quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A expectativa para Flamengo x Botafogo de hoje, segundo jogo da semifinal da Copa do Brasil


No primeiro jogo da final, com apenas três dias de Gávea, e diante de toda perspectiva de um Botafogo superior taticamente, Reinaldo Rueda conseguiu anular a principal arma do adversário: o contra-ataque e por pouco não saiu com a vitória.

O Flamengo manifestou dentro de campo algumas execuções da filosofia do seu novo treinador. Os laterais apoiando menos e compondo a linha defensiva, volantes técnicos que contribuem para uma saída de bola mais rápida e qualificada e uma tentativa de jogo com pouca bola na área e mais passe vertical.

Confesso que esperava mais da equipe do Botafogo, que não conseguiu executar seu futebol e provou do próprio veneno. Entretanto, era apenas o primeiro jogo, e o histórico de Jair Ventura tem sido bastante proveitoso em mata-mata.

O que será que o treinador alvinegro vai arrumar para o jogo de hoje? Vai tentar subir a marcação e tentar arrancar um gol logo no começo, final, tem a vantagem de se classificar em qualquer empate com gols? Ou vai jogar, novamente, por uma bola, sofrendo e esperando a oportunidade de um contra-ataque?

Não acredito em um Botafogo fugindo de suas características. Porém, pode ser que tente surpreender logo no começo, como conseguiu contra o Nacional do Uruguai, quando fez 2 x 0 com 10 minutos e matou o jogo aí.

Esse segundo jogo está mais moldável para o Botafogo. Se o Rubro Negro fizer um gol, o alvinegro só vai precisar de um. Já se o clube de General Severiano fizer um, o clube da Gávea precisará de dois gols.

Uma boa hipótese, será abrir o placar rapidamente, o que forçará o time de Jair Pereira a fugir do que vinha executando, ficando exposto na defesa. Entretanto, a torcida terá que ter paciência se o gol demorar a sair.

Para o Flamengo só resta a vitória, e aí terá que ser eficiente no ataque.

Dificilmente Guerrero poderá jogar, aí entra a missão de Diego, que não vem conseguindo ser o jogador decisivo de vinha sendo. Hoje ele precisa ser o craque, ser quem chama a responsabilidade e decide.

Sem Renê, aposto em Pará pela esquerda. Aproveitaria a boa fase do Vinicius Jr e o colocaria de titular com o Berrío, colocando Éverton no banco.

A dúvida fica no ataque, o peruano ainda será avaliado no vestiário. Pela raça e vontade que vinha jogando, se tiver um mínimo de condições, vai pro jogo. Caso contrário, manteria Paquetá no ataque pois, mesmo improvisado, jogou melhor do que Vizeu.

Um comentário:

eduardo leao salles disse...

André
Everton no banco é, penso eu, o que não vai nem pode acontecer .
Sem o nome de muitos é, talvez, o mais importante jogador do time, além de ter uma garra verdadeiramente rubro-negra.