Ninho da Nação

Brasileirão 2019: Flamengo 3 x 2 Botafogo

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Com tantos desfalques, vindo de uma derrota e tendo que ensaiar o time para o decisivo jogo de quarta-feira contra o Emelec pelas oitavas da Copa Libertadores, o Flamengo juntou os cacos, fez uma atuação digna, acima das expectativas e venceu o Botafogo por 3 x 2 pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o time da Gávea chegou aos 24 pontos e está a três do Palmeiras e cinco do Santos, o novo líder do Brasileirão.

Sem nenhum meia disponível, Jorge Jesus escalou o tradicional 4-4-2: Cuellar e Arão de volantes com Bruno Henrique e Gérson abertos e, na frente, Gabigol tendo ampla liberdade e Lincoln de referência no ataque.

Tendo já quatro desfalques de peso, logo no começo transformou-se em cinco, com a contusão de Rodrigo Caio aos 13 minutos da primeira etapa. E em seguida, aos 14, justamente na bola aérea, o Botafogo abriu o placar.

O Flamengo era melhor, chegou a quase 70% de posse de bola e via sua principal arma ofensiva do lado direito. Mesmo sem ter sido contratado para atuar nessa posição, Gérson demonstrou muita habilidade e desenvoltura, e foi peça de inteligência para dialogar com Rafinha, que ainda contava com auxílio de Gabigol na triangulação. Mérito para Jorge Jesus. O Flamengo soube trabalhar bem a bola, trocar vários passes até encontrar o espaço vazio da defesa alvinegra.

Foi uma das melhores partidas do Gérson, que ao lado de Bruno Henrique, ainda ajudou muito nas recuperações de bola. Os dois fizeram 31 duelos durante o jogo e ganharam 19 – com destaque para o o meia-atacante: 14/22.

O melhor da tarde, no entanto, foi Rafinha. Para muitos, o lateral cuidaria mais da parte defensiva, chegaria à linha de fundo. Contudo, o Rubro Negro participou dos três gols do Flamengo no Maracanã e foi peça chave para destravar o lado direito. O que aumenta a expectativa para a entrada de Filipe Luís na esquerda.

O terceiro gol foi o que teve de melhor e sirva de quadro tático do que deseja Jorge Jesus. Foram 22 passes, no campo de ataque, com a bola circulando de um lado para o outro por duas vezes, com paciência. Até que Rafinha deu uma drible de corpo, tocou para Gabigol, marcado por três, que devolveu na medida para o lateral direito, que entregou de bandeja Bruno Henrique só empurrar pro fundo da rede.

E tem mais: a presença de seis atletas do Flamengo dentro da grande área.

 

É impressionante o crescimento de Gabigol, que fez 10 gols nos últimos 11 jogos. Mais do que isso, desde que Jorge Jesus chegou, o atacante tem sido um dos mais regulares e participando das principais armações ofensivas do Flamengo. Já havia sido o melhor contra o Emelec e nesse domingo marcou um belo gol, além de contribuir decididamente para a jogada que garantiu a vitória.

Já pensando na quarta-feira, a defesa surge como um sério problema: desde que Jorge Jesus assumiu o Flamengo, o time foi vazado nos seis jogos. Porém, há uma esperança: contra o Botafogo não houve falhas em virtude do esquema de linhas altas, ou esquema tático. Foram justamente duas falhas individuais do Diego Alves.

Outro ponto: o Flamengo tem dado poucas oportunidades aos adversários, porém, quando finalizam a bola entra. Tirando a partida de estreia contra o Athletico em Curitiba, pela Copa do Brasil, nas últimas cinco partidas (Botafogo, Emelec, Corinthians, Athletico e Goiás), o Rubro Negro sofreu apenas 11 finalizações certas na meta do Diego Alves, porém levou sete gols.

Os últimos quatro gols sofridos, três foram de falhas decisivas do goleiro Rubro Negro. É preocupante! Ano passado, exatamente nesse período do ano, Diego Alves também comprometeu em alguns jogos importantes.

Para o confronto decisivo contra o Emelec, o Flamengo terá que ser perfeito também na parte ofensiva, especialmente no começo de jogo. Da mesma forma contra o Athletico no Maracanã, quando perdeu várias oportunidades no início da partida – poderia ter feito 3 x 0, ontem, contra o Botafogo também desperdiçou boas chances de fazer pelo menos 2 x 0 nos primeiros minutos.

Na partida que marcou a demissão de Abel Braga, mesmo após a virada por 3 x 2 com gol no último minuto do Rodrigo Caio, o estádio veio a baixo contra o ex-treinador porque, dentro de campo, o Flamengo havia feito um péssimo jogo. Ontem não, a torcida sabia dos desfalques (cinco no total), veio a virada, mas viu que a equipe jogou bem. E cantou muito, e gritou pela virada na Libertadores.

Por fim, que a mentalidade de mandar o volante marcar a saída do goleiro adversário aos 45 minutos com a vitória encaminhada para tentar mais um gol seja impregnada nesse elenco em busca da classificação na quarta. Vitórias e títulos serão necessários, mas o legado deixado de Jorge Jesus será marcante na história recente do clube. O nível do sarrafo subiu bruscamente.

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