quinta-feira, 9 de outubro de 2014

NBA 2014: Flamengo 88 x 100 Phoenix Suns


Foi uma atuação digna. No primeiro jogo da história contra uma franquia da NBA, o Flamengo foi derrotado pelo Phoenix Suns por 100 x 88.

A equipe não sentiu o ambiente e não tremeu no templo do basquete mundial. Pelo contrário, ganhou dois quartos, teve atuação destacada dos quatro titulares, faltou apenas o Marquinhos aparecer mais pro jogo. Entretanto, sofreu com a pesada marcação, dobras duras de sair e errou alguns passes bobos.

Nos lances livres a equipe teve ótimo aproveitamento: 28-31. Foi interessante ver Felício e Herrmann jogando juntos no terceiro quarto. Poderiam ter voltado no quarto final. Felício que se mostra bem mais amadurecido, anotou 8 pontos com 8 rebotes em 15 minutos.

Caracter foi abafado pela marcação e teve atuação ruim. Meyinsse fez um grande jogo, mas fez muitas faltas ainda cedo e teve que ser preservado.

Duplo-duplo para Laprovittola: 13 pontos, 12 assistências e 4 rebotes. Muitas andadas do Olivinha, nunca vi uma coisa dessa.


O JOGO

O primeiro quarto foi marcado por muita tranquilidade e inteligência do seu armador Laprovittola nas distribuições ofensivas. 

Foram seis assistências do argentino e um Flamengo certeiro no ataque, impedindo as escapadas em velocidade dos americanos, conseguindo uma sequência de 6 x 0, 15 x 07 e fechando o primeiro quarto em 26 x 21.

Ainda teve uma cesta inacreditável de Walter Herrmann que está sendo reprisado em todos os canais de esportes dos EUA. (Veja abaixo)

Mas as ações do Phoenix que foram bem bloqueadas pelo Flamengo na etapa inicial, apareceu no segundo quarto, que passou a rodar seu elenco e imprimindo o jogo característico do basquete americano: rebote ofensivo e velocidade no contra-ataque.

Com oito minutos de jogo a mais que as partidas da FIBA América - quase um quarto, a equipe sentiu fisicamente e sofreu uma dura derrota: 33 x 17, indo pro vestiário com um revés de 54 x 43.

Mesmo com uma larga vantagem, o Flamengo não permitia que o adversário abrisse no placar e deitasse a vaca. E na garra reagiu. Conseguiu uma sequência de 21 x 09 no quarto e virou a partida com uma dupla Herrmann e Felício.

De 59 x 48 o Flamengo emplacou uma boa sequência e voltou a liderar o placar: 66 x 63 faltando 02:37 pra terminar o quarto. Vejam vocês, dava pra acreditar na vitória.

Mas se precipitou muito no ataque e viu o Phoenix fazer uma sequência de 8 x 0, fechando em 71 x 66.

O desgaste era evidente no quarto final. Com mais força física e um banco mais atlético, a franquia americana chegou a colocar 18 pontos de frente. Mas se estabilizou na casa dos dez pontos, terminando em 100 x 88.

13 comentários:

Anônimo disse...

Atuação digna e bem acima do esperado, nosso time está de parabéns, mas ontem ficou nitido que o grande diferencial da NBA é o condicionamento fisíco. O aspecto técnico dos caras também é elevado, mas o fisíco se sobressai.
Quanto ao Olivinha, ele fez o que sempre faz aqui, a diferença é que aqui os juizes não marcam as andadas dele, já na NBA é diferente. É um ponto pra se treinar durante essa semana até pegar o Orlando.

Antônio Neto disse...

Fizemos um bom jogo, penso que não seria nenhuma loucura dizer que poderíamos ter ganho esse jogo. Agora me chamou a atenção o péssimo jogo do Marquinhos, me pareceu bastante individualista e preciosista em certos momentos da partida, talvez seja por influência da proposta que recebeu do Pelicans, não tem como a gente saber de certo, mas é fato que ele não fez um bom jogo. Outro ponto que gostaria de ressaltar são as limitações do Gegê, toda vez que este último entrava na quadra o ataque do Flamengo simplesmente não fluía mais, é um jogador que por características físicas e técnicas raramente entra no garrafão adversário e estamos falando de algo que é essencial para qualquer armador de baixo ou alto nível.

André Amaral disse...

Ótimo comentário, Antonio. Marquinhos errou demais. Destoou do restante do grupo logo o experiente em NBA.

