sexta-feira, 15 de maio de 2015

NBB 2014/2015 - 3º jogo da semifinal: Flamengo 76 x 67 Limeira - MENGÃO NA FINAL


O Flamengo varreu Limeira e fechou a série semifinal por 3 x 0 ao vencer o time paulista por 76 x 67, com uma linda festa da Nação Rubro Negra no Tijuca lotado.

E quem foi o jogador decisivo para a vitória? O incrível Marcelinho Machado no auge dos seus 40 anos, que comandou a virada no quarto final quando anotou 11 pontos e matou três bolas de três.

O cestinha da partida foi o pivô Meyinsse com 17 pontos, 5 rebotes e dois tocos alucinantes no período inicial.

É a terceira final seguida de NBB e a quinta em sete temporadas. E agora espera o vencedor de Mogi 1 x 1 Bauru.

Com a vaga na final a equipe já está classificada para a Liga das Américas do ano que vem.

E essa varrida tem um sabor especial, pois vingamos, dentro de quadra, o dono do Limeira e também presidente da Liga Nacional de Basquete, que nos puniu com W.O. Os bastidores dessa temporada estão sendo inacreditáveis (já soube de algumas) e, se Deus quiser, a quinta carta aberta do Alexandre Póvoa promete ser espetacular.


O JOGO

A partida começou complicada pro Flamengo. Marquinhos fez duas faltas e teve que ir pro banco para a entrada de Herrmann. Nezinho, que esteve apagado até então na série, matou buas bolas de três e fez Limeira abrir 14 x 8.

Com uma cesta de três de Benite e ótima atuação de Olivinha, a equipe Rubro Negra reagiu com uma sequência de 9 x 0 e virou o placar: 17 x 14. A partida seguia equilibrada e o período inicial terminou em 21 x 21.

Sem Marquinhos e com o time reserva praticamente o segundo quarto inteiro, Limeira se aproveitava da baixa ofensividade do Flamengo e das falhas da troca de marcação de Gegê e Herrmann para abrir frente com jogadas individuais de David Jackson e fechar o primeiro tempo em 40 x 35

Com uma sequência de quatro pontos, Limeira voltou melhor do vestiário e abriu sua maior vantagem: 44 x 35. Na base da raça o Flamengo tentava voltar pro jogo: Herrmann matou de três e a diferença caiu para quatro pontos: 46 x 42. Meyinsse ainda segurava o garrafão e a diferença no placar: 48 x 44.

Porém a equipe paulista seguia melhor e graças a uma cesta de Olivinha no segundos finais que a diferença não foi maior: 60 x 54.

O quarto final não teve Marquinhos e nem Laprovittola, quem colocou a bola em baixo do braço e resolveu foi Marcelinho Machado. Com sua primeira bola de três cortou a diferença: 64 x 63. O maior jogador da história do Flamengo recuperou a bola e deu linda assistência para Felício finalmente colocar o Rubro Negro na frente: 65 x 64.

Marcelinho matou sua segunda bola de três e ampliou a diferença: 68 x 64, forçando o treinador paulista a pedir tempo.

Com o placar apontando 70 x 67, Marcelinho matou sua terceira bola de três, marcou 73 x 67 no placar para varrer Limeira e fechar a grande vitória em 76 x 67.

O quarto final terminou 22 x 07. Novamente o Flamengo foi brilhante na hora da decisão nessa série semifinal. No primeiro jogo venceu o último período por por 29 x 19 (Limeira pontuou só depois de seis minutos) e 32 x 24 no quarto decisivo na segunda partida.  

23 comentários:

Anônimo disse...

Flamengo é favoritíssimo contra qualquer que seja seu adversário na final. Jogando com firmeza, consistência e espírito coletivo como jogou desde a última derrota - nas quartas - reencontrou a gana, a concentração e, sobretudo, a confiança (tão fundamental nos momentos decisivos)!

Agora, com uma série disputadíssima e amarrada como está a outra semifinal, testa descansar, recuperar e manter o entrosamento. Com a capacidade de decisão que esse time tem, quem vier vai precisar mostrar MUITO basquete contra a gente!

Dá-lhe, Mengão!
Seremos campeões!

Abs,
Gomide.

Gustavo disse...

