Carioca 2020 – Fla 2 x 0 Volta Redonda: Em dois jogos foram 48 finalizações e quatro gols. É preciso entender os motivos da falta de precisão

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Para quem imaginava que a paralisação frearia o Flamengo, pode perder as esperanças. É possível dizer que a equipe de 2020 é melhor que a de 2019. E, para desespero dos adversários: o elenco tem um banco de reservas absurdo. E o melhor: são permitidas cinco substituições.

Ano passado era uma equipe em fase de construção, com Jorge Jesus iniciando o trabalho e com jogadores emendando uma temporada temporada na outra, sem férias. Esse ano, o Flamengo se transformou em um time que parece jogar modo automático, mas nem por isso deixa de ser encantador, pelo contrário. Não há posicionamento tático definido, mas também não há bagunça. Todo mundo sabe onde encontrará seu companheiro em meio à intensa movimentação. E nem por isso o adversário consegue impedir essa trama.

Não dá pra garantir que será campeão de tudo, mas na próxima quarta já pode conquistar o seu quarto e o quinto título do ano em uma noite: campeão da Taça Rio e do Estadual, após a Supercopa, Recopa e Taça Guanabara.

O adversário desse domingo foi o competente Volta Redonda. Que deu azar de enfrentar logo na semifinal o clube da Gávea. No jogo passado, o Flamengo trocou 710 passes contra 120 do Boavista. Contra o clube da “cidade do aço”, foram 552 passes contra 243. E o novo “mais equilibrado” do futebol brasileiro na atualidade.

Apesar do Volta Redonda ter conseguido trocar alguns passes e ameaçado o Diego Alves, especialmente no começo da partida, o Rubro-Negro poderia ter aplicado uma goleada história. Contudo, outra vez pecou no momento da finalização. Foi inacreditável o número de chances perdidas e defesas milagrosas do goleiro Douglas.

Nos últimos dois jogos o Flamengo só marcou quatro gols, mas foram 48 finalizações e 41 assistências. Precisa ajustar no momento derradeiro. Talvez seja explicado pela falta da torcida, cantando, vibrando e transformando o Maracanã no caldeirão de explosão a cada gol e bom momento. Mas será bom a equipe se acostumar para o restante da temporada.

Com Gabigol de volta, fica nítido o crescimento do Bruno Henrique. E as jogadas do Flamengo fluíam com incrível frieza. Por vezes, o time trocava passe como se não quisesse nada, mas, na primeira brecha, encontrava um dos homens da frente. Foi assim que o Rubro-Negro abriu o placar, em assistência de Gabigol para Bruno Henrique.

A movimentação não é só ofensiva, mas também defensiva. Das raras vezes que o Volta Redonda escapava da blitz Rubro-Negra, a recomposição do time de Jorge Jesus impedia qualquer perigo.

A equipe meteu mais duas bolas na rede no primeiro tempo, mas ambos foram anulados. Uma de forma correta e a outra não. As duas com Bruno Henrique.

Na segunda etapa o Flamengo voltou avassalador. E foi mais um festival de gols perdidos e defesas extraordinárias do Douglas. O grande nome da semifinal.

O segundo foi saiu em toque de calcanhar espetacular de Gerson, que desmoronou a marcação adversária. E nova assistência de Gabigol para Bruno Henrique, que marcou um belo gol.

O Flamengo deu uma caída em termos de criação com as saídas de Arrascaeta, Everton Ribeiro e Gerson. Mesmo assim a equipe criou boas chances. Gabigol queria guardar o dele, tentou chutes, tabelinhas com Pedro, Vitinho e Michael, mas seu destino nessa tarde era servir seus companheiros.

Na quarta, o Rubro-Negro entra em campo para a decisão da Taça Rio contra o Fluminense, para sacramentar a conquista do segundo turno e do Estadual.

(Foto: Alexandre Vidal e Marcelo Cortes / Flamengo)

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