengo, o início do real projeto do catalão, este foi adiado. Não se saiu do lugar. É saudável atender ao pedido dos jogadores para que a guinada rumo ao Jogo de Posição venha após treinos. Mas o calendário não permitirá que a transição deixe de afetar jogos.

É curioso imaginar o plano de Domènec, se está desconfortável ou disposto a se adaptar. O ideal, é que o time reflita suas ideias. Por ora, enquanto o Flamengo em campo é reconhecido como o time de Jesus, Torrent realiza o mais ingrato dos trabalhos: as derrotas são dele; as vitórias, são do antecessor. Uma espécie de corrida sem prêmio”.

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