Libertadores 2019: Flamengo 2 (4) x 0 (2) Emelec – MENGÃO CLASSIFICADO

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A classificação para as quartas de finais da Copa Libertadores foi construída no domingo, na virada conta o Botafogo por 3 x 2 pelo Campeonato Brasileiro. Mesmo com um elenco cheio de desfalques e remendado, o Flamengo se superou e, empurrado pela Nação Rubro Negra, arrancou os três pontos.

Ali estava reconstruída a sintonia time x torcida. Os dias que se sucederam ao jogo contra o Emelec foi de apoio irrestrito em busca da classificação: incentivo no Centro de Treinamento, um impressionante “corredor de fogo” na entrada do ônibus do Maracanã e, dentro do estádio, mais de 70 mil inflamados, empurrando o Flamengo, que precisava reverter o resultado.

Por mais que o retrospecto na Libertadores tivesse se tornado dramático e sempre machucando o torcedor com eliminações dolorosas, havia algo nessa quarta-feira que dizia o contrário, que seria uma noite Rubro Negra.

E foi! O Rubro Negro venceu o Emelec por 2 x 0, levou a decisão para os pênaltis, venceu por 4 x 2 e vai enfrentar o Internacional nas quartas de finais da Copa Libertadores. Desde 2010 o Flamengo não chegava a essa fase, quando eliminou o Corinthians nas oitavas.

Gabigol novamente foi o jogador decisivo. Fez os dois gols e chegou a 22 gols em 33 partidas. O atacante marcou em todas as competições e nos últimos 12 jogos fez 12 gols. É impressionante!

O JOGO

Jorge Jesus entendeu que precisava de um começo alucinante para, primeiro, tentar reverter o placar o mais rapidamente possível e, segundo, porque precisava trazer a torcida para o seu lado desde o apito inicial.

Aquele Flamengo frio, insensível ao apoio da arquibancada não existe mais. “A torcida está em êxtase? Vamos dar em campo tudo que podemos”.

O treinador gosta de jogar no limite. Para o “mister” não tem meio termo, não tem corpo mole, é intensidade até a extenuação, ainda mais precisando do resultado. Mesmo com tantos desfalques, não há dosagem, não há razão para se pensar no amanhã, só se vive pelo coração.

O Flamengo de Jorge Jesus sentiu a temperatura do Maracanã e entrou para rasgar o adversário ao meio e não permitiu que o Emelec respirasse. A equipe chegou a ter 82% de posse de bola e, empurrado pelo Maracanã alucinado, fez 2 x 0 com 19 minutos e parecia pronto para liquidar a fatura.

Mesmo fora do ritmo, Éverton Ribeiro, escalado de titular, armava as jogadas e triangulações com Rafinha e Gabigol. Pela esquerda, Gérson e Bruno Henrique tinham força física e técnica para envolver o adversário.

SEGUNDO TEMPO

No segundo tempo o Flamengo não conseguiu manter a intensidade e o fôlego parecia faltar. Éverton Ribeiro foi substituído por Arrascaeta, que também voltava de lesão. Berrío e Reinier foram acionados, mas não conseguiram manter a fervura.

Bruno Henrique lutava, mas estava exausto. Os laterais entendiam as circunstâncias do jogo e não subiam tanto como na primeira etapa.

Jorge Jesus explicou na coletiva que era impossível o Flamengo jogar por 90 minutos como foi nos 45 iniciais:

“É impossível uma equipe jogar como o Flamengo fez por mais de 45 min. Teve 70% de posse de bola. Como você quer que uma equipe tenha o mesmo comportamento, com a mesma capacidade física, durante o jogo todo? Sabe onde isso acontece? No Playstation”.

No entanto, se não tinha mais intensidade, o time precisava pelo menos ser frio e maduro, para não se lançar de qualquer maneira ao ataque em busca do gol que daria a classificação direita e nem ficar totalmente recuada segurando a pressão. O jogo contra o Peñarol pela fase de grupos no Maracanã serviu de exemplo claro: Abel Braga resolveu lançar a equipe inteiramente ao ataque mesmo com um a menos em campo. Acabou sofrendo o gol quando o empate bastava.

Mesmo tendo 66% de posse de bola, o Flamengo não conseguiu nenhuma finalização a gol, embora tenha perdido pelo menos duas grandes chances, uma inacreditável do Thuler praticamente na pequena área.

Se o ataque não conseguia se impor, coube à defesa segurar a onda, em que pese o Emelec não ter conseguido exercer grande pressão, até porque o Rubro Negro não entregou a posse de bola ao adversário. Mas havia um clima de tensão no ar. O histórico do Flamengo em Libertadores parecia que sempre pairava pelo Maracanã.

A dupla Thuler e Pablo Marí teve uma atuação segura. O espanhol, que entrou na fogueira contra o Botafogo, foi titular pela primeira vez e teve uma noite de gala, mostrando que finalmente o Centro de Inteligência da Gávea funcionou. Foram 55 passes, 8 cortes, 5 duelos aéreos ganhos (100%), 6 bolas longas certeiras (75%) e 4 recuperações.

E sem esquecer: foi o primeiro jogo de Jorge Jesus na Gávea que a equipe não sofre gol.

Na decisão por pênaltis, uma tranquilidade soberana. Arrascaeta, Bruno Henrique, Renê e Rafinha converteram bem suas cobranças. Diego Alves pegou uma. E a trave tratou de pegar a última.

A torcida não poderia sair do Maracanã sem essa classificação. Foi ela quem primeiro acreditou. Foi que ela quem incendiou o Flamengo no primeiro tempo. Foi ela quem empurrou o Rubro Negro quando não tinha mais pernas e fôlego no segundo tempo. A tão sonhada virada na Libertadores veio, e tem nome e sobrenome: Nação Rubro Negra.

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