Em três situações de derrota e eliminação, o Flamengo de Jesus soube dar resposta em campo de forma imediata; Não duvidem do histórico desse time

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Para o Flamengo chegar a esse patamar, conquistando cinco títulos (Libertadores, Brasileirão, Recopa, Supercopa do Brasil e Taça Guanabara), a equipe de Jorge Jesus teve que superar situações adversas. Nem tudo foi festa. Nos momentos de derrota e eliminação, contudo, sempre buscou na força do elenco e no talento dos seus jogadores para dar a volta por cima de forma imediata.

Mais do que a perda da Taça Rio nos pênaltis para o Fluminense, o que chamou atenção foi a atuação completamente apagada do Rubro-Negro na última quarta-feira. Bem distante da equipe aguerrida, que marca pressão, que sufoca o adversário de outros jogos. Além disso, a especulação da saída de Jorge Jesus geraram questionamentos como a possível causa do abatimento do time.

No entanto, mesmo em um dos piores jogos de Jorge Jesus à frente do Flamengo, o adversário não conseguiu vencê-lo, teve menos posse de bola e menos chances de gol. É um dado positivo.

Toda grande equipe pode ter seu dia ruim. A diferença é a resposta que se dá. E o Flamengo terá dois jogos na final do Estadual contra o mesmo adversário para demonstrar porque é o atual campeão Brasileiro e da Libertadores.


HISTÓRICO

Logo na estreia, Jorge Jesus precisou enfrentar o Athletico na Copa do Brasil, fora de casa. Após dois empates, a equipe foi eliminada nos pênaltis em pleno Maracanã. Nesse meio tempo, foi derrotado pelo Emelec no Equador por 2 x 0, e precisaria reverter o placar no Rio.

Antes do jogo de volta, o Flamengo teve uma partida memorável contra o Botafogo. Era um domingo, clássico válido pelo Campeonato Brasileiro. Mesmo tendo jogo decisivo pela Libertadores três dias depois, e precisando tirar o 2 x 0 dos equatorianos, Jorge Jesus entrou com todos os titulares. O resultado foi uma vitória por 3 x 2, após sair perdendo por 1 x 0. A torcida Rubro-Negra em peso cantou que acreditava na virada após o apito final.

Na quarta-feira, dia do jogo decisivo, a Nação fez uma das manifestações de apoio mais marcante dos últimos anos, e carregou o ônibus da delegação do Ninho do Urubu até o Maracanã, sendo recebido por um corredor de fogo.

Dentro de campo, ser eliminado duas vezes seguidas em pleno Maracanã seria um baque terrível. A equipe fez 2 x 0 e conquistou a vaga nos pênaltis, sendo precisa em todas as cobranças e com Diego Alves salvando.

Em outra oportunidade, novamente o estilo de jogo de Jorge Jesus foi questionado. Na estreia de Felipe Luís, derrota de 3 x 0 para o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro. O esquema de linha alta sofreu fortes críticas se seria possível  ser aplicado aqui no Brasil. Novamente a equipe se uniu e, a partir daí, embalou uma invencibilidade de 29 jogos, que culminou com os títulos do Brasileiro e da Libertadores.

Por fim, um novo, pequeno, baque, na última rodada do Brasileiro, já com dois títulos no bolso e de olho no Mundial, a pior derrota da era Jorge Jesus: 4 x 0 do Santos na Vila. Outra vez choveram questionamentos e dúvidas, apesar de todas as conquistas e ter imposto 16 pontos de vantagem sobre a própria equipe paulista. Nada abalou o Flamengo. Na semifinal do Mundial, vitória de virada por 3 x 1 contra o Al Hilal provou que no momento decisivo, o Rubro-Negro mostra em campo o motivo dos títulos.

Em todas as três situações o Flamengo soube responder rapidamente, após uma eliminação e derrotas. É uma equipe calejada, motivada e faminta por títulos.

Em 2020, é possível também dizer que, mesmo tendo pouquíssimo tempo de pré-temporada, os titulares encontraram motivação para conquistar a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana com um duplo 3 x 0 no Maracanã.

Não duvidem do histórico desse time!

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