Bernardinho reforça projeto responsável, elogia categorias de base e sonha: “O Flamengo pensa em Mundial, mas precisamos de tempo”

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(Imagem: Reprodução Fla TV)

Apresentado no último dia 17, Bernardinho, novo treinador de vôlei do Flamengo, em parceria com o Sesc/Rio, concedeu entrevista à Fla TV, canal do clube no youtube.

O treinador destacou que a ideia é iniciar o projeto com pés no chão e responsabilidade:

“A ideia é um projeto longevo, durador e auto sustentável. Quero que daqui a uns anos o vôlei do Flamengo seja visto como o basquete é, o remo é, que já tem os pilares definidos. No vôlei estamos ainda construindo. Recomeçamos no ano passado participando da Superliga”, disse.

Bernardinho elogiou o trabalho multiesportivo do Flamengo, que conta com a metade de jovens de suas categorias de base oriundos de comunidade. Apesar de ser pouco divulgado, foi um dos pontos que o atraiu para fechar a parceria:

“Disse ao Marcelo (Vido, diretor executivo de esportes olímpicos) que o Flamengo, sem divulgar muito isso, tem um trabalho multiesportivo espetacular e a metade desse jovens são oriundos de comunidade. E isso não é divulgado. É um trabalho social de um clube que busca performance, formar jogadores e faz isso naturalmente. E isso vai muito ao encontro com aquilo que é a missão do Sesc, que é de educar e transformar, então tem uma sinergia muito grande”, reconheceu.

Contamos inclusive essa informação aqui: Com quase metade dos atletas da base olímpica vivendo em áreas vulneráveis, Flamengo promove educação e saúde para transformar vidas.

Outro ponto é a força do Flamengo nas categorias de base, estrutura que o Sesc não tinha. O que dará a possibilidade de estimular e incentivar a base Rubro-Negra para que fique cada vez mais forte e passe a alimentar o time adulto.

(Imagem: Marcelo Cortes / Flamengo)

O treinador afirma que o sonho é disputar Sul-Americana e o Mundial, mas precisa de tempo para chegar nesse nível, sem afobação:

“Vamos fincar as bases para crescer. O sonho no Flamengo é grande. O Flamengo quando pensa é Sul-Americana (a nossa Libertadores), é Mundial, mas precisamos de tempo, não adianta fazer um negócio com investimento altíssimo para durar dois anos. Precisamos fazer um projeto estruturado para que permaneça por décadas, para que isso seja parte da estrutura que existe hoje no Flamengo, que foi uma das coisas que me atraiu. No passado, a governança falhava (na gerência de projetos olímpicos), na minha visão como observador, como um gestor de esporte. Esse tipo de ambiente não me atraía, diferentemente do que acontece hoje aqui. Eu gosto de projetos bem estruturados, sérios. A estrutura gera condições para que você obtenha resultado,vide o que o Flamengo fez na temporada passada no futebol. Hoje, temos empresas querendo se associar, outros grandes clubes têm mais dificuldade de atrair, os empresário ficam reticentes”, analisou.

Na entrevista, Bernardinho afirmou que a equipe não é a favorita, mas que o Flamengo vai brigar, apesar de ter pelo menos quatro orçamentos superiores para a disputa da próxima Superliga Feminina. Que a torcida pode esperar dedicação, raça e suor.

O treinador ainda revelou que, no dia da apresentação na Gávea, recebeu um telefonema da sua ex-jogadora, a líbero Fabizinha, bicampeão olímpica:

“Antes de vir para apresentação no Flamengo, eu falei com a Fabizinha, que foi minha líbero durante 15 anos, ela que é Rubro-Negra desde sempre, me chama de patrão de uma forma carinhosa: “patrão, estou emocionada, você não sabe, mas você tem a cara do Flamengo”, finalizou.

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