No New York City, Torrent se mostrou um técnico flexível, especialmente em relação a sistemas

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Na semana passada escrevemos aqui no Ninho que havia um risco do Flamengo mudar seu estilo de jogo, ao escolher um treinador com ataque posicional, como Domènec Torrent, após a subida de sarrafo provocado por Jorge Jesus, de velocidade, movimentação e chegada rápida ao ataque.

O jornalista Carlos Eduardo Mansur, em sua coluna em O Globo, concorda que o espanhol não é da “escola Jorge Jesus”, mas ainda assim afirma que sua chegada pode não causar a revolução que muitos Rubro-Negros temem após o sucesso do português.

Isso porque, no New York City, Torrent se mostrou um técnico flexível, em especial em relação a sistemas. Na MLS, o time jogou preferencialmente no 4-2-3-1. Mas os pontas, um deles meia de origem, escreve Mansur, jogavam com o chamado “pé invertido” — um destro na esquerda e um canhoto na direita. Nada tão distante de Éverton e Arrascaeta. E acrescenta que, nos dez jogos finais da temporada, Domènec usou cinco sistemas diferentes.

Na semifinal da Conferência Leste — a MLS divide os times em dois grupos, leste e oeste—, quando o time foi eliminado após fazer a segunda melhor campanha geral na primeira fase, Torrent passou do 4-2-3-1 para um sistema com dois atacantes e um losango no meio-campo (4-3-1-2).

Ao longo da campanha, nem sempre fixou os pontas pelo lado, muito abertos, um dos pontos de um jogo posicional. Por vezes, laterais abriam o campo e os pontas ficavam mais perto do centroavante, com liberdade nos últimos metros de campo.

A média de 56% de posse indica um time que valoriza a bola no pé, mas sem depender de se instalar no campo rival com posses longas. No Flamengo, Jorge Jesus teve 58% de posse no Campeonato Brasileiro.

O NY gostava de trocar passes na defesa, tentando atrair o adversário. Algo diferente do Flamengo de Jesus. Mas, como o Rubro-Negro, pressionava no campo de ataque, onde fez 31% da suas retomadas de posse.

Em 2019, foi a sexta equipe da liga que menos cruzou: 13,1 por jogo. As partidas em que o time cruzou mais de 20 vezes coincidem com derrotas ou viradas obtidas no fim, revelando uma solução alternativa quando o modelo habitual não permitiu chegar ao gol.

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