Livros revelam que Domènec Torrent era a chave em jogadas de estratégia, e era quem destrinchava comportamentos dos adversários

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Autor de livro “Guardiola Confidencial” e “Pep Guardiola, a revolução”, o jornalista Martí Perarnau conviveu de perto com o treinador do Manchester City e o então auxiliar Domènec Torrent, recém-chegado ao Brasil, depois de aceitar o desafio de assumir o Flamengo.

Em reportagem no jornal O Globo, o jornalista Carlos Eduardo Mansur detalha o papel do auxiliar na elaboração de cada sessão de treino.

Domènec era personagem chave em jogadas de estratégia. Era ele quem destrinchava comportamentos dos adversários. Nos dois livros, é narrado que o catalão assistia a pelo menos 50 faltas e escanteios do adversário antes de cada jogo. E buscava tirar proveito até para criar jogadas de contra-ataques, a partir de faltas e escanteios contra suas equipes.

Domènec era descrito como fundamental na implantação da defesa por zona nas bolas paradas.

Em dezembro de 2015, um jogo contra o Ingolstadt se apresentava desafiador: “estamos encalhados, Dome”, disse Guardiola. Imediatamente, Torrent redesenhou o time mentalmente e alertou Pep de que a mudança imporia alterar a posição de oito jogadores. “Prepare-as” disse Guardiola.

Torrent e Pep então usaram um papel e desenharam o 4-4-2 em que o Bayern passaria a jogar. O papel foi entregue a Lahm e a equipe conseguiu a vitória.

Nos livros, Perarnau relata ainda que Torrent já acordou nas três madrugadas anteriores ao jogo pelas oitavas da Champions contra a Juventus em 2016 pensando em soluções.

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