Protocolo da Ferj para a Covid-19 é ignorado e regras são flexibilizadas no Campeonato Paulista e Brasileirão

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(Imagem: André Durão / GloboEsporte.com)

O Campeonato Carioca foi o primeiro a retornar às atividades, após a paralisação em virtude da pandemia da Covid-19. Os médicos dos clubes do Rio sentaram, se reuniram e criaram o protocolo chamado “Jogo Seguro”.

Em que pese as críticas quanto à volta precoce dos jogos, ficou comprovado cientificamente que as regras criadas foram seguras e os jogadores e profissionais não correram risco durante a realização das partidas.

Durante o Carioca, foram realizados mais de sete mil exames para detecção da Covid-19. Apenas quatro atletas foram testados positivos: dois do Volta Redonda, um do Fluminense e um do Flamengo.

Enquanto isso, o protocolo da Federação Paulista possui diversas brechas que colocam em risco atletas, membros da comissão técnica e os envolvidos nos jogos. Por lá, cada time realiza os exames no laboratório que preferir, os resultados não são divulgados e uma testagem vale para para duas rodadas. Além disso, caso o time realize um teste e se concentrar, não precisa fazer mais exames para detecção do novo coronavírus até o fim do campeonato.

O que é bizarro, pois o Corinthians, por exemplo, que não fará testes antes das finais do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, alega que está concentrado e, por isso, supostamente imune à Covid-19. O risco de contaminação do translado concentração-estádio-concentração foi ignorado. Da mesma forma que o contato entre os atletas durante o próprio jogo.

Tudo isso no contexto de 26 exames do Red Bull que, inicialmente, deram resultado positivo antes do jogo contra o Corinthians, pelas quartas de finais, mas foi verificado erro no resultado pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo horas antes da partida.

A CBF também instituiu seus protocolos médicos e operacionais para o Campeonato Brasileiro, com a testagem de 23 jogadores de cada time, técnicos e árbitros em até 72h antes das partidas. Os exames são pagos pela Confederação e feitos em convênio com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Os resultados chegarão na véspera do jogo.

Contudo, ao contrário do Carioca, não será exigida a apresentação de exames na entrada do estádio para os demais profissionais. A CBF instalará pontos de medição de temperatura. Quem tiver mais do que 37,5°C não passa.

A grande sacada da Ferj foi a realização de testes em massa. A federação descartou a concentração para os times que realizassem testes rápidos em material coletado nasofaringe. Árbitros, policiais militares e até gandulas também passavam pelo procedimento antes dos jogos.

Particularmente, o Flamengo realizava dois testes por semana, testava antes do jogo e realizou testes até pra coletiva de apresentação de apresentação de Doménec Torrent. Infelizmente poucos quiseram entender o protocolo do Jogo Seguro da Ferj. O único foco era discussão se o Campeonato Carioca poderia voltar ou não.

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