segunda-feira, 21 de maio de 2018

Entrevista: Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo

Com o fim precoce, o blog entrou em contato com Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo que, gentilmente, respondeu e avaliou a temporada do basquete Rubro Negro.

Confira:

O basquete iniciou a temporada sendo eliminado precocemente da LSA e, depois de um começo complicado, cresceu, venceu jogos importantes e se garantiu em primeiro lugar na fase de classificação na última rodada. Porém, inexplicavelmente, teve uma atuação fraca nos últimos cinco jogos da temporada (um contra o Minas e quatro contra o Mogi). Qual sua avaliação da temporada.

Evidentemente, em termos de resultados, não foi uma boa temporada. Começamos não conseguindo realizar o Campeonato Carioca, por falta absoluta de ginásios e segurança. Isso é frustrante para quem é carioca e gosta de esporte. 

Nosso objetivo principal, que era ganhar o Sul Americano para conseguirmos voltar à Liga das Américas (direito que nos foi tirado no ano anterior por conta da suspensão da CBB pela FIBA) não foi atingido, mesmo com todo o esforço que fizemos para trazer a semifinal para o Rio. A derrota para a equipe do Paraguai foi uma mancha negra nessa trajetória dos últimos seis anos.

Além disso, fica o gosto amargo da derrota na semifinal do NBB10, onde mais uma vez conseguimos ficar em primeiro na fase de classificação, com apenas três derrotas (segunda melhor campanha do Flamengo na historia dos NBB). Perder no playoff semifinal, definitivamente, não estava nos planos. Formamos um bom elenco na nossa avaliação e provemos toda a infraestrutura necessária para vencermos as duas competições.  Não podemos ficar satisfeitos, apesar de sabermos que é impossível ganhar sempre. Porém, paradoxalmente, “o Flamengo tem que ganhar sempre”. Ficar em terceiro lugar não pode ser motivo de alegria ou de aplausos. 

Olhando para o lado de fora da quadra, acredito que evoluímos. A transferência dos jogos para a Arena Carioca foi um passo ousado, não tínhamos ideia se funcionaria ou não. Podemos considerar um sucesso para o primeiro ano. Praticamos preços populares e estacionamento de graça. A torcida e o time agora possuem um palco à nossa altura. Acho que foi uma experiência muito boa como base para os próximos anos, até a nossa Arena da Gávea ficar pronta.

Me orgulho em dizer que o Flamengo hoje conta com uma infraestrutura no basquete que não fica a dever nada a nenhum clube da América Latina. Ginásio de treinamento, centro de musculação e Centro Cuidar (como todas as valências sendo cuidadas, da prevenção à recuperação). Todas as condições estão disponibilizadas para se realizar um bom trabalho, desde a formação até o alto rendimento.

Além disso, fomos ousados em conseguir trazer o Anderson Varejão, em uma negociação muito difícil. Tenho convicção que ele vai jogar muito mais na próxima temporada, afinal estava quase há um ano sem participar de partidas com regularidade. Foi uma aquisição importante, trata-se do jogador com o maior carisma do basquete brasileiro e que pode nos ajudar muito em outras ações. A repatriação dele foi muito boa para o nosso basquete em geral.

Acredito que teremos campeonatos cada vez mais competitivos. A Liga Nacional de basquete vem se consolidando, definitivamente, como uma das poucas novidades do esporte brasileiro capaz de quebrar esse modelo falido de sistema confederativo e federativo no Brasil. Estamos crescendo ano e ano, juntamente com o investimento das equipes.


Comente por gentileza, mais especificamente, sobre a série contra o Mogi. O Neto não encontrou saída para as armadilhas do Guerrinha, que imprimiu velocidade, tirou o jogo do garrafão do Flamengo, armou uma defesa forte, tirou Marquinhos.

Primeiro, temos que reconhecer que Mogi jogou muito bem. Eles haviam perdido sistematicamente do Flamengo nos últimos anos, mas nessa série foram superiores, com atuações notáveis de alguns jogadores no ataque e sendo sempre muito fortes na defesa. É necessário reconhecer o mérito do adversário.

