Mundial de Clubes – Semifinal: Flamengo 3 x 1 Al-Hilal

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O Flamengo superou uma semifinal de Mundial que tem se tornado um tormento para as equipes sul-americanas. A vitória por 3 x 1 significa o melhor resultado de um campeão da Libertadores, igualando o mesmo placar da vitória do Santos contra o Kashima Reysol.

E o time de Jorge Jesus conseguiu um feito inédito: foi a primeira equipe sul-americana a conseguir uma virada em uma semifinal de Mundial. Outro tabu quebrado na temporada.

A obrigação de, além da vitória, conseguir um placar elástico não diz respeito ao que tem sido a realidade e, principalmente, ao que foi o jogo.

O Al-Hilal veio com força máxima: Giovinco, Carrillo e Gomis foram os titulares e fez um primeiro tempo muito forte. Pressionou o Flamengo na marcação, avançou as linhas e deu mais trabalho do que o River Plate pois, além disso tudo, fez Diego Alves trabalhar, ao contrário da equipe argentina que basicamente só fez seu gol e pouco ameaçou.

O Flamengo novamente não conseguiu impor seu estilo de jogo. Seja porque o adversário impediu com um nível de intensidade bem superior, seja por falta de ímpeto inicial. Era uma equipe letárgica, com pouco senso de competitividade. Acabou sendo presa fácil de um adversário com bons talentos individuais e nível de organização de jogo considerável.

As explicações para uma atuação ruim podem ser listadas. Contudo, é um Flamengo que não se desespera vendo o oponente superior. Não há cruzamentos infrutíferos e o treinador não empilha atacantes. Se não consegue impor seu jogo, vai buscando encontrar aqui e ali momentos que fazem a equipe se encorpar, principalmente no toque de bola.

O intervalo foi fator decisivo para a virada Rubro-Negra. Dessa vez a estratégia não foi esperar o adversário cansar, mas jogar de forma impetuosa, agressiva, competitiva e vertical desde os primeiros minutos. Foi nítida a diferença de postura.

E foi ao estilo Flamengo que o empate veio. O trio ofensivo Gabigol, Bruno Henrique e Arrascaeta, que funcionou em Lima, voltou a emplacar sua eficiência. Foram 35 segundos de passes trocados até o gol de empate.

Contra o River, Arrascaeta nem olha para ver se Gabigol estaria lá: já sabia.

Contra o Al-Hilal, Bruno Henrique nem olha para ver se Arrascaeta estaria lá: já sabia.

É um Flamengo de uma previsibilidade encantadora.

Uma equipe que tem se mostrado inteira fisicamente nos 45 minutos finais. Após a virada, o Flamengo não deu qualquer chance ao adversário. Não há recuo, não há medo de ser feliz.

E como tem sido praxe na temporada, rapidamente marcou o terceiro gol para liquidar a fatura.

Evidente que Jorge Jesus terá que corrigir o mesmo defeito da marcação dos volantes na entrada da grande área, que resultou em gols idênticos do River e agora do Al-Hilal.

Contudo, a tranquilidade do treinador à beira do gramado no primeiro tempo diante de tamanho caos que se via, é um sinal de confiança na equipe e no seu trabalho. Por mais que tudo parecesse derreter, o Flamengo sabe que tem em campo um elenco de craques e bem treinado que, no momento certo, se unirá para transformar nessa equipe histórica.

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