quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Dias após a vitória nas urnas, Rodolfo Landim acena para Patrícia Amorim ser a dirigente dos esportes olímpicos do Flamengo

A nova diretoria eleita do Flamengo ainda nem tomou posse, mas algumas decisões beiram o bizarrismo.

A pior de todas é a volta de Patrícia Amorim ao clube. Não que a ex-atleta mereça ser banida do Rubro Negro, até porque a raia quatro, a mais nobre, da nova piscina da Gávea foi batizada com seu nome, mas trazê-la de volta, justamente nessa gestão, é um troço inacreditável.

Patrícia Amorim deixou o Flamengo com uma dívida de R$ 750 milhões ao final do seu mandato. Com um rombo gigantesco naquela que deveria ser sua área, os esportes olímpicos. E justamente essa turma que foi eleita agora fez parte do processo de saneamento financeiro do clube lá em 2013, tendo que desfazer de diversas equipes olímpicas e dispensar Vagner Love e Dorival Jr. Será que esqueceram do vazamento da piscina, que resultava em um prejuízo de meio milhão de reais?

No entanto, nada foi mais grave do que, em 2011, a ex-presidente ter ficado ao lado do Capitão Léo, então presidente do Conselho Fiscal, que instaurou uma série de inquéritos - nunca comprovados, e abandonado o Zico, após convidá-lo para ser o executivo do futebol.

Em entrevista à ESPN Brasil, Rodolfo Landim não rechaçou a ideia de que Patrícia Amorim possa ser a vice-presidente. Tudo para agradar aos feudos eleitorais da Gávea que o ajudaram a eleger.

Com a ruptura da antiga chapa azul, os dois lados tiveram que buscar alianças com grupelhos que até então estavam no ostracismo. Agora paga-se o preço.

É justamente por isso que preferem manter o quadro eleitoral de votantes do Flamengo limitado a pouco mais de três mil sócios. Se ampliam a votação para os sócios-torcedores - após alguns anos de carência, e faz como o Internacional, por exemplo, que contou com 60 mil sócios aptos a votar, esses grupos políticos perdem qualquer influencia na eleição. Quem ganhar, terá que gerir para a torcida, e não para seus apoios eleitorais, distribuindo suas vice-presidências para figuras que nem deveriam ter mais qualquer poder de decisão ou relevância no clube.

Será lamentável, e a nova gestão vai começar muito mal se, após um duro trabalho de reconstrução dos esportes olímpicos comandado por Marcelo Vido e Alexandre Póvoa, justamente para cobrir o rombo deixado por Patrícia Amorim e por sua então vice-presidente, Cristina Callou, estas voltarem a comandar ou indicar um nome para a pasta.

4 comentários:

Crizante disse...

Vc só errou quando falou q as duas chapas azuis se venderam. A chapa do Lomba estava limpinha e o EBM sempre manteve pessoas corretas mas Vice-presidências. Não queria justificar um erro q foi eleger o Landim.

Ninho da Nação disse...

Crizante, a do Lomba também tinham figuras nefastas como Helinho, Veloso e Oaquim. Ninguém irá saber se assumiriam ou não cargo, mas estavam apoiando sim.

Roberto Ultra disse...

Falou tudo!

Crizante Machado disse...

Ninho, Helinho teve coragem de assumir em 2003, o Oaquim sempre foi um grande conselheiro, Jânio Veloso, você de futebol da Patrícia realmente não dá para entender.