Segundo, cada um de nós tem sua parcela de culpa nessa desclassificação. Diretoria, Comissão Técnica e elenco. Seria muito fácil culpar A, B ou C exclusivamente, não é assim que funciona em esporte coletivo na vitória ou na derrota.

 Dito isso, avalio que fomos muito mal mesmo - desde o terceiro jogo contra o Minas e nas quatro partidas contra Mogi. Meu diagnóstico geral foi que quisemos jogar da mesma forma de sempre, considerando que ganharíamos no final da série porque tínhamos um elenco mais qualificado. Enfim, não nos preparamos adequadamente o plano de jogo para aquela série contra Mogi, em meio a um excesso de confiança de todos.

Respeito a opinião de todos, mas ninguém vai me convencer que o Flamengo não tinha o melhor elenco (pelo menos em variações a serem exploradas) desse NBB. Contávamos com quatro pivôs de muito bom nível, pelos menos três alas com alto potencial ofensivo e dois bons armadores que podiam se revezar. Talvez nos faltasse um armador mais clássico. Nosso elenco propiciava à Comissão Técnica várias alternâncias táticas, possibilidade que não se via em outros times.

Na verdade, acho que tivemos certa soberba - no sentido de não acreditarmos que pudéssemos ser batidos em um playoff melhor de 5. Além disso, faltou unidade ao grupo. Todos queriam ganhar, não faltou a chamada “raça” individual, mas não conseguimos construir uma união forte enquanto grupo, como em outros anos. Faltou liderança dentro e fora da quadra para mudar o final dessa história e aí me refiro ao grupo todo, Comissão Técnica e jogadores.

A Comissão Técnica não soube aproveitar nossos pontos fortes em cada jogo do playoff semifinal, deixando de propiciar mais tempo de quadra aos jogadores que melhor se encaixavam naquele dia específico. Além disso, os jogadores não souberam sair das armadilhas criadas por Mogi. Por exemplo, o Larry Taylor começava sempre os jogos marcando o Marquinhos e não conseguimos explorar o poste baixo no mismatch de altura. Praticamente não usamos a formação com dois pivôs mais pesados. O Caio Torres (que tecnicamente é muito bom, mas estava vindo de contusão) não poderia jogar tão à vontade o tempo todo. Fomos facilmente batidos em jogadas de pick and roll.  Nos jogos 1 e 2, o Tyrone jogou completamente solto.  Com todo respeito ao Shammel, que é ótimo jogador, é inadmissível que não consigamos impedir que ele faça 40 pontos em um jogo decisivo. Não encontramos respostas nem no ataque e nem na defesa.  Não soubemos jogar contra a marcação zona, as bolas dos nossos alas e armadores não entravam, mesmo quando tínhamos boas condições de arremesso, enquanto vários chutes de três pontos do Mogi caíram sem serem contestados.

Alguns de nossos principais jogadores despencaram assustadoramente de produção entre a fase de classificação e os playoffs. Na verdade, ganhamos o jogo 3 depois de muita “lavagem de roupa suja”, mas foi muito mais “no peito e na raça” do que jogando o nosso verdadeiro basquete (o da fase de classificação). Como já havia ocorrido no terceiro jogo contra o Minas.

 Muitos atribuem a derrota a um elenco envelhecido. Permitam-me discordar. O que dizer do Mogi, cujos dois principais jogadores – Larry Taylor e Shamel – jogam 35/40 minutos em praticamente todos os jogos com 38 anos de idade cada um? Adicionalmente, Mogi, por ter jogado o Campeonato Paulista e a Liga das Américas, havia disputado 23 partidas a mais que o Flamengo na temporada, antes do início do playoff (ou seja, além de terem o elenco mais limitado em número de alternativas, eles estavam teoricamente mais desgastados). Não acho que idade tenha sido o problema de nosso elenco. Até porque tínhamos nove jogadores que rodavam o tempo todo (por critério da Comissão Técnica, os tempos de quadra eram sempre muito controlados), um jogador (Pilar) que entrava em momentos específicos e mais dois garotos (João Vítor e Mogi) que teriam total condição de contribuir com 5 – 10 minutos, se fosse preciso. O fato é que fomos muito mal mesmo taticamente e individualmente. Não nos faltou dedicação individual, mas unidade de grupo. Assim não se ganha campeonato, um ajudar o outro na dificuldade, assim como ocorreu em outros títulos nossos. Mogi nos venceu com todos os méritos.


