quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Clubes e Bom Senso se acertam. Aprovação da LRFE fica mais próxima


Finalmente clubes e Bom Senso se reuniram e chegaram a um consenso. Em reunião nesta quinta-feira, ficou decidido que será criado um órgão fiscalizador do cumprimento das obrigações propostas na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte.

Uma espécie de Agência Reguladora, que será financiada pela CBF, porém sem subordinação. Realmente não dava para ficar sob responsabilidade de uma instituição que se quer consegue administrar o controle de suspensão de atletas. Escrevi sobre isso aqui.

Outro ponto importante que foi pacificado diz respeito à frequência de apresentação das Certidões. O projeto da LRFE prevê a apresentação sempre antes dos campeonatos - três vezes ao ano, mas ficou definido após a reunião de hoje que a obrigatoriedade de provar que salários e impostos estão em dia será mensal.

Semana que vem acontece uma nova rodada de negociação para os últimos acertos. O projeto deve ser colocado em votação apenas depois das eleições.

Um comentário:

João Duarte disse...

Acho inacreditável a incompetência dos clubes de lutarem pelo que precisam.

Passaram pela discussão da taxa de juros como se fosse algo marginal e que não valeria a pena discutir, para acelerar a aprovação.

Vejamos: A TJLP está em 5%aa enquanto a SELIC está em 11%aa. Pegando um debito de 350 milhões de reais (Divida fiscal do CRF é por volta disso) e o prazo de 20 anos.

Teremos com a SELIC, um pagamento mensal de R$ 3,67 milhões. O valor futuro dessa operação será de R$ 2,82 BILHÕES.

Com a TJLP, o pagamento mensal cai para R$ 2,34 milhões, enquanto o valor futuro vai para R$ 929 milhões.

Falamos de uma diferença mensal de 1,3 milhões no fluxo de caixa. Significa um cracasso a menos durante 20 anos. Quando olhamos o valor futuro (a divida que o clube pagaria se ao invés dos pagamentos mensais, pagasse tudo de uma vez só no final dos 20 anos), mostra como essa discussão é relevante. São quase 2 BILHÕES de diferença.

Se os caras tivesse uma minima responsabilidade com o futuro, estariam brigando por isso até dizer chega. Poderiam até não conseguir, mas jamais poderiam abrir mão como se fosse apenas margem de negociação.