Zico: “Quero ver a torcida feliz. Não estou preocupado se vão lembrar de mim”

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Excelente entrevista do Zico ao jornal O Globo, dessa sexta-feira, véspera da grande final do Mundial contra o Liverpool, 38 anos depois.

O desprendimento e humildade típico do ídolo que representa uma Nação.

Confira alguns trechos:

A BUSCA PELO BICAMPEONATO MUNDIAL

“Eu fico feliz pela torcida, que vem trás disso ha muito tempo. Ela é o maior patrimônio que o Flamengo tem. Uma das coisas que ninguém pode negar é que, em todos os momentos, ela esteve do lado do time, com elogios, críticas, agora ela está vivendo momento ímpar, que há muito tempo não vivia. É a empatia, é a confiança, porque o time está jogando de acordo com o que ela gosta, isso é mais importante. Hoje está feliz porque o time está jogando de uma forma que é o que o Flamengo é. De qualidade técnica, garra, luta, entrega. Não desiste até o final. Isso sempre marcou a história do Flamengo. Não desistir”.

JORGE JESUS

“Ele conseguiu fazer com que os jogadores entendessem o que é jogar no Flamengo. A maioria dos jogadores já estavam lá, talvez meio acomodados, não sentindo o que teriam que fazer a mais para entrar na história do Flamengo. Jesus teve essa visão. E o estilo de jogo foi beneficiado porque ele tem seis ou sete jogadores que estão acostumados a essa intensidade europeia. Rafinha, Marí, Diego Alves, Filipe Luis, Gerson, Gabigol, Bruno Henrique. São jogadores acostumados com esse tipo de futebol. Jesus juntou essa filosofia e o entendimento do que é o clube, e a torcida encampou isso. Ele foi fundamental”.

COMO SERÁ LEMBRADA A GERAÇÃO DE 1981 CASO O FLAMENGO CONQUISTA O BICAMPEONATO

“A gente acaba prejudicando muito as gerações que vieram depois, indiretamente. Gera uma obrigação muito grande em cima das novas gerações. Como nós conquistamos, todo mundo é obrigado a conquistar. Não é por aí. As conquistas acontecem quando se junta uma série de fatores. Jogadores, técnico, profissionalismo, e tudo dá certo. Eu devo ter atrapalhado a carreira de muita gente que jogava na minha posição. Você não dá espaço. Se o cara é bom, e eu estou subindo, vou jogar em outro lugar. Eu quando comecei, fui para direita, fui centroavante, e quando deu brecha, não saí mais. A vida é assim. As coisas não podem durar para sempre. Não pode ficar preocupado com uma geração que veio e ganhou. Quero ver o torcedor feliz. Não estou preocupado se vão lembrar de mim”.

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