Na verdade, temos que bater palmas para quem dirige - diretoria, comissão técnica - e quem joga - jogadores. O basquete do Flamengo ganhou e/ou chegou perto de ganhar tudo que disputou nas últimas 3 temporadas. Ontem, os caras evoluíram muito na apresentação dos jogadores, estão aprendendo com a NBA a fazer o espetáculo fora da quadra. O que, com o protagonismo de nossa torcida, torna-se muito mais fácil. O Flamengo sempre teve um basquete forte, mas essa diretoria e esse grupo souberam transformá-lo definitivamente não só em algo sustentável financeiramente, mas em um verdadeiro Orgulho da Nação. Aquela lição de disciplina que a direção impôs ao Marcelinho fez parte de cada cesta de três que ele fez ontem. Tenho certeza que o vôlei ira em breve pelo mesmo caminho. Quem dera que nossos dirigentes de futebol, nosso técnico Luxemburgo e os jogadores tivessem a metade da competência e da doação que vemos no basquete. Ganharíamos tudo e voltaríamos aos bons tempos.

Crizante Machado disse...

Flamengo na final de NBB e Sport na final da liga Ouro ( segunda divisão do basquete), o filme de 1987 se repete, o Flamengo vai ser tetra campeão de novo e o Sport vai reenvidicar o titulo, vai jogar liga das Americas o ano que vem, tudo vai ser repetir.

Jose Carlos disse...

A final da Liga Ouro já passou. Caxias do Sul fechou a série em 3 a 1 e foi campeão e com vaga garantida no NBB 2016. Ao Sport só resta conseguir vaga via convite ou jogar de novo a Liga Ouro

Joanilson Silva disse...

Bom jogo, sempre a experiencia do time e a qualidade do elenco prevalecendo.

Consegui me irritar bastante com aquela troca de marcação com o Gege, precisamos melhorar essa troca, ser agil, o Bauru tem muitos Pivo e com o bom desempenho de bola de três essa troca pode acabar decidindo os jogos.

Outra jogada q me incomoda muito é aquela de costa do Olivinha, td bem q ele acerta, mas num momento super decisivo da partida ele sozinho fazer graça e erra não é aceitavel.

Todos estão de parabens e a proxima temporada parece q será mais dificil q essa, vamos tentar reforçar ainda mais esse elenco.

E nossa Base, não temos um unico jogador q possa pelo menos entrar, vi varios jogos de outros times contra o Mengão e jogadores da base deles entrando e fazendo a diferença, queria pelo menos 1 (não vale Gege e Felicio, pois ja chegaram prontos) q se não fosse brilhante q pelo menos conseguisse marcar e pontuar.

Antônio Neto disse...

Gustavo a realidade do Futebol e o do Basquete são bastante diferentes, um trabalha com sétimo ou oitavo maior orçamento e o outro com o primeiro ou segundo, ambos acertam e erram, mas não vejo como comparar, o Futebol é outro mundo, principalmente aqui no Brasil, imagina o difícil que é pagar as contas e fazer tudo certinho e ao mesmo tempo competir com times que gastam só com a folha de futebol próximo ou até mais que o faturamente total do clube ( Atlético MG chega a 106%), ainda tem cerros clubes com 6 ou 7 meses de direitos de imagem atrasado e continua tudo normal, não existe esse negócio de responsabilidade ou fairplay, na Inglaterra teríamos 18 de 20 clubes rebaixados, mas aqui infelizmente não é assim.

Sobre competência e doação, tenho certeza que é a mesma tanto no futebol ou basquete, os dois possuem ótimos profissionaia, mas a diferenda tá na qualidade de elenco que cada um pode armar.

Na minha opinião o que dá para dizer talvez é que o Futebol poderia fazer algo melhor com o orçamento que possui e o Basquete deveria se profissionalizar criando uma estrutura parecida com a do futebol.



Gustavo disse...

Caro Antônio, respeito a sua opinião. Mas sendo esportes coletivos que possuem seus respectivos orçamentos e campeonatos, obviamente são coisas comparáveis. O basquete do Flamengo hoje é sinônimo de sucesso, de um um Flamengo vitorioso, de orgulho. O futebol não passa nem perto disso. Isso não tem haver somente qualidade do elenco (lembrando que a escolha do mesmo faz parte da função dos dirigentes). Tem haver com comprometimento, organização, competência respeito à torcida. E se um grupo faz isso há 3 anos pelo menos, merece ser aplaudido. Essa história de dizer que "futebol é diferente, os outros esportes são menos complexos" é o que destrói o nosso futebol. Pergunto a você> Se um ídolo do futebol tivesse cometido uma indisciplina como a do Marcelinho, seria punido ? Duvido. A falta de cobrança, ninguém tem coragem de chegar no Luxemburgo e dizer que com o elenco que tem, está fazendo um trabalho ruim. E fica todo mundo falando de Robinho, Montillo, Diego (cada um ganhando 1 milhão) , como se isso fosse a solução simples. Aplausos sim para a filosofia do basquete do Flamengo (conhecimento do esporte de seus dirigentes) e que o futebol pegue esse bom exemplo dentro do clube para mudar o seu destino. Um grande abraço , Gustavo

Lucas Dantas disse...

