Brasileirão 2020 – 3ª rodada: Coritiba 0 x 1 Flamengo

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(Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo)

A reunião do elenco com Domènec Torrent surtiu efeito. O treinador recuou de suas ideias próprias, acatou as sugestões dos jogadores e o Flamengo conseguiu a primeira vitória no Campeonato Brasileiro, ao vencer o Coritiba fora de casa por 1 x 0.

Sem Rafinha, João Lucas foi o titular e não comprometeu, graças a um time organizado em campo. Torrent repetiu o Flamengo da estreia contra o Atlético-MG, com a formação tradicional e vitoriosa.

E, dessa vez, se viu um Rubro-Negro mais agrupado e buscando se comunicar. Arão voltou a recuar para ser o terceiro homem da zaga, ajudando na saída de bola. Contudo, é um Flamengo ainda lento, igualando a rotação tradicional do futebol brasileiro, sem a intensidade do ano passado.

“Precisamos de tempo para nos conhecer e treinar conceitos, respeitando a qualidade dos jogadores. O mais importante são os jogadores, não os técnicos”, destacou o treinador ao fim da partida.

O JOGO

Após ser sacado no último jogo, na derrota para o Atlético-GO, Arrascaeta demonstrou em campo porque não pode ser reserva. Atuando atrás da segunda linha de marcação do adversário, o uruguaio, em poucos minutos, deu um passe para Gabigol, acertou uma bola na trave e conseguiu abrir o placar. Um alívio!

O Flamengo terminou o primeiro tempo com 65% de posse de bola e 10 finalizações (5 fora e 5 dentro da área). Foram 27 passes trocados do Flamengo para cada chute dado. E, novamente, o Rubro-Negro voltou a desperdiçar chances.

Na segunda etapa, novamente boas chances criadas e perdidas. Além de um pênalti não marcado em cima do Arrascaeta – nem o VAR foi consultado e um gol anulado milimétrico do Pedro, após bom cruzamento do João Lucas.

Domènec teve boa leitura de jogo (Uma de suas melhores características como auxiliar do Guardiola): neutralizou o ímpeto do adversário no segundo tempo ao colocar Diego no lugar do Gabigol. Soube entender o momento e a importância da vitória. Ao contrário do jogo na primeira rodada, quando terminou com cinco atacantes na pirâmide invertida, dessa vez o catalão tirou os dois atacantes, deixou apenas Pedro e reforçou o meio de campo, que terminou com Arrascaeta, Éverton Ribeiro e Diego, além de Gérson e Arão. Mesmo assim o Flamengo criou boas oportunidades, mas não conseguiu liquidar a partida.

Foram 17 chutes a gol contra o Atlético Mineiro e 18 contra o Coritiba. Em condições normais, o Flamengo teria goleado nos dois jogos. Contudo, fica evidente o déficit técnico e físico da dupla de atacantes, especialmente o Bruno Henrique.

O mais importante, no entanto, é ver que há construções de jogadas, mesmo existindo falhas no arremate. Seria mais grave uma equipe anêmica, que trocasse passes sem ameaçar o goleiro adversário.

Nesse momento de instabilidade, surge a figura de Filipe Luís, que assumiu o protagonismo e liderança. O lateral destacou a reunião que teve com Doménec: “Foi uma conversa de porta fechada e que ninguém tem que saber. O problema não foram as derrotas, mas sim como nós perdemos. Hoje já vimos a cara do Flamengo de novo”.

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