Após questionamentos, protocolos funcionam e Campeonato Carioca encerra servindo de modelo para o restante do país

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O Flamengo foi o precursor do retorno aos treinos. Embora tenha faltado o alinhamento correto com a Prefeitura do Rio, ao retornar às atividades sem o aval dos poderes públicos – lembrando que o protocolo do “Jogo Seguro” previa que seria necessária essa autorização, o clube não colocou nenhum dos seus atletas e funcionários em risco e forneceu um modelo de segurança para treinos e jogos de futebol.

Com rígidos protocolos, que não são vacinas, mas servem para mitigar ao máximo os riscos, o Flamengo seguiu o que os países responsáveis fizeram: testes em massa e isolamento dos contaminados. Em pouco mais de dois meses de retorno aos treinos, o Rubro-Negro teve apenas um caso de jogador contaminado: o lateral João Lucas. Que foi rapidamente isolado, teve seu quarto higienizado e toda a família foi testada, com a entrega de medicamentos e todo suporte necessário aos mais próximos pelo clubes.

Toda semana, no Ninho do Urubu, eram realizados pelo menos dois testes: sorologia, cujo resultado sai em até 15 minutos e exames de RT-PCR, que demora 72h para ter a resposta. Além disso, um questionário, com cerca de quinze perguntas, também é feito. Dependendo da resposta, o acesso não é permitido e o atleta retorna para casa.

Antes dos jogos, mais testes. Toda a delegação de todos os clubes seguiu o mesmo protocolo.

Além disso, o Flamengo adquiriu o PortCov de Portugal para medir a temperatura corporal e controlar o número de pessoas que entram no Ninho. O pórtico faz leitura facial, mede a temperatura e deixa a informação arquivada. Com isso, é possível avaliar a curva térmica individual semanal de cada pessoa e possíveis variações.

Em comparação, clubes que demoraram a voltar às atividades, identificaram diversos atletas contaminados pelo novo coronavírus. O Corinthians encontrou 13 atletas infectados, quando retornou os treinos após a paralisação.

Um das preocupações era se os clubes considerados pequenos teriam condições de testar e seguir os protocolos. Com grande quantidade de testes pago pela Federação, sendo inclusive realizados antes e após as partidas, os casos de infectados foram bem poucos.

Com o fim do Campeonato Carioca, o protocolo se mostrou efetivo para treinos e partidas de futebol. Em um ambiente controlado, com testagem em massa e isolamento do infectado, é possível voltar às atividades. E vai servir de exemplo para todo o Brasil.

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