quinta-feira, 14 de setembro de 2017

As duras palavras de um diagnóstico certeiro de Reinaldo Rueda


Discutir se Éverton Ribeiro e Diego podem jogar juntos é irrelevante, neste momento. Mais cedo ou mais tarde, ou depois do dia 27 de setembro, a dupla vai atuar.

Problema do Flamengo hoje não é de escalação ou elenco. E quem colocou o dedo na ferida foi Reinaldo Rueda, na coletiva após o pavoroso empate sem gols contra a Chapecoense, pelas partida de ida das oitavas de final da Sul-Americana.

Bastou um mês, e alguns jogos, para o treinador colombiano identificar um problema crônico e recorrente desse time:

"Partidas internacionais, às vezes não se joga, se compete. E o Flamengo tem que diagnosticar isso. Nos falta muito. Essas partidas de Sul-Americana, às vezes são para guerrear, e o Fla quer jogar bonito sempre"

Dificilmente um treinador brasileiro, com pouco tempo de contratação, exporia de forma tão precisa a sonolência em que vive o Flamengo. Iria preferir exaltar o empate no primeiro jogo e a chance de decidir em casa a classificação.

Nenhum dirigente, pelo menos externamente, chegou perto desse nível de comentário. São palavras fortes diante da postura indolente de um time que nunca foi devidamente cobrado, mesmo após eliminações vergonhosas.

Reinaldo Rueda deve ter ficado assustado com a passividade desses jogadores, após anos treinando um time que se entregava em campo.

Agora é acompanhar a repercussão interna, e o que vão fazer para dar respaldo ao treinador.



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O Rubro Negro vem ladeira abaixo desde a eliminação contra o Paraná pela Primeira Liga.

Estamos às vésperas do jogo que pode dar ao clube um título nacional, e o time vem jogando de forma arrastada, desmotivada, sem inteligência e com problemas ofensivos sérios.

Novamente o Flamengo depende do brilho individual de um jogador. Se não fosse o Berrío fazer aquela mágica contra o Botafogo, dificilmente o Rubro Negro estaria na decisão da Copa do Brasil.

Contra o Cruzeiro, o gol do Paquetá saiu à fórceps. Já são dois jogos seguidos sem saber o que fazer no ataque, sem criar, sem oferecer perigo. 

Agora serão três jogos no Rio antes de Belo Horizonte: Sport, Chapecoense (Sul-Americana) e Avaí. Duas semanas até o decisivo segundo jogo da final da Copa do Brasil.

5 comentários:

Caio Badaró disse...

Enquanto não houver cobrança, o time jogará como se a derrota fosse um resultado sempre possível (afinal, não dá pra vencer sempre - dirá algum jogador).

O time não vibra, não morde, não se joga na bola, não briga por espaços... Time apático (afinal, perder também faz parte do jogo - dirá algum jogador).

O problema vem de cima... A começar pelo presidente que tem jogadores "protegidos". E os jogadores "protegidos", por sua vez, possuem também os seus companheiros protegidos.

Sem contar a quantidade de jogadores sem perfil vencedor no elenco. Alguém consegue imaginar Rodinei, Arão, Rafael Vaz, Marcio Araújo, Gabriel, Matheus Sávio, Muralha e cia levantando taça de um grande campeonato?

O elenco do Flamengo tem boas peças, mas tem uma quantidade enorme de jogadores medíocres e, pior, com histórico e perfil de perdedor (nunca ganharam nada!).

Mas a diretoria acha tudo normal... Afinal, perder faz parte do jogo... O importante é competir!

martins disse...

Depois do que escreveu Caio Badaró, estou sem palavras. Faço das sua palavras caio, as minhas.👏👏👏👏

Marcel Pereira disse...

André,

Eu concordo mas não com tudo.

Em muitos momentos está faltando atitude sim. Espírito guerreiro como colocou o Rueda.

Mas não é por falta de raça que o time não está ganhando, é por falta de qualidade mesmo. O Diego por exemplo tem se jogado no chão, dado carrinho, mostrado raça, mas ontem por exemplo teve uma atuação sofrível.

O Berrío agrega Zero ao time! Pode ter algumas virtudes mas nunca pode ser titular inquestionável como o Rueda está querendo... Outra atuação pavorosa ontem...

O Guerrero pode ter muita técnica, mas não dá para um 9 concluir tão pouco a gol como ele. Ele ao invés de se desmarcar, procura os zagueiros... Bota então outra referência de área para jogar junto com ele e sai desta coisa de só jogar com pontas abertos...

Também não dá para o Rueda ter os momentos de Zé Ricardo dele e só colocar o Everton Ribeiro em campo aos 42 do 2o tempo...

Unknown disse...

Concordo.
Berrio não merece vestir o manto sagrado.
Everton não pode ficar no Banco e entrar aos 42 do segundo tempo.
Vinícius Júnior uma negação.

Julio Martins disse...

O cara que comanda o Futebol Profissional tem que ser preparado, tem que ter experiência, atitude, firmeza, saber lidar com o grupo, saber escolher os profissionais, buscar EFICIÊNCIA, ver o que funciona, fazer mudanças, saber cobrar, elogiar.

Eduardo Bandeira de Mello comandando um setor esportivo competitivo é uma piada Cósmica.

Se a Diretoria e o Conselho Deliberativo estão satisfeitos com os sucessivos fracassos, erros, burrices que se repetem, então o melhor é esperar. Até rezar.

Bom, sobre o elenco:

Réver campeão da Libertadores com o Atlético-MG;
Diego bicampeão Brasileiro com o Santos;
Éverton Ribeiro bicampeão Brasileiro com o Cruzeiro;
Berrío campeão da Libertadores com o Atlético Nacional;
Guerrero campeão da Libertadores e Mundial de Clubes com o Corínthians;
Rueda teinador multicampeão, campeão da Libertadores!!!

Tem vários outros jogadores campeões de Libertadores e Brasileiro no elenco como Pará pelo Santos e Éverton pelo Flamengo, mas jogando poucos jogos.

Daí temos uma bela base para uma equipe campeã.

Todos esses jogadores têm caráter e profissionalismo comprovados.

O Flamengo tem salários em dia e estrutura.

E quem está no comando desse elenco após R$ 700 milhões de investimentos?

Tio EBM, que não manda nada, não cobra, não faz nada, nada entende.

Eu acho que sou a centésima pessoa a dizer aqui nesse Blog a mesma coisa.

Ou profissionaliza o futebol do Flamengo, tirando todos os parasitas "rubro negros" e seus coleguinhas "idem", ou vamos continuar vendo jogadores sendo campeões nos outros times e vindo para cá para passar o tempo.

Gostaria de lembrar aos ilustres apenas um fato:

Ronaldinho Gaúcho, após sucesso na carreira, no Flamengo, foi o "REI DA NOITE".

Ronaldinho gaúcho saiu do Flamengo e no Atlético-MG ganhou a Libertadores.

Não é ditadura. É profissionalismo.

Que a diretoria e o Conselho respeitem o Futebol do Flamengo e tenha fim essa BABAQUICE de gente que chega num setor sem ter competência e se agarra a ele.