Presidente do BRB minimiza exposição menor da marca sem jogos do Flamengo na TV aberta: “Nós queremos é o acesso à base de dados dos torcedores”

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Em entrevista à TV Brasília, o presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, falou sobre o acordo da instituição financeira estatal com o Flamengo.

Ao ser questionado sobre o Flamengo não estar na TV aberta nas partidas do Campeonato Carioca, Paulo Henrique destacou que o objetivo não é a exposição, mas ter acesso à base de dados do clube:

“Diminui a visibilidade de marca, mas é muito importante entender que, numa parceria como essa, o nosso foco não é a exposição estrita da marca, o que nós queremos é o acesso à base de dados de torcedores do Flamengo. É aí que a gente vai trabalhar muito para vender produtos bancários, de seguridade, de investimentos, pagamento e relacionamento. O nosso foto é, de fato, criar uma base de clientes que se aproxime de 1 milhão a 1,5 milhão ao longo desses cinco anos”, explicou no bate-papo com o editor-executivo do Correio Braziliense, Vicente Nunes.

Paulo Henrique Costa voltou a esclarecer que o acordo com o Flamengo é uma parceria, não um patrocínio. “Ganhamos o acesso exclusivo a a uma base de clientes. A gente chama isso de venda de balcão. E nessa venda de balcão o BRB assumiu o compromisso de pagar R$ 32 milhões no mínimo, ou seja, se a divisão dos resultados não suprir toda a necessidade para cobrir esses R$ 32 milhões, esse é o mínimo garantido. Importante as pessoas entenderem que esse é um procedimento normal no mercado”, explicou.

Sobre o questionamento do Ministério Público de Contas do DF, o executivo disse que, quando for intimado, responderá à demanda:

“Nós estamos aguardando o recebimento da demanda do Ministério Público de Contas. A gente entende como natural. Na verdade, o Ministério Público não teve acesso à documentação da parceria. Então, quando a gente olha a representação, muito é comparado com patrocínio. Não há entendimento completo de patrocínio e parceria. No patrocínio você troca estritamente por exposição de marca. Numa parceria como essa, a gente ganhou a exclusividade, a gente divide o resultado, foi constituída uma governança entre o BRB e o Flamengo. Quando toda essa documentação for analisada pelo Ministério Público, as diferenças ficarão claras e os benefícios para o BRB mais claras ainda”, afirmou.

Ao contrário do patrocínio do Palmeiras com a Crefisa, o acordo entre Flamengo e BRB não prevê, por exemplo, contratações bombásticas custeadas pelo BRB. “A nossa parceria é negocial e estratégica, focada para esse mundo bancário de produtos e serviços financeiros. A gente não interfere no futebol nem na dinâmica do Flamengo. Essa é outra diferença em relação a outros patrocinadores. Eles podem até entrar nisso. Nosso negócio é lançamento de um banco digital direcionado para a torcida do Flamengo com produtos e serviços exclusivos para eles”, descartou Paulo Henrique Costa.

O executivo disse que o BRB foi procurado pelo São Paulo, para saber como funcionaria o novo modelo de gestão. A equipe paulista é patrocinada pelo banco digital Inter.

Uma das novidades do banco será a abertura de uma agência na Gávea e algumas no Rio:

“Vamos abrir uma agência na Gávea para tratar a folha de pagamento do Flamengo, nós vamos manter a agência da Rua da Quitanda (centro do Rio), nós devemos abrir outras agências no Rio de Janeiro, talvez duas, três a mais, e novos pontos de venda com experiências exclusivas desse banco digital. Estamos discutindo se faremos isso por meios próprios ou correspondentes bancários digitais para cumprirem esse papel”, finalizou.

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