Libertadores 2019 – Oitavas de Finais: Emelec 2 x 0 Flamengo

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Uma noite típica de Flamengo jogando Libertadores. É impressionante como mudam os personagens, mas o roteiro segue praticamente o mesmo. O torcedor Rubro Negro não tem paz em jogos dessa competição. Não há uma partida decisiva que não acabe em tragédia das mais absurdas.

O Emelec não venceu nenhum dos três jogos que disputou em casa pela fase de grupos. E mais: nas últimas nove partidas em Guayaquil pela Libertadores, a equipe equatoriana perdeu seis, empatou duas e ganhou apenas uma.

Além das más escolhas de Jorge Jesus, é assustador como o contexto está sendo desenhado. O Flamengo acabou de trazer três jogadores para o setor defensivo (dois laterais e um zagueiro), equilibrando, dessa forma, o elenco. Porém, em dez dias, quatro atletas do setor ofensivo se machucam, sendo que dois terão que fazer cirurgia!

O time treina por 20 dias buscando assimilar todas as propostas e intenções do Jorge Jesus. Após o jogo contra o CAP em Curitiba, o Rubro Negro dá show contra o Goiás com todo o elenco à disposição e enche o torcedor de esperança e fé. Logo na partida seguinte: Arrascaeta, que havia marcado três gols, se machuca contra o CAP, o Flamengo não se encontra mais e acaba eliminado nos pênaltis. No próximo jogo: Everton Ribeiro e Vitinho se lesionam. Ontem: Diego.

Jorge Jesus mal teve tempo de buscar um plano A, já terá que ir atrás de um plano B, quiçá um C. Isso tudo em meio a partidas decisivas pelas Copas que, em caso de outra eliminação novamente no Maracanã, poderá contaminar todo o andamento da temporada, de uma torcida que tem sede de títulos e anseia por conquistas, após tanto investimento no futebol.

O problema é que não há possibilidade do Flamengo cair de pé na quarta-feira que vem. Ou junta os pedaços e se classifica de forma heroica ou será mais um vexame no currículo do clube da Gávea.

Na partida de ontem, o Emelec acertou apenas dois chutes no gol. Os dois entraram na meta de Diego Alves. O Flamengo não conseguiu pressionar, se impor e criar grandes chances diante de um frágil adversário. Muito menos soube se defender como deveria, não impedindo os espaços especialmente no meio de campo.

Jorge Jesus também teve sua parcela de culpa. Ao chegar ao Brasil disse, talvez por humildade, que não iria inventar nada do que já era feito por aqui. Porém, nessa quarta, sem Éverton Ribeiro, Arrascaeta e Vitinho, resolveu fazer alterações ousadas, que poderiam até dar certo contra adversários do primeiro semestre, lá no começo da temporada, mas não em plena partida decisiva, com carga emocional e de confiança abaladas, em meio a tanto peso e responsabilidade.

Rafinha foi adiantado como ponta direita, Rodinei assumiu a lateral, Cuellar seguiu no banco e Arão foi o primeiro volante. Foi uma tentativa válida, no entanto, não deu certo. Somente aos 30 minutos o Flamengo legou perigo, com Gabigol. Ainda teve o cômico Arão perdendo duas oportunidades de sobras ao colocar a mão na bola. Depois perguntam porque o volante é odiado pela torcida.

No segundo tempo, a expulsão de Vega logo aos oito minutos, passou a impressão que o Flamengo passaria a se impor de forma veemente em busca do empate. No entanto, outra vez Jorge Jesus falhou, apesar de não ter grandes opções no banco. Lincoln entrou no lugar de Rodinei, Rafinha foi pra lateral. O jovem atacante demonstrou claramente que não pode ser opção ofensiva desse time. À exemplo do jogo contra o CAP no Maracanã, quando perdeu duas ótimas chances, voltou a desperdiçar outras boas oportunidades. A contratação de um atacante, conforme desejo do treinador, é primordial.

E ainda teve a substituição para a entrada de Lucas Silva, um jogador que não reúne condições nenhuma de jogar uma partida do Flamengo em Libertadores. Será que ninguém da direção do futebol não foi capaz de perceber isso? Foi ele quem resolveu driblar e foi facilmente desmarcado. Na sequência, aos 33 minutos, veio o segundo gol do Emelec.

Após ter feito as três alterações (Cuellar ainda entrou), Diego recebeu uma pancada absurda e criminosa. No desespero e ansiedade pelo empate, os Rubro Negros cobraram rapidamente a falta, impedindo que o VAR pudesse analisar a jogada (o que resultaria em um cartão vermelho) antes da partida prosseguir. Resultado: aos 26 minutos, o Flamengo também já estava com dez jogadores e a vantagem da expulsão foi por terra.

O Rubro Negro ainda escapou de ter um pênalti marcado aos 44 minutos, o que culminaria em expulsão do Bruno Henrique. Talvez esse tenha sido o único momento positivo do jogo em meio a tantas desgraças. Foi o fio de esperança de quem acredita em classificação no Maracanã.

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