Crizante Machado, como o Ixpó voi vice da Liga Ouro, certamente vão querer participar da Liga das Américas do ano que vem.

Anônimo disse...

Não tem como comparar futebol com basquete meu camarada! Olha a folha de um time de basquete e olha a folha do futebol! A diretoria está no caminho certo! Vamos parar de bobeira com contratação de craque com vencimentos de r$ 800 mil por mês! Prefiro não ganhar nada por três a cinco anos, mas pelo menos teremos dignidade e respeito! Jogadores querendo vestir o manto, sabendo que o mês tem 30 dias. Referência! Agora o basquete, está no caminho certo! Cada um na sua linha! O torcedor tem que parar de fanatismo e viver a realidade das coisas!

Lucas Dantas disse...

Concordo em gênero, número e grau com o que disse o amigo Gustavo. Esta muleta de que futebol é diferente, de que no Brasil é complicado, e blá blá blá já deu. Esta combinação que dá certo no basquete (dirigentes competentes e que entendem da modalidade + bons mapeadores de mercado + comissão técnica ciente da hierarquia + jogadores comprometidos) pode e deve ser implementada no futebol. Até acho que falta no CRF uma maior integração entre os técnicos das diferentes modalidades, atletas e dirigentes. Seria saudável reuniões e seminários entre eles.

Antônio Neto disse...

Gustavo, não é questão de complexidade, planejamento e competência é preciso em qualquer esporte coletivo, acho apenas o futebol brasileiro sim muito mais competitivo do que o basquete brasileiro por todas essas condições que falei, além do mais no futebol temos muito mais marcas pesadas, sinceramente não vejo comparação. O Basquete pelo orçamento que tem e a baixa competividade deve brigar por titulos sempre, já no futebol a história é outra, com todas as dificuldades que eu citei no post anterior, eu espero apenas um time competitivo para quem sabe
chegar ao g4.

Repito, não acho que falte compromisso e respeito, se o Ronaldinho tivesse hoje no Flamengo tenho certeza que não seria aquela algazarra da gestão anterior, muito provavelmente os dirigentes teriam sustentado o Luxa e não o jogador.

Outra coisa é críticar algo em relação ao planejamento, eu por exemplo acho que erraram na formatação do elenco, temos um meio de campo com poucas variáveis e laterais que passam pouca segurança. Também me desagrada o trabalho de Luxemburgo, apesar que não o demitiria agora e daria pelo menos uma temporada completa para avaliar o desempenho.

E assim como no futebol também penso que erramos em algumas coisa no basquete, poderíamos ter feito um elenco mais equilibrado, já falei em outros posts também que tenho sérias restrições ao trabalho do José Neto, entre outras coisas. Continuo a pensar que o Flamengo deixou a desejar por boa parte da temporada, foi irregular demais e não chegou forte o bastante para ganhar a LDA, um título agora do NBB seria a salvação de um temporada que não "pintava" nada bem.

Enfim, acho que os dois erraram, mas as dificuldades são bem diferentes e a margem de erro permitido no Futebol é muito menor, por isso é preciso analisar em perspectivas e contextos diferentes

Anônimo disse...

Realmente no futebol não tem como comparar com basquete! Quer dizer que a repercussão que sai na mídia referente ao basquete do flamengo é igual ao futebol?? Acho que os meios de comunicação que eu leio como globoesporte.com e ect... Sejam diferentes, pois MM pode ser punido mil vezes e não vai ter a mesma dimensão que punir um luiz Antônio por indisciplina! Não venha comparar futebol com basquete, pois é injusto

Gustavo disse...

Enquanto vocês continuam achando que o futebol é diferente, mais um gol da Alemanha.

Evidentemente que não há comparação entre tamanho de orçamento ou repercussão em mídia. Agora, me parece que há incompreensão do que seja esporte coletivo: Não há similaridade no processo de formação de elenco, direção, administração de egos, plano tático / técnico / físico entre futebol e outros esportes coletivos.

