Tostão: “Correr riscos deve ser visto como uma qualidade de grandes times”

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Confira a coluna do mestre Tostão desse domingo, na Folha de SP:

“O Flamengo é realmente um timaço, no conjunto e individualmente, ou a equipe brilha tanto porque os adversários são fracos? Se o Flamengo não jogar bem e perder para o forte River Plate, o comentário já está pronto. Dirão que o Flamengo é bom, mas nem tanto.

O Flamengo é um time que corre risco por jogar com os defensores adiantados. Essa é uma das qualidades do time.

Só os medíocres e os medrosos procuram a total segurança. Como o time fica geralmente com a bola na maior parte do jogo, os riscos são pequenos, mas há um constante perigo. Um passe errado no meio-campo, uma desconcentração, um mau posicionamento defensivo, e abrem-se muitos espaços na defesa, e o adversário chega ao gol.

O River Plate também atua com dois velozes atacantes, como fez o Vasco da Gama. Isso não significa que o Flamengo deva mudar a estratégia.

Discute-se muito quais jogadores do Flamengo deveriam ser convocados para a seleção brasileira. Filipe Luís é certo, titular. Outros podem ser chamados, pois estão mais ou menos no nível de vários reservas e até de alguns titulares.

Filipe Luís, por ter sido reserva, durante muito tempo, do melhor lateral-esquerdo do mundo, Marcelo, teve seu talento subestimado, como se fosse apenas um bom marcador, ainda mais que atuava em um Atlético de Madrid, em que tinha funções muito mais defensivas do que ofensivas.

No Flamengo, além de marcador, ele é um organizador pela esquerda. Há muito tempo, Daniel Alves faz o mesmo na seleção. Nos anos 1980, Júnior atuava dessa maneira”.

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