Qual a avaliação do trabalho de José Neto à frente por seis anos do basquete. Os títulos nos quatro primeiros anos e a seca nos dois últimos.

Pegamos esse barco em 2013 com o clube em frangalhos, infelizmente. Eram meses de salários atrasados e enormes dificuldades de infraestrutura. José Neto e toda a Comissão Técnica (o auxiliar Rodrigo só viria dois anos depois) haviam sido contratados pela diretoria anterior, em uma escolha que se provou muito acertada. Conversamos muito naquela época com o time e com a Comissão Técnica para superarmos as dificuldades e a sinergia sempre foi muito positiva e crescente ao longo dos anos. Primeiro, porque o Neto é um ser humano espetacular. Segundo, porque ele e toda a Comissão Técnica (aí incluo todos os membros que permanecem no Flamengo) são revestidos de um enorme caráter. Todos são muito competentes e trabalhadores.

Se naquele dia 01/01/2013, nos fosse oferecido um contrato que garantisse 5 títulos cariocas dos 5 disputados, 4 NBBs das 6 disputadas (com o primeiro lugar na fase de classificação em cinco oportunidades; mais um terceiro e quinto lugares), 1 Liga das Américas das 4 disputadas (mais um terceiro e um quarto lugares -  três Final Fours), 1 Copa Intercontinental e 4 jogos inéditos contra equipes da NBA no Brasil e nos EUA, quem não assinaria na hora ?

Agora, há quem prefira olhar o copo meio vazio e lembrar que não ganhamos títulos relevantes nos últimos dois anos. É outra forma de analisar, que eu respeito. Até porque estamos no Flamengo e vencer sempre será uma obrigação.

O Neto já se colocou entre os técnicos mais vitoriosos da história do Flamengo. Isso não é uma opinião, trata-se de fato incontestável. Essa Comissão Técnica, em um trabalho conjunto com a diretoria, conseguiu implementar uma mentalidade vitoriosa do basquete dentro do clube, que nos levou à tantas vitórias, até a um título mundial. Reforçamos para o basquete o antigo lema de o “Orgulho da Nação”.

Mas todo ciclo, sobretudo no esporte, chega ao fim. As pessoas de fora não imaginam o tamanho do desgaste em uma temporada com o dia-a-dia de jogadores e Comissão Técnica, sobretudo em um clube como o Flamengo, onde a vitória é uma obrigação. Imaginem isso acumulado em seis temporadas seguidas! Mesmo quando se ganha, o desgaste existe, imagine quando se perde. Não acredito em grupo vitorioso onde todos pensam de forma igual. Muito pelo contrário, foram seis anos de discordâncias, feedbacks permanentes e mudanças de rota. Só assim conseguimos nos manter no topo ou ao menos perto dele.

O C.R. Flamengo só tem a agradecer ao Neto, ao Rodrigo e ao Diego Falcão quanto ao excelente trabalho e dedicação. Tenho a convicção que, no futuro, esses caminhos podem se encontrar novamente. Mas, pensando no Flamengo como instituição, era o momento correto de mudança, na nossa avaliação. Somos transitórios, o CR Flamengo está acima de todos nós.


Sobre a decisão do Neto não continuar, a escolha do próximo treinador, qual característica deseja.

Estamos avaliando com calma e trabalhando intensamente para não errarmos. Ao mesmo tempo, não queremos ser lentos no processo. O mais incrível é que, instantes depois do anúncio da saída do Neto, vários técnicos - alguns de alto nível - nos foram oferecidos por empresários. Isso mostra como o Flamengo hoje atingiu um status de destaque ao menos a nível continental.

