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Brasileirão 2019: Flamengo 3 x 1 Internacional

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Após o 3 x 1 contra o Internacional, o Flamengo chegou à incrível marca de oito vitórias consecutivas, alcançou os 48 pontos, abriu seis para o segundo colocado e agora torce por um tropeço do Palmeiras nessa quinta-feira, contra o CSA, em casa.

A marca de oito vitórias consecutivas igualou a campanha do Cruzeiro de 2003 e 2013, quando foi campeão brasileiro. De quebra, manteve o aproveitamento de 100% jogando em casa: são 10 vitórias. E tem mais: com 3 x 1, o Rubro-Negro chegou a 100 gols na temporada.

Dos 100 gols (47 foram marcados no Brasileir), o trio Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol marcou 65. É um privilégio ver esses jogadores em campo. São os caras que resolvem, que não se furtam em decidir jogos, de serem os protagonistas de partidas grandes, coisa que tanto faltou em outros momentos.

Mas o Flamengo tem um outro trio que está sendo responsável pela construção das jogadas, fundamental na saída de bola e ainda ajuda na marcação: Gérson, Filipe Luís e Rafinha.

Na partida contra o Internacional, foram eles quem mais tocaram na bola: Rafinha teve incrível 11,19% de posse de bola. Em segundo, Filipe Luis com 9,12% e depois o Gérson com 8,99%. Ainda: dos 17 desarmes certos, 11 foi de responsabilidade desse trio.

Pra se ter uma ideia, que mais tocou na bola pelo Internacional foi o goleiro Lomba: 5,66%.

É difícil pra qualquer equipe pensar em contestar ou buscar uma fórmula de marcação que impeça um ataque formado por Filipe Luís, Gérson, Rafinha, Arrascaeta, Bruno Henrique, Gabigol e Éverton Ribeiro de concluir suas jogadas com letalidade.

O Flamengo ligou o piloto-automático. Não precisa mais dar um banho tático todo jogo, pois sobra a cada partida, seja pela organização ou pelos talentos individuais que vão lá e resolvem. Não foi o melhor jogo, de fato, mas o time de Jorge Jesus subiu tanto o sarrafo do quesito atuações, que uma vitória protocolar contra o Inter é tratada como uma má atuação.

Com 15 minutos de jogo, amplo domínio dos donos da casa. O Inter com seus quatro volantes não conseguia passar do meio de campo. O lance do pênalti e da justa expulsão inicia-se com uma jogada trabalhada pelo meio de campo. Não tem mistério! Pro adversário, fica menos feio focar as supostas polêmicas de arbitragem e esquecer o que acontecia em campo quando estava 11 x 11.

Talvez o ponto que mereça atenção seja a falta de concentração. É inadmissível não jogar com seriedade e permitir que um adversário ultrapasse com facilidade dois marcadores com menos dois em campo. Uma vitória tão garantida como a de ontem não pode ocorrer qualquer risco de não ser confirmada por displicência.

No entanto, o gol sofrido nessas circunstâncias pode ter efeito positivo para evitar um suposta soberba do Flamengo, tamanha a superioridade dentro de campo nos últimos jogos.

Após o empate, o Rubro-Negro tratou de colocar a bola em campo para voltar a liderar o placar. E não passou por nenhum problema ou risco. Soube trabalhar a bola, girou bastante a bola, de um lado para o outro, até buscar a melhor opção. Fez o terceiro, e poderia ter feito o quarto, quinto, sexto…

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