Recopa Sul-Americana – Ida: Independiente del Valle 2 x 2 Flamengo

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Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Miguel Ángel Ramírez é o nome do treinador que causou problemas ao Flamengo nessa quarta. Na partida de ida pela Recopa Sul-Americana, o Rubro-Negro empatou com o Independiente del Valle em 2 x 2 e precisará apenas de uma vitória simples no Maracanã para garantir o troféu.

Jorge Jesus não poupou elogios à equipe equatoriana: “Independiente tem uma equipe impressionante”, disse o português ao final do jogo, após reconhecer que o Flamengo fez um primeiro tempo ruim. A escolha por Diego até teve uma razão lógica: preencher o meio de campo e tirar a velocidade da partida, mas não funcionou. O meio não controlou o jogo e não houve pressão na saída de bola do adversário.

A equipe equatoriana soube jogar exatamente nos pontos nevrálgico do esquema Rubro-Negro. Como a marcação avançada não funcionava, as linhas eram facilmente quebradas. O posicionamento dos homens da frente do Independiente del Valle era entre o volante e zaga do Flamengo que, por vezes, ficava no mano a mano com os atacantes equatorianos.

Com a opção de Bruno Henrique mais ofensivo, a equipe perdeu a explosão para uma escapada em velocidade e ainda deixou o atacante isolado. Apesar de que poderia ter marcado seu gol justamente no contra-ataque, caso o VAR não tivesse marcado de forma absurdo o impedimento. A arbitragem foi um caos e merece um capitulo à parte.

O clube da Gávea correu mais do que jogou bola. E na altitude isso vira um problema sério, tanto que terminou com menos posse de bola (53% x 47%), finalizou menos (16 x 9)  e trocou menos passes (369 x 318). Foi a primeira vez que Jorge Jesus jogou nessas condições. O ponto positivo é que voltará a enfrentar o mesmo adversário pela fase de grupos da Copa Libertadores, o que servirá de exemplo para não repetir os mesmos erros.

A escolha por Diego por ter sido uma decisão tomada exclusivamente por questões fisiológicas, estratégica ou, por ser uma decisão em virtude do título da Copa Libertadores, de gratidão ao capitão, de valorizar aqueles que estiveram ao lado do Jorge Jesus na conquista, mas mostrou ser uma escolha bastante equivocada. Sem Gabigol, suspenso, não fez sentido Pedro ficar no banco. O novo reforço não é um mero empurrador de bola para a rede, sem requinte técnico, sem capacidade de entender um sistema de jogo ou de auxiliar quando está sem a bola no pé.

Na volta do intervalo, Diego foi sacado para a entrada de Vitinho, que fez seu primeiro jogo oficial na temporada. E foi bem, participando da jogada dos dois gols. O Flamengo passou a jogar bola e Bruno Henrique teve alguém para dialogar no ataque. Com Pedro em campo, a equipe conseguiu a virada aos 40 minutos. É impressionante seu aproveitamento: o atacante ainda não completou 90 minutos, mas já tem três gols. São 53 minutos em campo, ou um gol a cada 18 minutos.

Novamente a arbitragem interferiu ao marcar um pênalti inexistente aos 46 minutos. E nem ao VAR foi para consultar a decisão. Ainda permitiu entradas duras do adversário nas disputas. Sem contar o absurdo impedimento marcado no gol de Bruno Henrique. O uruguaio Leodan González é o mesmo que esteve no VAR naquele jogo contra o Emelec, outra vez no Equador, e não viu a entrada criminosa no Diego.

Por pura coincidência, o árbitro do jogo da volta, no Maracanã, será o argentino Fernando Rapallini. Exatamente o mesmo do jogo contra o Emelec, que quase tirou Diego da temporada inteira no ano passado.

A altitude, a arbitragem, o jogo duro e a necessidade de ser preciso nas escolhas dos jogadores, tudo isso são ótimos preparativos para Jorge Jesus aprender como se joga no continente, em preparação à Copa Libertadores.

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