Há seis anos, após 13 rodadas de Brasileirão, Flamengo era o lanterna, mas Bandeira de Mello seguiu firme na austeridade: “Não vamos gastar”

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(Imagem: Sergio Barzaghi / Gazeta Press)

No último sábado escrevemos aqui no Ninho que todos os clubes querem ser o Flamengo de 2019, mas ninguém quer ser o Flamengo de 2013.

Para chegar ao nível atual de força financeira, capaz de montar o elenco histórico de 2019, campeão da Libertadores e do Brasileiro, e conseguir manter todos os jogadores, inclusive sua estrela Gabigol (exceção ao Pablo Marí), além de novos reforços em 2020, que fizeram o Flamengo não ter somente um time titular forte, mas uma equipe reserva capaz de superar os maiores times do país, o caminho foi longo.

Em 2014, após 14 rodadas do Campeonato Brasileiro, o Flamengo ocupava a lanterna da competição, com apenas 10 pontos: duas vitórias, quatro empates e sete derrotas. O líder era o Cruzeiro com 29 pontos, seguido de Fluminense, Internacional e Corinthians.

Mesmo após a conquista da Copa do Brasil em 2013, o clube ainda vivia tempos de sacrifício financeiro. O Flamengo enfrentava seu pior início de Brasileirão da história, o que não foi capaz da diretoria mudar o rumo da austeridade em suas contas.

O presidente Rubro-Negro à época, Eduardo Bandeira de Mello defendeu a postura:

– É claro que gostaríamos de ter um time melhor, mas a situação nos impõe esta medida de austeridade. É não vamos nos afastar dela, não vamos gastar. Estamos pagando o preço de anos e anos de irresponsabilidade financeira no Flamengo – disse o mandatário.

O clube tinha uma dúvida tributária de R$ 394 milhões, trabalhista de R$ 91 milhões, R$ 84 milhões em empréstimos, R$ 182 milhões em demandas judiciais, R$ 7 milhões em demandas passivas, totalizando R$ 750 milhões.

Confira a reportagem da época do jornal O Globo, buscada pelo @flahistoria.

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One thought on “Há seis anos, após 13 rodadas de Brasileirão, Flamengo era o lanterna, mas Bandeira de Mello seguiu firme na austeridade: “Não vamos gastar”

  1. Mesmo assim não era para ser o 20º, nem a pau, e, nem pra em 6 anos na presidência, ganhar uma Copa do Brasil. A torcida homenageia, pode até fazer uma estátua, mas ninguém quer ele de volta.

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