Dunshee de Abranches reconhece que faltou “lado humano” com as famílias vítimas da tragédia no Ninho e clube cria comissão

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Na tarde dessa sexta-feira (14) aconteceu nova sessão da CPI que apura o incêndio do Ninho do Urubu, cuja tragédia ceifou a vida de dez crianças no dia 8 de fevereiro do ano passado. Novamente o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, não se fez presente. Em seu lugar, foi o vice-presidente geral, Rodrigo Dunshee de Abranches.

No depoimento, Dunshee reconheceu que faltou ao Flamengo um olhar humano e tentará se reaproximar das famílias: “Quando aconteceu, Landim nos chamou a todos e disse: prioridade são as famílias. O que queremos melhorar, é que com o tempo os contatos foram diminuindo”.

Um ano depois, o clube percebeu a ausência do Flamengo junto às famílias:

“Os contatos psicológicos se resumiram a quatro famílias hoje em dia. Próximo de completar um ano, nos chegou que vários familiares falaram que o Flamengo não estava mais presente, procurei saber com quem trabalha em cima disso”.

Segundo Dunshee, que também é vice-presidente jurídico, foi criada na Gávea uma Comissão para tratar do assunto:

“Quando soubemos disso (que as famílias relataram o abandono do clube), nos reunimos e formamos uma comissão, com o vice-presidente de Embaixadas, da Base e Relacionamento Social, para estar mais presente com as famílias. Independente da parte indenizatória, é o lado humano. Faltou ao Flamengo esse olhar. Quando nos chegou isso, nós acordamos, não queremos botar valor no filho se ninguém, mas podemos conciliar as coisas. Quando isso acontecer vai melhorar muito”.

Foi sugerida pela CPI a realização de uma partida no Maracanã para reverter a receita para as famílias das vítimas, além do valor da indenização. Dunshee afirmou que a ideia será levada à comissão.

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