Tostão e a necessidade dos técnicos brasileiros aprenderem com Jorge Jesus a serem ofensivos de forma organizada”

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Confira trechos da coluna de Tostão, nesse domingo, na Folha de São Paulo:

“Times, torcedores, treinadores e imprensa, influenciados pelo Flamengo de Jorge Jesus, vivem as delícias da ofensividade. Descobriram o óbvio, que uma equipe pode ser ofensiva, sem fragilizar a defesa, e que não se avalia a estratégia de uma equipe pela prancheta, pelo desenho tático.

Independentemente do desenho tático, as equipes mais ofensivas são as que pressionam quem está com a bola, em todo o campo, que tentam recuperá-la mais perto do outro gol, que possuem vários jogadores que defendem, atacam e executam mais de uma função, que são compactas e vários outros detalhes.

Os times brasileiros estão mais ofensivos, mas ainda cometem muitos erros táticos e deixam muitos espaços entre os setores. Os zagueiros jogam colados à grande área.

O Palmeiras tem atuado com quatro atacantes, dois no meio e, quando perde a bola, deixa um buraco no meio-campo. Contra adversários mais fortes, isso poderá ser decisivo. A equipe abusa também das bolas longas da defesa para o ataque, para aproveitar a velocidade de seus quatro últimos atacantes.

Dudu é um atacante, seja pelo centro ou pelos lados. Não é um meia de ligação. Nunca foi. Durante o jogo, atua em todos os setores do ataque. Dá bons passes para gol, seja quando está centralizado ou pela ponta.

Vanderlei Luxemburgo e outros técnicos brasileiros precisam aprender com Jorge Jesus a organizar um time agressivo, que ataca com muitos jogadores, que recupera rapidamente a bola, compacto e que dá pouca chance ao adversário. Sampaoli e Coudet têm perfis parecidos ao do técnico do Flamengo”.

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