Hoje, temos uma lista reduzida de nomes com quem queremos conversar. Primeiro, desejamos contratar não um técnico apenas, mas um “Head Coach” para nos ajudar em todo basquete do Flamengo, incluindo a formação da base (temos que voltar a formar jogadores). Um técnico que possua espírito absolutamente vencedor e que entenda que, no Flamengo, ser campeão é a meta permanente. Pode ser brasileiro ou estrangeiro, não temos preferência. Não pode ser centralizador e deve entender que as decisões fora da quadra, inclusive na formação de elenco, são tomadas em discussão com a diretoria, em um trabalho de grupo. Dentro da quadra, ele terá 100% de autonomia e suporte da diretoria. A escolha vai depender também do timing de cada alternativa.


Sobre o elenco. Que conta apenas com Varejão e João Vitor já garantidos. Quais os planos? Rejuvenescer? O que sonha a direção.

Acho que a grande novidade dessa temporada, independente se será o time campeão ou não, foi o Paulistano e sua equipe muito jovem, flexível e com muita saúde. Temos que entender esses sinais e tendências. Inclusive em relação à questão salarial, equipes como o Paulistano e, em menor escala, Caxias, quebram alguns parâmetros pré-estabelecidos.

O ideal é formar uma equipe equilibrada mesclando jogadores mais experientes e mais jovens. Precisamos de mais força. Sempre mudamos a equipe ano a ano, sendo campeões ou não. Somente três atletas – Marquinhos, Marcelinho e Olivinha – ficaram conosco nos últimos seis anos. Novamente, essas decisões são tomadas em conjunto entre comissão técnica e diretoria. Já estamos mapeando os atletas com queremos conversar, mas certamente a chegada da próxima comissão técnica será importante para maiores definições. A reformulação do elenco nesse ano tende a ser mais profunda do que em outras temporadas.

A torcida pode ficar tranquila que o Flamengo continuará forte e competitivo como nos últimos anos e irá buscar todos os títulos possíveis.


Comente sobre a dificuldade do Flamengo em encontrar um armador desde a saída do Laprovittola, após Luz, Fischer e Cubillan passarem e não agradarem. 

Acredito que essa pergunta sempre é feita porque o Nico, pelo talento que possui e por tudo que jogou no Flamengo, ganhando todos os títulos possíveis, deixou uma referência difícil de ser batida. A posição de armador também traz muito protagonismo por natureza.

O Rafael Luz foi campeão do NBB8, mas preferimos trazer o Ricardo Fisher na temporada seguinte, porque ele era considerado naquele momento o melhor armador em atividade no Brasil, pelo menos antes de sua contusão. Como sempre fazemos, ganhando ou perdendo, a intenção era melhorar o elenco. Infelizmente, ele teve uma temporada muito difícil de retorno dessa contusão, não foi bem no Flamengo e se transferiu para a Espanha. Nessa temporada, trouxemos o David Cubillan, que fez uma excelente fase da classificação, mas caiu de produção junto com toda a equipe nos playoffs.

Mas vejam, estamos falando de um armador de seleção argentina, dois armadores de seleção brasileira e um armador de seleção venezuelana, todos com experiência até olímpica. Fora o Artur Pecos, que foi convocado recentemente para a seleção brasileira algumas vezes com o técnico Petrovic. Será que erramos tanto nessas escolhas? Pensamos sempre grande, mas às vezes a teoria não se concretiza na prática. Jogar com a camisa do Flamengo, com todo respeito às outras equipes, é complicado mesmo. Vamos continuar buscando na próxima temporada não somente o melhor armador, mas todas as peças para compor um elenco forte, capaz de vencer tudo o que disputar.

Para encerrar, garanto a vocês que, em breve, divulgaremos uma notícia que encherá de orgulho novamente a nossa torcida e mostrará como o C.R. Flamengo, apesar dessa temporada difícil em termos de títulos, continua sendo a referência principal do basquete brasileiro.

