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PVC: “Flamengo campeão deixa legado tático e mental”

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Confira trechos da coluna do PVC, após a conquista do Flamengo, bicampeão da Copa Libertadores, ao derrotar o River Plate por 2 x 1, de virada.

“Treinador da equipe carioca, Jorge Jesus devolve o gosto pelo ataque

Do ponto de vista tático, Jorge Jesus devolve o gosto pelo ataque. Ele mesmo inventa seus treinos e reproduz situações de jogo. Ataca em busca incessante pela bola. Marca para recuperá-la, porque só com ela se faz gol.

A base de seu trabalho é o prazer. Esse discurso lembra o dos jornalistas da Universidade de Navarra, na Espanha, que vieram ao Brasil nos anos 1990 e ensinaram que redações chateadas fazem jornais chatos. É impossível divertir sem se divertir.

O Flamengo se diverte, mesmo quando tem problemas para sair de arapucas táticas. Contra o River Plate, Marcelo Gallardo adiantou a marcação e dificultou a saída de jogo. Tirou espaço de Gerson e dos laterais.

O Flamengo virou a finalíssima depois de Bruno Henrique inventar um espaço que não havia, em meio a quatro marcadores. Essa é outra lembrança oferecida pelo Flamengo. Os técnicos planejam, mas o jogo só existe se os jogadores executarem.

Para isso, é preciso compromisso, o que se dá com relações olhos nos olhos. Isso inclui dirigentes que deem respaldo aos treinadores.

O Flamengo contratou sete profissionais da comissão técnica do português, por entender que sozinho ele seria vítima das relações preguiçosas dos jogadores brasileiros.

O futebol do Brasil é ótimo, mas tem uma série de doenças. O Flamengo usou o antídoto para algumas delas. Jorge Jesus é um dos remédios”.

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