Brasileirão 2020 – 1ª rodada: Flamengo 0 x 1 Atlético-MG

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Rubro-Negro faz melhores 45 minutos desde retorno, mas sofre no segundo tempo no preparo físico e esquema tático

Na semifinal da Copa Libertadores contra o Grêmio, no Maracanã, Filipe Luís deu um carrinho decisivo para impedir a finalização de Maicon, aos 20 minutos do primeiro tempo: a bola foi parar nas mãos de Diego Alves e impediu o gol do adversário.

Hoje, não deu certo. Na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o Flamengo foi derrotado no Maracanã por 1 x 0 diante do Atlético-MG, após um gol contra do lateral Rubro-Negro, ao tentar cortar um cruzamento.

Foram cinco dias de treino sob comando do treinador Domènec Torrent. Logo de cara, já enfrenta um dos adversários que, ao que tudo indica, vai disputar o título do Brasileirão e conta com um treinador acima da média no país.

É cansativa a comparação, mas é preciso lembrar que Jorge Jesus teve três semanas de treino, apesar de pegar terra arrasada e tendo que praticamente refundar o futebol do Flamengo. Na sequência, foi eliminado da Copa do Brasil, sofreu 2 x 0 contra o Emelec, levou 3 x 0 do Bahia, mas conseguiu seguir seu caminho de conquistas.

O sarrafo do Flamengo está elevado. E no primeiro tempo a equipe conseguiu ser superior e fez talvez os melhores 45 minutos desde a retomada do futebol. E contra um rival de grande inteligência tática.

Por mais que o Atlético-MG explorasse a marcação na saída de bola, o Rubro-Negro conseguia desvencilhar-se e sair pro jogo. Na verdade, quem foi mais perigoso na pressão foi justamente o Flamengo, que recuperou algumas bolas perto da grande área, diminuindo boa metragem de campo, mas não foi preciso na finalização.

No primeiro tempo, foram 69% de posse de bola do time de Torrent, porém a falta de capricho no passe de Bruno Henrique, os dois gols perdidos de Arrascaeta e duas finalizações equivocadas de Gabigol pesaram para o placar não ser favorável ao Flamengo.

Após o gol contra de Filipe Luís, por muito pouco o adversário não marca o segundo. Diego Alves fez uma defesa espetacular em contra-ataque da equipe mineira.

Com três zagueiros, Sampaoli percebeu a movimentação de Gerson entre as linhas atleticanas. E, antes do fim do primeiro tempo, tratou de desfazer o esquema, ao tirar um homem da zaga e colocar um volante.

Embora tenha começado bem a segunda etapa, era um Flamengo pouco agressivo na marcação na saída de bola. O Atlético passou a reter mais a posse, embora sem grandes ameaças ao Rubro-Negro.

Parecia que Sampaoli, com suas substituições, estava sempre um passo na frente no duelo tático. E Torrent precisava mexer sua peças para voltar a dominar as ações, nem sempre com êxito, até pelo pouco tempo de trabalho.

O problema foi que as saídas de Everton Ribeiro, Arrascaeta e Gerson, para a entrada de três atacantes não surtiram efeito. O time desandou e praticamente não ameaçava em busca do empate. Apesar de Diego Alves também ter feito somente uma defesa, o Flamengo não tinha o controle do jogo.

Era um 2-3-5, com os laterais virando meias ao lado de Arão. Tendo Michael e Bruno Henrique aberto pelas pontas. Filipe Luís, como é peculiar, se saiu bem nessa função com alguns bons passes. Contudo, a formação inédita surtiu pouco efeito.

Ficou claro também o peso de 24 dias de hiato entre o final do Carioca e o início do Brasileiro. O Flamengo faria um torneio amistoso em Goiânia, mas teve que cancelar todo seu planejamento após a saída de Jorge Jesus. O preparo físico pesou.

Uma derrota na estreia do atual campeão era inesperada, veio de forma injusta e, se houve superioridade tática, foi da equipe Rubro-Negra. Mas que sirva para alerta de qualquer sinal de comodismo ou relaxamento, não seja levado adiante.

(Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo)

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