16 comentários:

Felipe Godinho disse...

Pelo jeito só a comissão técnica não enxergou seus erros na série contra o Mogi.

Joanilson Silva disse...

Senhor Deus!!!! Q entrevista PERFEITA, estão de parabens!!!!

Será q não existe 1 SER HUMANO no resto da TERRA pelo menos parecido com o Povóa para capitanear o DP de Futebol do Flamengo?!!!!!!

Uma analise fria e honesta, elogiou o proprio trabalho e tbm reconheceu os erros, enquanto alguns so usam os acertos como escudo e nunca erram e dizem q um dia vai dar certo o Povoa trabalha realmente para dar certo.

Roberto Ultra disse...

Alexandre Póvoa é muito bom!

Bela entrevista! Só queria saber mais sobre a arena "Mcfla", alguma novidade?

Fiquei ansioso pela noticia q ele vai divulgar "em breve".

Marcel Pereira disse...

Repetindo minhas sugestões de treinador com coloquei no outro posto: Ruben Magnano, Paco Garcia ou Pep Claros.
Para os três estrangeiros, um brainstorm: Maxi Stanic, experiente armador argentino ex Palmeiras é líder em assistências da última Liga Argentina. O ala pivô Eric Dawson, do modesto Comunicaciones da Argentina, liderou as estatísticas de rebotes e eficiência na temporada. O povo cubano Justin Ferrer, alto e rápido para o padrão de um cara tão grande, não del espaço para Joel Anthony no San Lorenzo.
Dentro do perfil jovem que o Póvoa bem colocou... Manter Pecos sem dúvida, buscar Gui Deodato no Vasco, Davi do Basquete Cearense, Coelho que estava no França... Seriam algumas opções para entrar em leilão com os times paulistas pelo Lucas Dias...
Enfim, apenas sugestões para pensar...

Cadu Rollo disse...

Essa última frase do Póvoa deve ser sobre a o jogo contra o Orlando Magic que o Flamengo fará na próxima pré-temporada.

De resto, excelente entrevista como sempre. O Póvoa realmente é um cara muito bom.

A mudança na comissão técnica e a reformulação no elenco dão um ânimo para pensar a próxima temporada.

Vamos confiar que na próxima temporada voltaremos a ser o time campeão de tudo.

Barreto disse...

Marcel


As suas sugestões são boas em quase a sua totalidade. Acho que um armador estilo Stanic ideal porque faz o time jogar e pode alternar a cadência do jogo, características estas que estiveram ausentes nesta temporada. Todavia, Stanic já tem 39 anos, será que vale a pena ?
Será mesmo que Gui Deodato é jogador para o Flamengo? Respeito a sua opinião mas acho que ele é apenas um jogador razoável. O Flamengo não pode se contentar com jogadores razoáveis.
SRN

Renato Lopes disse...

Excelente entrevista, mas é uma pena termos que garimpar esse tipo de notícia que só encontramos na internet, parabéns pelo trabalho.

Marcel Pereira disse...

Barreto

Todas as sugestões de jovens que dei seriam para contribuir na rotação, não para ser titulares. Os tiros recentes com Humberto e Mogi deram totalmente errado. Esses nomes que citei acho que tem mais chance d dar certo, mas claro que tem risco, são jogadores em formação...
Não sabia que o Stanic já está com 39... Com certeza é para ser considerado este risco tb então... Tem nomes com grande potencial mais jovens...

SRN

Gustavo Pereira disse...

Nosso basquete é tocado por pessoas do mais alto nível. Alexandre Póvoa é o mais preparado da atual diretoria para ser presidente do Flamengo. Muito acima de Rodolfo Landim e Rodrigo Dunshee de Abranches e Marcelo Vargas, os candidatos que já se colocaram.

Marcel Pereira disse...

