Ninho da Nação

Libertadores 2019 – 1º jogo da semifinal: Grêmio 1 x 1 Flamengo

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Quando todos pensaram que o Flamengo atingiu seu limite de boas atuações, eis que Jorge Jesus, em plena semifinal da Libertadores, consegue subir o patamar Rubro-Negro e domina completamente o Grêmio em pleno Porto Alegre.

No pré-jogo, foi enorme o duelo para ver quem tinha o futebol mais bonito. Ao final da partida, apenas no primeiro duelo, restou ao Renato Gaúcho por três vezes, sentar no banco de reserva, beijar a medalhinha e rezar pro VAR anular o gol.

Beira o inacreditável que o Flamengo tenha colocado quatro vezes a bola na rede, mas apenas um tenha sido validado. Dois foram anulados justamente, agora o primeiro foi uma absurdo. Ambos estão na mesmíssima linha.

Pelo resultado o Grêmio deve ter ficado aliviado, pois poderia ter perdido a vaga pra final em sua casa logo no primeiro jogo. Mas pelo bom futebol, pelo domínio e controle das ações, é o Flamengo que comemora. Se repetir a atuação no Maracanã, vai se classificar. Aos gaúchos, restou o mantra da imortalidade.

A equipe de Renato Gaúcho viveu uma noite atípica na Libertadores. Pela primeira vez nessa edição, o Grêmio teve menos posse de bola jogando na Arena. O Flamengo terminou a partida com 58% de posse, sendo que este número chegou a cerca de 70% no primeiro tempo.

A última vez que o Grêmio foi tão dominado em sua casa foi pela semifinal da Libertadores de 2018. Tendo a vantagem, a equipe gremista entregou a bola ao River Plate, que teve 67% de posse e conseguiu a classificação fora de casa.

Mesmo tendo poupado sua equipe principal na rodada do final de semana do Brasileirão, ao contrário do Flamengo, o primeiro tempo foi de ampla superioridade Rubro-Negra. O Grêmio trocou apenas 110 passes, sendo somente um dentro da área do adversário.

As principais jogadas eram criadas na esquerda, onde o Grêmio não tinha Geromel e Leonardo. Foi por ali que o Flamengo montou acampamento e não permitia que rival respirasse. Se a bola era perdida, rapidamente o Rubro-Negro a recuperava e seguia na pressão.

O time da Gávea só foi parado pelas duras faltas gremistas e pelo VAR. Dois gols foram anulados. Um de forma absurda, pois atacante e zagueiro estavam na mesma linha. E Michel escapou de ser expulso, após dura entrada no Gérson.

No segundo tempo, somente aos 17 minutos, Diego Alves teve trabalhou. Cortou um cruzamento e fez duas defesas sensacionais em finalizações de Éverton e Matheus Henrique. O goleiro sentiu o momento ruim e tratou de esfriar a partida, pedindo atendimento médico.

O Flamengo não se intimidou e tratou de colocar a bola no chão. Demonstrou uma frieza para impedir o crescimento dentro de campo do Grêmio jogando bola e não dando porrada. Foi nessa troca de passes que o Rubro-Negro chegou ao gol. Foram 18 passes iniciando lá da defesa, saindo de pé em pé, passando por 10 jogadores diferentes, com destaques para Arrascaeta e Éverton Ribeiro tocando três vezes na bola.

O Grêmio ficou atônito. Tentou na base da individualidade reverter a superioridade tática Rubro-Negra, mas pouco conseguiu. O Flamengo inicialmente buscou o contra-ataque com os incansáveis Bruno Henrique e Gabigol. Mas depois passou a reter mais a bola, a controlar o jogo e praticamente encaminhar a vitória.

Até o vacilo nos minutos finais, quando a bola estava no ataque. Jogando diante da sua torcida, o Grêmio conseguiu o empate através de um contra-ataque. É inacreditável. E ainda contou com a bobeira do Éverton Ribeiro, que disse não ter visto Filipe Luís caído após ter sofrido falta. E ainda tiveram Rafinha e Pires que não pararam a jogada. Sem contar a arbitragem que não paralisou a partida. O empate veio justamente nas costas do lateral esquerdo. No único momento em que o Rubro-Negro ficou com um homem a menos. Uma injustiça absurda!

O empate teve um sabor amargo por tudo que foi o jogo. Ter feito quatro gols em plena Arena, mas só um ter válido foi um troço impensável. No entanto, o futebol apresentado pelo Flamengo foi encantador, limpo, ousado. Jorge Jesus não mudou sua forma de jogar por enfrentar um adversário tarimbado na competição. Pelo contrário, forçou o Grêmio a mudar seu estilo de jogo.

Que venha o dia 23 no Maracanã!

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