Brasileirão 2019: Grêmio 0 x 1 Flamengo

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Após colocar por terra 45 anos sem ganhar do Athletico Paranaense em Curitiba pelo Campeonato Brasileiro, Jorge Jesus quebrou outra marca que perdurava um bom tempo: o Flamengo não vencia o Grêmio há 25 anos em Porto Alegre.

Nesse domingo, o Rubro-Negro arrancou uma vitória emblemática por 1 x 0, abriu 13 pontos na liderança e, após o empate do Palmeiras com o Bahia, está a dois pontos de conquistar o heptacampeonato brasileiro.

O que o Flamengo faz é gigantesco: administrar a ansiedade pelo tão esperado 23 de novembro e empilhar vitórias para garantir o título brasileiro é uma tarefa duríssima. Basta ver que nenhum time na história conquistou os dois títulos na mesma temporada. O Santos foi campeão da então Taça Brasil enfrentando apenas seis times. Na história moderna, isso nunca aconteceu. Daí uma façanha prestes a ser realizada.

O mais importante é que nada disso é obra do acaso ou da sorte. Caso o título da Libertadores não venha no sábado, ano que vem o Flamengo já está classificado para a competição e brigará outra vez pelo título. Na mesma forma que o Campeonato Brasileiro. Não há mais como voltar. A única dúvida é até onde essa equipe pode chegar.

Outro ponto é que novamente o time da Gávea reagiu após um “resultado ruim”. O empate de quatro gols contra o Vasco foi visto como uma grande façanha. Os antis estavam eufóricos com a não vitória do time de Jorge Jesus e davam como certo que a diferença iria cair para oito pontos nessa rodada e que o Rubro-Negro voltaria de Lima, com míseros cinco pontos de vantagem.

São 81 pontos conquistados faltando quatro rodadas. O que significa a maior pontuação da história do campeonato de pontos corridos com 20 clubes, igualando ao Corinthians, mas ganhando no número de vitórias: 25 contra 24 da equipe paulista em 2015.

O próximo final de semana poderá ser o mais marcante da história do Flamengo: no sábado, poderá conquistar o bicampeonato da Copa Libertadores e no domingo, caso o Palmeiras não vença o Grêmio em casa, será campeão Brasileiro sem entrar em campo.

A expectativa era de um Grêmio com sede de vingança, após a surra de 5 x 0 pela semifinal da Libertadores. Para se consolidar no G4, sonhava com a sexta vitória seguida (havia vencido Botafogo, Vasco, Inter, CSA e Chapecoense), e enfrentaria um Flamengo que com os olhos fixos no dia 23 e com apenas três titulares em campo.

Teoricamente seria o adversário ideal. Porém, Jorge Jesus rompe a história da normalidade. Mesmo com todas as circunstâncias favoráveis aos donos da casa, o Rubro-Negro buscou manter seu nível de ofensividade e criou as melhores chances com o grande talento de Arrascaeta.

Já pensando no sábado, é uma ótima notícia ver o uruguaio de volta e desfilando seu talento. Seus passes verticais são imbatíveis. E ainda contribuiu na marcação, ajudou a fechar os espaços. Nos primeiros minutos, deixou Lucas Silva na cara do gol. Em seguida, arrumou uma tabelinha certeira com Gabigol, que desperdiçou. Até a jogada do pênalti, se iniciou com ele.

O Grêmio buscava nos erros de uma defesa inteiramente reserva para chegar com perigo. Mas Diego Alves fez apenas uma defesa.

Com tantos reservas era realmente difícil manter o nível de intensidade e domínio que o Flamengo habitualmente exerce seja dentro ou fora de casa. Quando ficou com um a menos após (mais) uma reclamação infantil de Gabigol, não tinha outra coisa a ser feita se não se defender. E Jorge Jesus deu mostras que também sabe se fechar quando preciso.

O Grêmio não encontrou saídas, apelou para 22 cruzamentos e, para Renato Gaúcho, só restou empilhar atacantes para buscar o empate: Éverton Cebolinha, Luciano, Pepê, Vizeu, André e Alisson, que virou lateral direito.

Foram quatro jogos entre as duas equipes em 2019, com três vitórias para o Flamengo e um empate (no qual fez três gols, todos anulados pelo VAR).

Antes de 2019, o último ano que o Grêmio não havia vencido o Flamengo foi em 2010. Ou seja, mais uma marca quebrada por Jorge Jesus: há nove anos a equipe gaúcha não terminava a temporada sem uma mísera vitória.

Agora, é hora de quebrar mais um recorde esperado: 38 anos sem o título da Libertadores.

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