Por exemplo, alguém discorda que o Bernardinho seja o melhor técnico disparado de esportes coletivos no Brasil ? Não porque ganhou tudo, mas pelo grau de profissionalismo e competência que atingiu. Realmente não tem comparação: Com quem ? Felipão? Dunga ?

Enquanto vocês comparam e tomamos mais um gol da Alemanha.

Eu continuo aplaudindo de pé o basquete do Flamengo. Já temos uma administração exemplar no clube e sonho para que o padrão da administração esportiva seja espelhada no basquete - o futebol está muito longe disso. Não precisa ganhar tudo como o basquete faz há três anos. Basta ter o mesmo padrão de seriedade, competência e comprometimento e COBRANÇA. Abs e obrigado pelo bom debate.

Antônio Neto disse...

Gustavo, eu to falando sobre uma coisa e você sobre outra. Não estou querendo diminuir uma modalidade e nem aumentar outra, para falar verdade gosto e entendo muito mais de basquete.

E que existam similaridades no processo administrativo entre qualquer esporte coletivo isso é óbvio, mas como falei as dificuldades do Flamengo no Futebol são maiores, são 700 milhões de dividas (é o basquete que paga?) e mais 12 times de massa, entre esses 12 temos 9 ou 10 times gastando de maneira irresponsável para tentar a qualquer custo títulos ou vagas para a Libertadores.

No basquete somos juntos com o palmeiras (ainda tem pouca tradição na modalidade) os únicos clubes de massa, em geral disputamos contra times de prefeitura ou clubes sociais, sendo que entre estes todos temos o maior ou segundo maior orçamento do basquete brasileiro.

Se com tudo isso você ainda acha que as dificuldades entre as modalidades são as mesmas, então eu realmente desisto.

Gustavo disse...

Antonio, ninguém discorda do que você falou, mas tudo é proporcional. Só que o Luxemburgo ganha 500 mil por mês para resolver problemas do tamanho do futebol. O Neto deve ganhar, sei lá, 30/40 mil para resolver os problemas do tamanho do basquete. Os jogadores ganham o que ganham, mas são empregados do clube como outro qualquer. Quanto aos 700 milhões de dívida, não é realmente o basquete que paga, mas eu tenho uma "leve desconfiança" que foi o futebol que a criou, correto ? rs Os esportes olímpicos é que tem que pagar ? Se você considera a direção do futebol do Flamengo ao menos próxima a do futebol, acho que nós não merecemos muito mais do que isso. Eu é que desisto. Hoje o Marcelo Cirino se machucou, a décima quinta contusão do elenco da temporada. Quantos jogadores de basquete se machucaram em 2014/15 ? Isso é competência ? Aliás, nos últimos dois anos, tirando as contusões de joelho do Marcelinho e Benite (totalmente normais e "inevitáveis" no basquete), até na parte física o trabalho do basquete foi bom. E mais um gol da Alemanha.

Antônio Neto disse...

Primeiro, estamos falando dessa gestão né? Essa gestão atual é quem está pagando as dívidas, que por sinal não foram geradas por eles e sim por gestões anteriores, e pode ter certeza que que entre elas estão ou estavam dividas de outras modalidades (natação, remo, basquete...). Se quiser podemos discutir também como o futebol financia indiretamente o basquete,mas isso é claro demais para ser questionado. Poderiamos falar sobre competividade de cada modalidade, mas nesse ponto tenho a impressão que você concorda também.

Sobre as lesões,não sou especialista para saber quais as diferenças nesse aspecto entre o Futebol ou Basquete, assim como também não consigo avaliar as condições de cada atleta ou a capacidade do preparador fisíco. A unica coisa que sei é que no Real Madrid e no Bayern reclamam da mesma coisa, vai ver a direção de futebol deles sejam incompetentes também. Me parece algo muito mais complexo do que apenas ter bons profissionais. O Barcelona por exemplo está bem fisicamente, pois o Luis Enrique soube poupar bem o elenco no início da temporada. O Corinthians estava mal temporada passada, pois possuia e ainda possui muitos jogadores propensos a lesões. O Fluminense já cansou de perder jogador por conta do ct de merda que possuem. Assim vai...




Anônimo disse...