Barreto

Fiquei pensando no que vc falou, e vc tem toda razão, para trazer jovem, tem que ser os top, chegando em condições reais de brigar par ser titular. Os melhores hoje são Jimmy, Leo Meindl e Lucas Dias. Não precisa os três, mas da para investir pesado em dois destes três...

Do atual elenco manteria apenas Pecos, Marquinhos e Varejão. Nem Olivinha... Renovação...

Fuchicando estrangeiros na liga mexicana... Apenas para pensar e ajudar a não me aparecerem com um MJ Rhett de novo...
Assistências: Jerome Anderson fez 7 por jogo e Michael Perez fez 6 por jogo. São números promissores numa liga com nível de competitividade alto a nível Liga das Américas.
Eugene Phelps com 21 pontos e 9 rebotes por jogo... Media quase duplo-duplo.
Com 10 rebotes por jogo: Chris Massie e José Lloreda.
Cestinhas: Travis Gabbidon com 24 pontos por jogo e Brent Jackson com 21 pra por jogo. Detalhe: os dois do mesmo time, que deve ser fraquíssimo é só os dois jogam... Mas a mão dos dois é calibrada.

Barreto disse...

Marcel

Não conheço grande parte dos jogadores americanos, mencionados por você, que atuam na liga mexicana, mas tenho informações muito positivas sobre Brent Jackson ( 24 anos- posição 2) do qual apenas conheço o que vi em alguns videos. Parece um jogador muito bom nas infiltrações e com um tiro de 3 pontos poderoso. Mas estas impressões baseadas em informções e vídeos podem não corresponder ao desempenho real do jogador. Com a saída do Marcelo, acho que com a saída do Marcelo e a possível dispensa do Ramon e do Cubillan, o Flamengo pode trazer um jogador estrangeiro para realmente fazer a diferença por aqui e completar o elenco com bons jogadores jovens brasileiros que não são poucos. Na sua lista de jovens incluiria o Jonathan. Também não renovaria com o Olivinha, mas tenho dúvidas em relação ao JP.

Marcel Pereira disse...

Barreto

Eu não conheço nenhum deles. Mas na América Latina, ligas para confiar é Brasil, Argentina, Porto Rico e México. Um cara com boas estatísticas em qlqer uma destas, é bom o suficiente para ser top no Brasil. Daí tem que correr atrás de outras referências... Equilíbrio emocional, desempenho em momentos decisivos, se é de grupo... Aí tem uma galera lá dentro recebendo e ganhando a vida para descobrir... Eu só consigo dedicar tempo para dar palpites baseados nas estatísticas :)

SRN

Roberto Ultra disse...

Talvez seja uma opinião polemica, mas ainda acredito no Lucas Mariano! Esquecido no vasco....

Anônimo disse...

Paulo Jr.
Bom, em primeiro lugar, parabéns ao André, excelente entrevista! Você consegue extrair boas e exclusivas informações sempre!
Concordo com boa parte do que foi dito aqui em cima. Não acho que o elenco era ruim ou que faltou planejamento, não ganhamos, precisamos renovar, mas as contratações foram, no papel, excelentes. Na prática, não renderam tudo o que poderiam.

Quanto ao elenco, fico um pouco apreensivo com essa renovação. Parece que JP Batista e Marquinhos estão recebendo propostas tentadoras de Franca. Eu renovaria com ambos. JP não é mais um garoto e tem dificuldades na defesa, mas ainda é o melhor pivô ofensivo jogando no Brasil. Varejão não aguenta mais muitos minutos nem muitos jogos, e daqui de fora não sabemos o suficiente sobre o João Vitor. Deixar JP ir seria perder um excelente jogador e reforçar o adversário.

Eu manteria Pecos, Marquinhos, Olivinha (ano passado ele jogou muito, ele ainda pode contribuir muito vindo do banco), JP Batista e Varejão e João Vitor, ambos com contrato.

