Em 1977, Márcio Braga foi o primeiro a cobrar por direitos de TV. 43 anos depois, Flamengo segue na vanguarda

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Uma bomba caiu sobre o mercado de transmissão de futebol na tarde dessa quinta-feira (18). O Presidente da República, Jair Bolsonaro, editou uma Medida Provisória onde os clubes mandantes passam a ter o direito de transmissão dos jogos.

Antes, a transmissão poderia ser feita por uma emissora que detivesse os direitos negociados com ambas as equipes envolvidas.

Dessa forma, esse clube terá a prerrogativa exclusiva de negociar os direitos de transmissão das suas partidas.

Em 1977, o Flamengo, que exigiu pagamento pelos direitos de TV de um Fla-Flu disputado no aniversário do clube, em 15 de novembro, e foi criticada por outros clubes, irritou a cúpula da TV Globo, chegou ao gabinete do então presidente Geisel e acabou na Justiça

– O Flamengo não é contra o televisamento dos jogos, pelo contrário, acha até importante. Mas quer ganhar também. Argumentou, à época, o então presidente Márcio Braga.

No fim, as emissoras pagaram para transmitir o Fla-Flu e o resto.

Agora, 43 anos depois o clube da Gávea segue na vanguarda. Após negociação política, idas e vindas à Brasília, Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, conseguiu um importante passo para ter autonomia nas negociações dos direitos de transmissão.

O mandatário Rubro-Negro estava em um programa de debates da Band e explicou o decreto:

– Recebi a notícia que ele (Bolsonaro) acabou de publicar no diário oficial uma medida estabelecendo que o direito de imagem de um clube, é do mandante do jogo. Uma boa notícia para os torcedores, é o seguinte: a rede de televisão que detém direitos do Bangu e de todos os demais clubes, está liberada para passar à noite, o jogo. Ele só não passará o jogo, se ela não quiser. Assim como o Flamengo terá o direito de passar o jogo contra o Boavista, no fim de semana, porque o Flamengo tem o mando de campo, destacou.

Uma Medida Provisória produz efeitos imediatos, mas depende de aprovação do Congresso Nacional para transformação definitiva em lei. Seu prazo de vigência é de 60 dias, prorrogáveis uma vez por igual período. Se não for aprovada no prazo de 45 dias, contados da sua publicação, a MP tranca a pauta de votações da Casa em que se encontrar (Câmara ou Senado) até que seja votada. Neste caso, a Câmara só pode votar alguns tipos de proposição em sessão extraordinária.

(Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

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