Sò para colocar mais algumas questões em relação ao mundo do basquete e o mundo do futebol. No basquete os contratos em geral duram uma temporada no máximo duas, trés é uma raridade. Alguém vê alguma equipe pagando multa recisória de jogador de basquete??? É muito mais fácil reformular um elenco no basquete e no futebol é muito complicado. Além disso hoje os técnicos no basquete são melhores que os de futebol sem dúvida nenhuma, tira Vanderlei trás quem??? Cristovão??? Muricy Ramalho??? Contratar no futebol um medalhão é garantia de bom trabalho??? Não é e nos vemos como os técnicos do futebol fazem bobagens, vide as escalações com 3 volantes do Vandelei nas finais do carioca.
A mentalidade da diretoria é a mesma para várias modalidades, mas os ambientes são bem diferentes.
Só para lembrar quando o Flamengo formou a base do atual time só ficaram na equipe Marcelinho, Duda e Caio Torres, no ano seguinte o Duda saiu, o Flamengo trouxe Benite, Marquinhos, Olivinha, Kojo, Gêge, Shilton, Zanotti. Depois no ano seguinte veio o Laprovítola, o Maynesse

Marcelo disse...

Gustavo essa tua frase "e mais um gol da Alemanha" é de uma superficialidade e arrogância que não traz nada de útil para a discussão.

E concordo 100% com o amigo Antônio, não tem como comparar as dificuldades do Flamengo no futebol com as dificuldades no basquete, é até injusta uma comparação como essa.

Gustavo disse...

Marcelo, posso até parar com a frase, se ela incomoda. Mas não tem como não rebater: Foi alegado que "é uma vantagem renovar contratos de ano a ano do que ter contratos de longo prazo". Outro recorde mundial para o futebol brasileiro: Pergunte para qualquer empresário de sucesso em qualquer ramo da atividade mundial se ele prefere ter contratos de longo ou de curto prazo com seus clientes, fornecedores, etc.... Evidentemente, para bons gestores, que fazem planejamentos sérios e competentes, é muto melhor ter contratos de longo prazo. Agora, seriedade e competência são as premissas. Se elas não existem, realmente os contratos de curto prazo não são uma vantagem, mas uma defesa contra a incompetência. O Bauru tem contrato de 4 anos com seus atletas porque tem um patrocinador que bancou e garantiu. Perguntem aos dirigentes do basquete do Flamengo se eles preferiam essa situação ou ter que correr atras de patrocínio todo ano com o risco de perder suas estrelas. Parece óbvia a resposta, certo ? Alguém falou do Corinthians aqui. Deram um show de competência quando ganharam o Mundial sem nenhuma estrela e salários em dia. Deram um show de incompetência quando começaram a trazer somente medalhões e o clube está afundando dentro e fora do campo. Repito: É possível fazer um futebol sério e vencedor sem estrelas, mas é preciso trabalho competente.

Antônio Neto disse...

Gustavo, o Corinthians foi campeão mundial sem estrelas e pagando salários em dia, mas até aí já estavam há 1 ou 2 anos sem recolher os impostos. Isso é ser competente? E não se engane, mesmo sem estrelas, a folha de futebol deles na época já era uma das maiores do futebol brasileiro, se fosse barato provavelmente não teriam burlado a receita.

Agora pergunto, você acha que o Flamengo deveria também deixar de recolher os impostos? Ou então seguir o exemplo do galo e se endividar em 150 milhões em dois anos para ser campeão de uma Libertadores e uma copa do Brasil?
Esse é o problema aqui, os fins sempre justificam os meios.

Eu só fico tranquilo, pois sei que a conta chega para todos, chegou ao Corinthians e vai chegar ao Atlético também. O Flamengo infelizmente sofreu e ainda sofre com essa conta, são 20 e poucos anos com 3 ou 4 títulos expressivos.

Agora se é possível um time de menor orçamento ser campeão? Sim,mas é raro, a história diz que o time campeão é aquele que mais investe ou pelo menos um dos que mais investem.

Basquete é a mesma coisa, os 3 times vivos estão entre os 4 ou 5 que mais investiram (Baúru e o Flamengo são os dois principais). Agora imagina se temos 6 times com um orçamento maior que o Flamengo, sendo 3 ou 4 gastando quase o dobro na montagem de elenco, seria coerente exigir títulos? Penso que não.

É preciso analisar em contextos e perspectivas diferentes. Terminar no G4 no brasileiro é mais difícil que ganhar o Nbb e ganhar um brasileiro é mais difícil do que ganhar a LDA e o Nbb juntos.

Gustavo disse...