Sobre os nomes falados pelo Marcel, Davi Rossetto é um bom jogador, mas não acho que dá pra ser o principal armador do Flamengo, e para reserva ficaria com o Pecos. O Stanic não conta, quando jogou aqui pelo Minas, há alguns anos atrás, já dava sinais de cansaço. Ele tem 39 anos e lembro que era bem baixinho, perto de 1,75cm, então sofreria muito na defesa.

Quando ao Gui Deodato, concordo que ele não é um grande jogador, Barreto, mas acho válido como uma possibilidade de bom defensor reserva para as posições 2 e 3.

Dos nomes gringos, Ferrer é bom pivô, mas acho dificílimo, o Lloreda foi um fantástico jogador, mas hoje é quase um Marcelinho Machado. Os demais não conheço. Acho inclusive que devido à instabilidade do dólar e às entrelinhas da entrevista do Póvoa, não vamos contratar grandes figurões, o que é um problema, dada a carência de bons jogadores brasileiros nas posições 1 e 2.

Para a armação, não vejo nenhum substituto brasileiro 100% seguro. Fischer não joga bem há 2 temporadas e meia, e Huertas e Scott Machado são difíceis de trazer. Os demais (Davi Rossetto, Coelho) são bons jogadores, mas não para serem donos da armação do Flamengo.

Para escolta, o mesmo problema. Benite é sonho, mas não vem. Restam como opções: a) Convencer Leandrinho a mudar de time e permanecer no brasil: Leandrinho foi um grande jogador, mas está na descendente física e tecnicamente; b) trazer Deryk - É um bom jogador, mas sinceramente seria para a rotação.

Existe ainda outra opção interessante: c) Tentar mais uma vez convencer Alex Garcia a vir para o lado certo - Acho que se ele voltar bem da contusão, se encaixaria perfeitamente, desde que defenda como sempre e pare de tentar arremessar de 3 e infiltre mais.

Tirando essas opções, temos que preencher a 1 e a 2 com gringos.

Marcel Pereira disse...

Para mim o grande problema do JP é a displicência em momento a decisivos. Eu não renovaria.
Concordo com quem citou Lucas Mariano. Tá em baixa, mas tem muito potencial.
A grande questão de fazer a renovação, é que será necessário conseguir umas três ou quatro contratações consideradas difíceis. Algumas são muito difíceis, outras pouco difíceis.
Considero que tem que trazer dois americanos diferenciados, coisa que Jason Robinson, Hakeem Rollins e MJ Rhett não são. Ou sobe o nível, ou nem trás. A pergunta é: quer ter nível de poder ganhar Liga das Américas ou não? Se quiser, tem que trazer pelo menos dois diferenciados.
Voltando ao mercado nacional. Gosto da atitude do Coelho, além de ter uma técnica boa. Ele e o Pecos juntos, com um armador experiente junto deles.
Sobre a cotação ao Alex Garcia, temos que apostar no "novo Alex"... Jimmy seria o cara. Melhor defensor do Brasil.
Acho válido um esforço financeiro para manter o Marquinhos. Cubram o que França tiver oferecendo.
Leo Meindl tb é muito difícil, mas se quiser fazer uma renovação top, tem que ser ousado, dentro da limitação de orçamento.
Agora... Parece que Demétrius vai ser anunciado amanhã como novo treinador. Resta saber o que está na cabeça dele...
Dos gringos que listei, era mais uma provocação... Concordo que Stanic e Lloreda ja estão muito veteranos e não podem ser considerados.
Revisitando as estatísticas... Os números do Phelps, que joga no México, são bem interessantes. Um outro americano, seja na ARG ou no MEX, que tenha números de mais de 20pts por jogo... São poucas opções, todas envolvem alguma ousadia... Tem que fazer conta e ver o que cabe no orçamento e o que não cabe... No Brasil, só o SESI hoje tem capacidade de investimento para ameaçar o Flamengo. Mas não se esqueçam que o Corinthians está chegando...

Tadeu disse...

Acho deveríamos manter uma base com:Pecos,Marquinhos,Varejão e talvez JP.
Temos que trazer 3 jogadores diferenciados se quisermos subir o nivel