“O primeiro legado da MP nº 984: É imprescindível que os clubes invistam na geração de conteúdos institucionais”, diz especialista na área

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Em artigo publicado no site MktEsportivo, Jorge Avancini, especialista em Marketing Esportivo, analisou questões sobre a Medida Provisória nº. 984.

Segundo Avancini, os dirigentes esportivos sempre reclamaram das regras vigentes de partilhas das receitas de televisionamento, mas nunca fizeram nada para alterar esse panorama:

“Até a edição da MP 984, um sem-número de dirigentes reclamava das regras vigentes de partilha das receitas de televisionamento. Por outro lado, esses mesmos homens pouco fizeram ao longo das últimas duas décadas para mudar essa situação. As raras tentativas que ocorreram, com acordos com Turner, SBT e Record, além de alternativas via Facebook, YouTube e outras plataformas de streaming, praticamente não alteraram o cenário de maneira significativa (merece destaque a exceção protagonizada por Atlhetico Paranaense e Coritiba”, destacou.

E completou:

“Não devemos nos esquecer que muitos dirigentes, historicamente, nunca deram muita importância e/ou fizeram investimentos vultosos em estrutura e mão de obra para geração de conteúdo institucional audiovisual. Por incrível que pareça, vários deles ainda entendem que isso é custo, e não investimento. Por isso, optam por modelos mais enxutos de produção de conteúdo”.

Segundo o especialista, a Medida Provisória surgiu num momento histórico, com ampla gama de possibilidades, mas que acredita que será benéfica apenas para os clubes grandes:

“O fato é que a Medida Provisória em questão se impõe num momento histórico para o mercado de transmissões esportivas, com proliferação de canais e plataformas de distribuição de conteúdo, em formatos distintos. Mas se por um lado essa ampla gama de possibilidades aparece agora para todos como um caminho possível para ampliação das receitas – sobretudo para aqueles clubes que se sentiam prejudicados com a partilha do modelo vigente –, por outro tenho um feeling de que exceto pelos dez ou 12 maiores clubes do Brasil em faturamento e tamanho de torcida, a MP não deve ser tão benéfica assim para a maioria”, destacou.

Contudo, afirma que o poder migrou para aos mãos dos consumidores e crava que a medida já deixou um primeiro legado ao futebol brasileiro, onde é imprescindível que os clubes invistam de verdade na geração de conteúdos institucionais:

“Aconteça o que acontecer, há um fato do qual não se pode discordar: players, mercado e torcida já perceberam que o poder migrou para aos mãos dos consumidores, na medida em que são eles, agora mais do que nunca, que decidem o que ver, onde ver, como ver e quando ver o conteúdo que lhes interessa. Ainda que não saibamos ao certo o que nos reservam os próximos capítulos dessa novela da MP 984, ouso dizer que a medida já deixou um primeiro legado ao futebol brasileiro: é imprescindível que os clubes invistam de verdade na geração de conteúdos institucionais, na contratação de mão de obra especializada e qualificada e no fortalecimento de suas áreas de Marketing, Comunicação e Vendas”, disse.

E finalizou:

“A mim está claro que esse conteúdo institucional – e, claro, em especial os jogos -, do qual os clubes são os únicos proprietários, é um cofre cheio de dinheiro. Produzi-lo com esmero e explorá-lo com sabedoria são as chaves para abri-lo”.

Confira a íntegra do artigo.

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