Depois do jogo de ontem, acho que os amigos têm razão. Está tudo ótimo no futebol do Flamengo e brasileiro. Afinal, "futebol é diferente" não é mesmo ? Muito mais difícil. Os outros esportes são muito mais simples de vencer, não tem comparação! Até ganhar do Sport no Maracanã ou fazer que uma equipe de futebol tenha um mínimo de comprometimento deve ser mais difícil do que ganhar um campeonato mundial de natação, de vôlei ou de basquete. Afinal, os artistas do futebol são celebridades e devem ser respeitados, o técnico não deve ser contrariado. Revoltante. Nos conformemos com isso, faz parte da vida. Abs e obrigado pela discussão sadia (juro que não vou dizer que a Alemanha fez mais um gol).

Antônio Neto disse...

Gustavo, tu és um oportunista e dos grandes. E mais uma vez usando argumentos que ninguém usou aqui, além de ter obviamente ter desvirtuado toda a discussão.

Se você ler com calma tudo que escrevi aqui, vai perceber que falei e várias vezes das dificuldades encontradas em cada uma das modalidades, em nenhum momento citei que o futebol está ótimo e nem nada, apenas tentei demonstrar que a realidade no futebol é muito mais duro que no Basquete.

Com um poquinho de calma também, você irá notar que fiz críticas ao trabalho do Luxemburgo. E ontem vimos bem o quão rudimentar e atrasado é o padrão tático montado por ele.

Podemos até críticar aqui a falta um ou dois grandes reforços, mas a verdade que o problema ontem não foi de elenco, por tão limitado que seja o Flamengo, ontem com a diferença de orçamento e o time disponível era jogo para ganhar ou ganhar. Alguém tem dúvidas que com um time bem arrumado teríamos ganho aquele jogo?

E não pense que no Basquete o Flamengo jogue sempre bem e arrumadinho, já vi partidas horrorosas no aspecto tático, mas a qualidade do elenco é tão acima da média do campeonato que ainda ganhamos muitos destes jogos (ainda assim perdemos para times como Minas e o Uberlandia).

A margem de erro permitida para o FLAMENGO no Basquete é muito maior do que no Futebol. Esse sempre foi o ponto, é por isso que acho injusta qualquer comparação sobre a competência sobre as duas direções, acho que só você não entendeu isso.

Enfim, você discordar é um direito seu, ninguém é dono da verdade aqui, mas se é para debater vamos prestar atenção nos comentário dos outros. Eu gostaria muito que você argumente sobre o que EU comentei, mas pelo jeito o seu negócio é desvirtuar as discussões e de preferência encerrando sempre com essa frase manjada e pobre que você tanto gosta.







Anônimo disse...

Gustavo,

Ter sucesso no futebol não é mais difícil que no basquete. É muito mais difícil. E a razão é muito simples: grana. Futebol custa muito mais caro que basquete, volei e etc. Veja o time de volei do cruzeiro, por exemplo. O dono do grupo Sada banca o time inteiro. Por acaso algum empresário é capaz ou se dispõe a bancar um time de futebol? Simples assim. E pelo amor de Deus, não vamos tumultuar posts sobre basquete com esse tipo de comparação, porque desvirtua a discussão. Pelo amor de Deus número 2: ninguém aqui está satisfeito ou feliz com o trabalho que tem sido feito pela diretoria do Flamengo no departamento de futebol. Eu, por exemplo, sempre achei o trabalho do Luxa ruim e o time péssimo (mas continuo apoiando a diretoria por entender que o trabalho no campo administrativo e financeiro é o mais importante hoje, além de ter plena convicção de que a oposição destruiria todo esse trabalho em poucos meses). Aliás, a própria diretoria está insatisfeita com o departamento de futebol do clube, o problema é que, diferentemente das questões administrativas e financeiras, que são científicas, cartesianas, no futebol nem sempre se sabe qual caminho seguir. A maior prova disso é o próprio Atletico Mineiro. Hoje eles têm um time muito forte, vencedor. No entanto, a mesma diretoria que montou esse grupo forte, vencedor da libertadores, da Copa do Brasil e que não se cansa de bater no cruzeiro, quase foi rebaixada nos seus primeiros anos de gestão (na época, com Luxa no comando técnico, além de diversas outras contratações desastrosas). Enfim, o que quero dizer com isso é que fazer futebol com menos dinheiro que os concorrentes é muito difícil. Não há receita pronta e o que mais vemos no mundo inteiro são críticas ferozes a diretores que outrora foram muito bem sucedidos, e vice-versa.

Anderson.