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Folha de SP: Flamengo vive contraste financeiro em campo com rivais do Rio

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Reportagem da Folha de SP dessa quinta-feira destaca a disparidade financeira do Flamengo em relação aos clubes adversários do Rio de Janeiro.

Confira:

“Líder do Campeonato Brasileiro e nas semifinais da Libertadores, o Flamengo consegue refletir dentro de campo em 2019 o sucesso recente de sua gestão financeira.

Receitas com departamento comercial, bilheterias e venda dos direitos de televisão colocam os rubro-negros na segunda posição do país, atrás do Palmeiras e num patamar bem acima dos rivais do estado Botafogo, Fluminense e Vasco.

Relatórios do Itaú BBA e da empresa de auditoria EY sobre os quatro clubes do Rio de Janeiro que estão na Série A apontam que arrecadação com departamento comercial e venda de ingressos do clube rubro-negro é superior às dos outros três times do estado da Série A somados.

Somente o departamento comercial (licenciamento de produtos, patrocínio e publicidade) injetou R$ 594 milhões nos cofres do Flamengo nos dez últimos anos. No mesmo período, Botafogo, Fluminense e Vasco conseguiram R$ 520 milhões com esse tipo de receita.

Em 2018, a equipe rubro-negra faturou R$ 92 milhões, e o trio, somado, R$ 42,4 milhões.

(…)

Bem-sucedida financeiramente, a administração flamenguista recebe o reconhecimento dos adversários.

Adriano Mendes, vice-presidente de controladoria do Vasco, busca reabilitar as finanças do clube. Contador e funcionário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ele está à frente do movimento “Desenvolve Vasco”, convocado pelo presidente Alexandre Campello no ano passado.

“Há seis anos, o Flamengo iniciou a profissionalização do clube e soube explorar mais o seu potencial de receitas com licenciamentos de produtos. Vasco, Fluminense e Botafogo não fizeram o mesmo”, diz o vascaíno Mendes. “O foco agora é reduzir o passivo e ampliar receitas, mas é um trabalho gradativo, vai levar pelo menos quatro anos para observarmos os resultados.”

O economista Cesar Grafietti, consultor do Itaú BBA, analisa todos os anos as finanças dos 20 clubes da Série A do Brasileiro.

“Outros clubes tiveram crescimento de receitas, com venda de atletas, mas optaram por gastar na atividade [futebol]. Essa é a grande diferença em relação ao Flamengo. Enquanto o clube se organizou pensando no futuro, outros pensaram no presente”, afirma.

Ele ressalta que, apesar da importância do lucro com as cotas de televisão, o mérito dos flamenguistas é a capacidade de diversificar receitas.

Com exceção do Fluminense, as cotas de televisão foram as principais fontes de verbas para os times do Rio de Janeiro em 2018. Compôs 51% de todas as receitas do Botafogo e 48% do Vasco. O Flamengo ficou no patamar de 41%.

No ano passado, o Flamengo faturou R$ 227,8 milhões ao negociar os direitos de transmissão dos seus jogos, muito mais do que os R$ 115,9 milhões do Fluminense, R$ 102,3 milhões do Vasco e R$ 96,4 milhões do Botafogo.

Agora, a missão é transformar a saúde financeira em títulos nacionais e internacionais, algo que o Flamengo persegue desde a sua última Copa do Brasil conquistada, em 2013.

“Já havíamos pedido paciência desde 2012 e, apesar do aumento de recursos desde 2015, conseguimos neste ano ter um futebol forte e queremos fechar com dois títulos importantes”, diz Wallim Vasconcellos, vice-presidente de finanças rubro-negro.

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