Ninho da Nação

Brasileirão 2019: Cruzeiro 1 x 2 Flamengo

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Na abertura do segundo turno, o Flamengo seguiu a boa sequência, venceu o Cruzeiro no Mineirão por 2 x 1 e chegou à sétima vitória seguida no Brasileirão.

É a melhor marca do Rubro-Negro na história do Campeonato Brasileiro. Superando as seis vitórias seguidas nos anos de 2015, 1982 e 1978.

Nessas sete vitórias,  o clube da Gávea sofreu apenas três gols. Todos de bola parada: Vasco (escanteio), Grêmio e Cruzeiro (pênalti). Ampliando pra Copa Libertadores, são nove jogos e apenas quatro gols sofridos, todos de bola parada. Nesse caso, incluí o gol do Inter de falta. A última vez que um adversário fez gol com a bola rolando foi contra o Bahia há mais de 50 dias. É uma evolução impressionante.

Mesmo marcando 21 pontos seguidos, a vantagem segue de três pontos para o segundo colocado. Convém explicar que a diferença para o Palmeiras, então líder, era de oito pontos, quando Jorge Jesus assumiu.

O JOGO

O mais importante, contudo, é ver um Flamengo cada vez mais consistente, confiante e concentrado para saber o que fazer em campo. Não tem uma oscilação grande, em que pese os minutos ruins após ter aberto o placar contra o Cruzeiro.

Era, de fato, esperado uma partida dura contra um adversário que cresceu de produção e que parece bem melhor do que há semanas. Vai dar muito trabalho nesse segundo turno, especialmente jogando no Mineirão.

Sem Éverton Ribeiro, Jorge Jesus deu uma chance de ouro para Vitinho voltar a jogar bola. E foi um desastre, apesar de ter começado bem os minutos iniciais, como toda a equipe.

O Flamengo começou passeando, ignorando totalmente o adversário e jogando como se estivesse no Maracanã. A marcação estava lá em cima, sempre pressionando a saída de bola do Cruzeiro, de um treinador que aposta nesse estilo de jogo. Foram duas chances e o gol de Gabigol, após cruzamento na medida de Gérson.

Porém, de forma quase inédita, sob o comando de Jorge Jesus, o Rubro-Negro não foi para buscar o segundo gol. Recuou bastante, passou a jogar com lentidão e sem o mesmo ímpeto das linhas avançadas. Importante observar se será uma característica da equipe, a partir do momento que terão jogos no meio da semana.

O Cruzeiro era melhor, mas ainda não tinha ameaçado Diego Alves. Até que a arbitragem resolveu agir de forma vergonhosa ao marcar um pênalti para o adversário, cuja jogada não contou com o auxílio do VAR. Uma das marcações mais vergonhosas desse campeonato.

Já no segundo tempo, Jorge Jesus não apostou na tradicional conversa no vestiário para melhorar a atuação do Vitinho. Pires entrou em seu lugar e Gérson veio pra direita. O que há uns tempos significaria retranca, tornou-se um Flamengo mais bem encaixado, e que ainda contou com o talento dos laterais, especialmente o Felipe Luís, para compor e crescer no meio de campo.

No entanto, o volante paraguaio começou perdido e o Cruzeiro teve as duas melhores chances, com boa defesa de Diego Alves e uma bola na trave na sorte.

O talento e o toque de bola falaram mais alto. Arão, que foi o primeiro volante no primeiro tempo ganhou campo pra fazer o que mais sabe: ser o homem surpresa pela direita, no corredor aberto pelo Gérson.

Gagibol deu um lindo corta luz, que poderia ser considerado uma assistência, e Arrascaeta finalizou com maestria, após 13 toques pacientes da equipe, até encontrar a melhor jogada.

O uruguaio seguia desfilando em campo, mesmo diante da vaia dos torcedores do seu ex-clube. Antes, já tinha colocado a bola na cabeça de Bruno Henrique, que desperdiçou. E ainda teve mais uma chance no final para liquidar a fatura, mas acabou isolando. O meia chegou a nove gols e sete assistências em 12 partidas pelo Campeonato Brasileiro.

Outro grande nome foi Filipe Luís, que fez seu melhor jogo com o Manto Rubro-Negro. O lateral foi o jogador que mais tocou na bola entre todos que entraram em campo: 8,71%, contra 6,76% de Rafinha. Filipe Luís ainda foi o líder em desarmes com cinco no total, e poderia ter saído com duas assistências, se Gabigol e Arrascaeta fizessem seus gols.

A equipe de Jorge Jesus não fez seu melhor jogo. Não conseguiu manter o ritmo após abrir o placar e passou por alguns problemas no controle da partida. No entanto, mesmo assim, criou inúmeras chances e, se não fosse a arbitragem, poderia ter vencido mais um jogo sem grandes problemas.

O Flamengo não jogou no seu limite tático, não pressionou com linhas altas a partida inteira, mas impressiona o nível de concentração e mentalidade. Como já falaram, a equipe não precisou de muita esforço ou de uma partida taticamente perfeita para vencer com certa autoridade.

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