E corroboro com seus comentários sobre o Gegê.

Barreto disse...

São inteiramente pertinentes as observações sobre o Gegê.
Ao meu ver, pior do que as suas limitações é verificar que não é um atleta que apresenta sinais de evolução necessária para se tornar um armador de bom nível, ao contrário do Felício que também carrega limitações visíveis mas mostra que irá progredir muito.
Evidentemente que o Flamengo precisa subir a qualidade técnica do seu elenco se quiser realmente se consolidar como um time de nível similar aos melhores europeus. Para tal, será necessário aumentar ainda mais o seu faturamento para fazer frente à manutenção e aquisição de jogadores de ponta, além de ter ações sustentáveis de formação de atletas.
Olhando simplesmente o panorama atual, sou da opinião que há dois jogadores que são bem inferiores aos correspondentes titulares: Gegê e Olivinha( 5 andadas mesmo estando livre e sem marcação).
Com relação à manutenção dos jogadores, acho que já haverá dificuldades para a próxima temporada com o Nico e em menor escala como o Jerome.

André Amaral disse...

Discordo do Olivinha, Barreto. Ele faz isso aqui no NBB, mas não marcam suas andadas. Acho ele imprescindível. Com o Hermann ele não vai precisar ficar 30 minutos como na temporada passada e vai chegar inteiro ao final dos campeonatos.

Barreto disse...

Amaral,

Disse apenas que ele é bem inferior a titular ou não é?
Atualmente é imprescindível, sem dúvida, mas para o futuro certamente vai perder espaço se o Fla quiser manter o dempenho do time em alto nível duramte todo o jogo.Não estou mais pensando só em NBB.

André Amaral disse...

Sim, comentei mais pela comparação que vocês fez com o Gegê, que hoje não é tao imprescindível como é o Olivinha. Os dois são reservas e inferiores aos titulares, isso é fato.

Anônimo disse...
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Barreto disse...

È isso aí Amaral. Olivinha é muito mais próximo em qualidade do titular do que o Gegê. Hoje Olivinha é impresindível. Benite começou como armador, talvez possa em alguns jogos mais difícieis assunir este posto. Por falar nisso acho o Benite um jogador de alto nível.
Abração

André Amaral disse...

E como ele está marcando, hein?

Antônio Neto disse...

O Olivinha é um jogador peladeiro, mas é útil pelo menos, faz muito bem o trabalho sujo e a nível doméstico tecnicamente ainda sobra por aqui.

O Gegê infelizmente nem isso,é um jogador que possui várias lacunas de jogo, um armador não pode ser um mero repartidor de jogo, é preciso que ele entre no garrafão adversário e dê uma assistência ou crie espaço para um "chute", mas se você não tem drible e nem agressividade fica difícil.

Já o Laprovittola felizmente domina com maestria esses fundamentos, tem um ball handling impressionante, muita agilidade e finta para se infiltrar bem no garrafão adversário e é um perigo constante, pois além de ter um arsenal de passes impressionante também possui um bom arremesso. Acho que é um jogador para desfrutarmos(heteramente rsrs) enquanto pode pois sem dúvidas daqui a pouco deve tá jogando em algum grande da Euroliga. Acho até o Nico mais jogador que o Facu Campazzo, perde para ele em talento, mas possui um manejo de tempo e uma leitura de jogo bastante superior.

Barreto disse...


Antonio Neto,


Concordo que Nico é melhor que o Campazzo, mas discordo do resto da sua análise. Nico é mais técnico e perde na força e na velocidade..

Antônio Neto disse...

Barreto, o Campazzo tem mais velocidade sim, agora força eu não sei, é um jogador muito baixo (1,78 pra baixo) e não me aparenta ser mais forte que o Laprovittola não, tenho a impressão que a virtude fisíca dele tá mais para parte de explosão e agilidade. Enquanto a técnica é bem discutivel mesmo, em certos aspectos acho o Campazzo mais refinado, como no drible e o arremesso por exemplo, entretanto, tem o defeito na minha opinião de ser elétrico demais e afobado em certos momentos, nesse aspecto vejo o Laprovittola melhor, em geral acho que o Nico entende melhor o jogo e sabe quando deve fazer uma coisa ou outra.

De qualquer forma, não contesto quando você diz que o Laprovittola é melhor tecnicamente, pois o Nico me parece um jogador mais metódico o Campazzo mais instintivo. Talvez não seja loucura dizer que um seja mais talentoso e o outro mais técnico.