Ninho da Nação

Brasileirão 2019: Flamengo 4 x 1 Corinthians

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Contra o Palmeiras, a equipe paulista nunca havia sofrido três gols na mesma partida após a volta do Felipão.

Contra o Grêmio, o Flamengo aplicou a maior goleada da história da equipe gaúcha na Copa Libertadores em plena semifinal da competição.

Dessa vez, contra o Corinthians, o Flamengo impôs a pior derrota de Fábio Carille como técnico: nunca tinha tomado quatro gols em jogo oficial pelo alvinegro.

Jorge Jesus não procura apenas vencer de forma básica. É preciso se impor, demonstrar autoridade, golear categoricamente. O placar mínimo, o jogo reativo, uma vitória protocolar, nada disso passa pela cabeça de Jorge Jesus e da torcida Rubro-Negra.

Qualquer um vai se lembrar do 3 x 0 contra o alviverde, fora o baile, do 5 x 1 contra os gremistas, fora do baile, e do 4 x 1 contra os alvinegros, fora o baile. Justamente os dois últimos campeões brasileiros e o último campeão brasileiro da Libertadores.

Por isso o torcedor está feliz. O Rubro-Negro não aceita vencer sofrendo, com medo ou jogando mal, por mais que curta quando um atacante que dê um carrinho para evitar a saída da bola pela linha lateral. Principalmente jogando em casa.

E no Maracanã que não há qualquer possibilidade de covardia. Se não for pra amassar o adversário, melhor nem entrar em campo. Essa mentalidade que há anos perpassa o imaginário do torcedor, agora encontrou um treinador para colocar em prática tudo que foi sonhado. E o melhor: os jogadores compraram a ideia.

Na goleada desse domingo, um jogo duro em um calor insuportável, contra a então segunda melhor defesa do campeonato. Muita posse de bola, muito domínio do Flamengo, mas zero perigo, zero finalização. Foi do adversário a melhor chance, inclusive. Carille apostou na forte marcação para impedir as tabelas dos meias Rubro-Negros. Parecia impossível entrar na grande área.

A equipe de Jorge Jesus teve que apostar nos cruzamentos. As jogadas eram até bem trabalhadas, sempre buscando as ultrapassagens – não eram cruzamentos de qualquer jeito, mas a defesa corinthiana cortava todas. Foram 23 cruzamentos na primeira meia-hora de jogo.

Porém, não há muralha que não consiga persistir a tanto talento individual e organização tática. Os meias talentosos do Flamengo, Éverton Ribeiro e Arrascaeta, se aproximaram mais da área adversária, chegando ao ponto do uruguaio se infiltrar, receber do Éverton Ribeiro e sofrer a penalidade máxima.

O gol fez que o Corinthians e toda sua fortaleza defensiva bambeasse. A equipe de Jorge Jesus não permite qualquer vacilo dos adversários. Segundos depois, Gérson passou como quis por Ralf e deixou Bruno Henrique, que atropelou Gil, para fazer 2 x 0 no placar.

O Corinthians estava de joelhos após dois duros golpes na etapa final do primeiro tempo. Bruno Henrique, novamente, tratou de desferir mais uma pancada. Dessa vez, nas costas de Fágner, que agora tinha o Vitinho para se preocupar pela esquerda. E foi ali que Bruno Henrique apareceu livre para fazer seu terceiro gol nos segundos iniciais da segunda etapa.

Os três gols em menos de cinco minutos pareciam ter definido a partida. Porém, o Flamengo começou com toques pra trás, permitir cruzamentos, não apertando na marcação e viu o adversário diminuir o placar.

Até que Vitinho, que já havia desperdiçado uma boa chance com 3 x 0, arrumou uma linha jogada individual e marcou o quarto gol. O Flamengo parece ter aprendido com a situação anterior e não deu mais espaço. Tocou bola lá na frente, subiu a marcação e três chegavam em todas divididas. Essa deve ser a postura para evitar possíveis reações em jogos ganhos.

Para quem pensava que o Rubro-Negro de Jorge Jesus estaria extenuado, perdido o ímpeto e o fôlego, esse jogo de domingo é a resposta.

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