Ninho da Nação

Brasileirão 2019: Vasco 1 x 4 Flamengo

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Uma vitória para lavar a alma de todo Rubro-Negro. Nesse sábado, em um Mané Garrincha com quase 70 mil torcedores – 80% de torcedores do Flamengo, o clube da Gávea goleou o Vasco por 4 x 1.

Com o empate do Palmeiras para os reservas do Grêmio, o time de Jorge Jesus chegou a 30 pontos e assumiu a vice-liderança do Campeonato Brasileiro a dois pontos do líder, Santos, que entra em campo nesse domingo.

Quando o treinador português assumiu o Flamengo, a diferença para o Palmeiras era de oito pontos. Após a Copa América, em seis rodadas, já empatou em número de pontos.

O JOGO

No clássico dos milhões, o Flamengo utilizou todo seu repertório individual e tático para se impor contra um rival que tentou se segurar como pôde, especialmente no primeiro tempo.

A partida também revelou uma importante maturidade, tanto dos jogadores quanto do próprio treinador.

Jorge Jesus entendeu que ainda não é tempo de jogar os 90 minutos com linhas avançadas. E que nem por isso deixará de atropelar um adversário inferior. É preciso moderação, principalmente pela organização defensiva ainda em construção e também pela preparação física dos jogadores, que foi toda condicionada a outro estilo de jogo e, mudar tudo no meio na temporada, pode ser um perigo.

(Na quarta-feira, contra o Internacional, por ser um mata-mata, talvez Jorge Jesus repita a estratégia do duelo contra o Emelec, de posicionar as linhas altas, sufocando o colorado desde o apito inicial, fazendo o time sentir o pulsar da arquibancada. Em que pese, contra os equatorianos, a necessidade da vitória por placar superior a dois gols e por ser o segundo e decisivo jogo).

No primeiro tempo, o Flamengo teve mais posse de bola, mas não tinha força ofensiva, não levava perigo ao gol adversário. Parecia distante do gol adversário. Gabigol entrava pouco na área. O Vasco criou as melhores chances pelos lados, nas costas dos laterais Rubro-Negros. Diego Alves fez uma grande defesa e em outro chute a bola vascaína estourou na trave.

Filipe Luís, ainda sem ritmo, foi facilmente envolvido em algumas jogadas e na sobra, Pablo Marí, não se posicionou corretamente. Rodinei então, nem se fala. Ouviu muito do português na linha lateral. Os volantes Cuéllar e Arão erravam algumas saídas, prejudicando o prosseguimento das jogadas. Foi o pior momento da equipe na partida.

Jorge Jesus não se furta em mudar, ainda com a bola rolando, a disposição tática da sua equipe, sem buscar substituições malucas, entupindo a equipe de atacantes, por exemplo, como única forma de reverter uma situação ruim.

Foi isso que o mister fez. Na metade do primeiro tempo voltou ao 4-1-3-2 e o Flamengo conseguiu subir a marcação, pressionar a saída de bola e quase arranca um gol dessa forma com Arão, Gérson, Gabigol e Arrascaeta.

Se o time ainda buscava organização, o clássico precisava ser resolvido na individualidade. Em grande jogada de Bruno Henrique, após receber de Arrascaeta, o selecionável meteu no ângulo e abriu o placar.

SEGUNDO TEMPO

Foi o start para o Flamengo voltar diferente e disposto a resolver a partida. Na volta do vestiário, o time da Gávea não se fechou, satisfeita com o placar mínimo.

Dessa vez foi o Rubro-Negro do jeito que Jorge Jesus sonha: extremamente vertical e ofensivo. Foram 10 finalizações, sendo sete no gol. Ou: um chute a cada 20,8 passes.

Pelo segundo jogo seguido, o Flamengo faz um dos melhores 45 minutos finais da temporada. É sintomático, para uma equipe que perdia o fôlego na segunda etapa.

O Vasco buscava as bolas na área, especialmente nos escanteios, para ameaçar a defesa e conseguiu seu gol dessa forma. Para um técnico tão perfeccionista, que busca a concentração em todos os momentos, levar um gol de escanteio após linda defesa de pênalti, deve ter sido um golpe duro.

Porém, o Flamengo soube colocar a bola no chão e fazer o que sabe de melhor. Em jogada originada em passe sensacional de Pablo Marí para Gerson na direita (o zagueiro espanhol voltou a acertar outro passe, dessa vez para Gabigol quase fazer o quarto), Gabigol aproveitou a sobra da cabeçada de Bruno Henrique para fazer 3 x 1.

Impossível deixar de comentar o absurdo segundo pênalti marcado para o Vasco com auxílio do VAR. Foi uma das decisões mais ridículas desse Campeonato Brasileiro. Os dirigentes da Gávea não podem deixar de se manifestar em virtude da goleada.

Diego Alves fez sua segunda defesa e imediatamente, o Rubro-Negro puxou contra-ataque que resultou no pênalti, cobrado magistralmente por Arrascaeta.

Um castigo inesquecível, em um dos clássicos mais movimentados e felizes para a Nação Rubro-Negra dos últimos anos, mantendo a maior série invicta da história sem perder para o Vasco: 13 jogos (5v e 8e).

Antes do jogo contra o Emelec, a classificação começou a ser construída ao vencer de virada o Botafogo por 3 x 2. Que a goleada desse sábado sirva de inspiração para o jogo contra o Internacional nessa quarta-feira, pela Copa Libertadores.

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