Flamengo divulga balanço financeiro de 2019 e projeta interrupção de jogos por até três meses com impactos absorvíveis por conta do coronavírus

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O Flamengo divulgou na manhã dessa terça-feira (31) seu demonstrativo financeiro referente ao exercício de 2019. Os números já eram conhecidos, tendo em vista a divulgação do Relatório de Gestão no começo de março, contudo, o balanço financeiro ganha peso, pois foi a primeira vez que um clube no Brasil teve suas demonstrações financeiras auditadas por uma das quatro grandes empresas mundiais do setor, a ERNST & YOUNG.

A EY é uma das quatro maiores empresas do ramo no mundo – ela compõe o chamado Big Four com KPMG, PwC e Deloitte. Ter um balanço auditado por uma dessas instituições é um recado para o mercado: minha administração é confiável. Além disso, em tempo de crise e escassez de receita em virtude da paralisação do futebol, o clube poderá recorrer a créditos junto aos bancos com juros menores.

O atual cenário, com a paralisação do futebol pela pandemia de coronavírus, mereceu atenção no balanço financeiro. O documento informa que a diretoria Rubro-Negra fez um teste de stress usando as informações disponíveis e projetando um cenário de interrupção de jogos por até três meses:

A conclusão é de que os impactos financeiros são absorvíveis e não representam risco de continuidade nas operações. Acredita-se que a situação é transitória e que as receitas do clube, com exceção de bilheteria, não sofrerão alterações significativas neste período, podendo ser compensados ainda ao longo do ano.

O Rubro-Negro destacou que, nesse momento, o objetivo é garantir a segurança dos funcionários, atletas e comissões técnicas:

“Nosso objetivo agora é garantir a segurança dos nossos funcionários, atletas e comissões técnicas. Mesmo neste cenário, temos condições financeiras e tecnológicas ímpares na indústria do Futebol mundial para resistir aos impactos econômicos e às restrições impostas, o que não nos faz menos responsáveis por colaborar com outras
entidades que estão mais fragilizadas para endereçar as consequências do momento.”

A auditoria E&Y, responsável pelo parecer técnico, fez apenas uma ressalva no item que trata de gastos com a formação de atletas. A empresa entende que não há evidências que justifiquem alguns números, mas minimizou esta eventual falha contábil:

“Conforme descrito na nota explicativa 8, o Clube possui gastos diretamente relacionados com a formação de atletas, registrados em seu ativo intangível, sob a referência “Atletas em formação”, no montante de R$ 44.123 mil, em 31 de dezembro de 2019. Não obtivemos evidência suficiente que suportasse os critérios de capitalização desses gastos, bem como a mensuração do valor recuperável do referido ativo intangível; consequentemente, não foi possível concluirmos sobre a adequação do referido saldo nas demonstrações financeiras”.

NEGÓCIOS

Conforme noticiado, o Flamengo conseguiu pagar no final de janeiro desse ano o valor negociado pelo Gabigol lá em agosto de 2019, quando o clube tentou fechar a negociação naquele momento: 16,5 milhões de euros, ou 76.6 milhões de reais. Uma ótima tacada da dupla Braz & Spindel. E as contratações de Léo Pereira e Thiago Fernandes custaram bem menos do que o noticiado: 5 milhões de euros e 4,9 milhões de reais, respectivamente.

De resto, números já conhecidos: receita de quase um bilhão de reais (R$ 950 milhões), com destaque para os R$ 109 milhões em bilheteria – sendo R$ 48 milhões receita líquida, o que significa que o clube conseguiu subir seu percentual de lucro com o Maracanã, além de R$ 61 milhões do sócio-torcedor e R$ 148 milhões em premiação.

Com transmissão, no novo modelo de divisão da cota de televisão no formato 40 x 30 x 30, na parte fixa, o Flamengo levou R$ 59,7 milhões. Na variável (classificação e partidas ao vivo), mais R$ 148,9 milhões. Pelo PFC, o Flamengo arrecadou R$ 120,7 milhões, totalizando R$ 329,4 milhões.

Em venda de jogadores, o clube alcançou a receita de R$ 294 milhões. E foi ao mercado gastando R$ 249 milhões em reforços, sendo que o Rubro-Negro precisará pagar R$ 149 milhões.

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